Eu ainda vou me arrepender de ser como sou.
De ser assim, arisca.
Tímida e calada.
Passando a imagem de ser antipática.
E me sentindo bem com esta impressão alheia.
Eu ainda vou querer mudar,
mas não haverá tempo,
para reconquistar todos os amigos,
e rever todos os familiares.
Ainda irei ver a minha face no espelho,
com os olhos vermelhos e úmidos,
e nesse momento eu serei quem eu quis ser.
Com os pés no chão,
longe de qualquer julgamento e qualquer autocobrança.
Eu serei eu e então eu serei feliz.
E talvez sozinha.
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