quinta-feira, 4 de julho de 2013

Branco brando.

Se fosse tão rápido, não teria o devido valor.
Eu entrei calmamente.
Vi suas lágrimas.
Suas lágrimas exprimindo o sentimento de me ver de branco.
Branco puro, feito paz.
Eu entrei.
Eu andei até você.
Nós derretíamos em alegria.
Era tanto sentimento.
Sentíamos uma força tão grande que poderíamos mover montanhas.
Nós movemos.
Nós alcançamos o ápice.
Nós chegamos ao nosso pico do Everest.
Não há sabor, não há sensação melhor que essa.
Éramos 2 se tornando um.
Quando eu olhei em seus olhos,
pude me ver ao fundo.
Por causa das lágrimas,
ou porque nós já nos habitávamos.
A alegria das pessoas ao nós ver,
ao nos contemplar em um momento tão único.
Eu me senti tão viva.
Pude fazer o que sempre quis fazer,
mas tinha um gosto diferente.
Porque dessa vez não era vontade,
era verdade.

Querer ser ou ser o querer?

Que fim tem, quando você encontra alguém com as suas conquistas, com seus problemas?
Coisas que deveriam ser suas, coisas que você deveria estar vivendo.
Você sente decepção de si mesmo ou se eixa levar pela inveja?
Qual caminho, afinal, deveríamos tomar?
Se as coisas não são tão fáceis assim de entender,
se você chora,
e se sente desesperado.
Porque aquela pessoas, está sendo feliz, esta no lugar que você gostaria de estar.
No lugar que deveria estar sua vida...
E ela parece tão feliz...
Tão vívida.
E por mais que você tente vestir sua máscara de indiferença,
parece que por um momento,
não funciona.
Aquela pessoa derruba qualquer máscara,
qualquer mentira.
Ela está vigiando,
perseguindo.
Ela está em todos os lugares.
Por mais que você conquiste,
que você seja mais forte.
Não importa.
O que você quer é querer as coisas que ela quer.
Aquelas coisas que você não pensou em querer,
porque antes pensou que jamais conseguiria.
Pensou que jamais seria possível conseguir ou chegar lá.
Afinal,
O erro está em mim de querer,
ou está nela em ser?

      

Perguntas sem respostas.

Qual a necessidade, afinal, de quem precisa desesperadamente ser mais? 

Ser mais que eu, mais que você...
Pessoas que se consideram tão pequenas, tão inúteis que tão tem capacidade para calcular os próprios valores, fazer uma contabilidade humana.
Essas pessoas são felizes?
Elas se sentem fartas com isso?
Com o fato de que, tem que recorrer a imaginação para serem alguém que elas jamais serão?
Onde, em momento, que esses valores são perdidos?
Porque elas se deixam dessa maneira?
Da onde que vem a força para aguentar esse tipo de humilhação?
Não há respostas para essas perguntas.
A não ser que em você habite uma mente desse tipo.
E se habita,
Porque você virou moradia pra ela?
Quão grande é a sua fraqueza para que você tenha forças para somente ser alguém que não é?
E finalmente, porque já não mostra seu verdadeiro rosto?