quarta-feira, 20 de abril de 2011

Pura nostalgia

Agora estou andando na rua da praia...
O vento entra pela janela do carro...
Balança meus cabelos
E eu sinto como se aquele peso estivesse sumindo
ou estivesse sendo escondido na minha alma
e eu estou, finalmente, conseguindo engolir algo que nunca saiu da minha garganta.
Enquanto isso, o mar quebra.
Aquela espuma branca em cima da água salgada molha meus pés
Água gelada
Aquela imensidão faz eu me sentir tão pequena diante dos meus sentimentos
E eu fico ali
Sem muita reação.
Outras pessoas passam...
Meu olhar não sai do fundo.
Pássaros, barulho de mar, vida.
Aí eu entro no meu carro.
E sinto a renovação entrando no meu ser...
E vou andando assim...
Então eu chego
Chego em casa
Vou até o chuveiro
Tiro minha roupa
e devagar, quase em câmera lenta, a água bate da minha pele
E vai curando tudo aquilo que estava sujo ou longe
E vai caindo...
Caindo...
Tira a areia dos meus pés
Lavo meu rosto...
Depois de sair daquilo tudo,
vou até meu quarto
Onde quase como no subconsciente, ponho a música que mais me lembra você
E fico deitada
Sonhando, sonhando..
Muito longe...
Querendo ao menos falar, escutar sua voz
Sem ter como
Só na imaginação...
E fico lá... Até o sol se por
Para que no outro dia, seja a mesma coisa...
A noite chega e eu me entrego na sua escuridão
E eu sei que lá, você, ao menos, existe.