O primeiro e o ultimo.
O primeiro natal sem você,
o ultimo aniversário juntos.
Será que naquele momento, passava pela minha mente,
a ideia de estar longe de você?
Provavelmente não.
Eu vejo nossas fotos
e tenho certeza que éramos felizes.
Onde nos perdemos?
Existia algum jeito?
Algum mapa?
Eu me sentia num labirinto, fugindo de algo sem nome,
nem explicação.
Agora me vejo perdida,
procurando a mim mesma.
Quero sentir o chão de novo.
Eu quero me sentir viva,
eu estou lutando muito para me manter mentalmente normal.
É difícil retornar ao antes,
quando se partiu há muito tempo.
Eu vejo as coisas por outro ângulo,
eu me sinto uma vitima do próprio veneno.
E ninguém pode me ajudar,
porque eu não deixo.
Os espaços,
as minhas entradas mentais estão trancada por um orgulho emprestável.
Os comentários são de que eu era uma pessoa feliz,
normal,
e que a partir do momento em que eu me envolvi com você,
virei outra pessoa.
Agora preciso voltar,
preciso ter motivos para voltar.
Eu não quero que isso tudo seja a toa.
Este conteúdo faz parte da propriedade intelectual dos autores do amandashh. Não copie sem fazer a devida referência. Obrigada pela compreensão.
domingo, 6 de julho de 2014
Quem sempre pensa no depois e nunca no antes, não sabe o significado do presente instante.
O azul reflete nos meus olhos,
a sua grandeza,
sua majestade é perceptível.
O vento salgado que vem da sua direção é ressecado.
Eu vim até aqui pra me encontrar,
me sentir em paz,
em casa.
O que eu procuro,
ninguém pode encontrar por mim.
Ninguém pode me dar.
Eu desejo me sentir bem
permanecendo em mim.
O mesmo vento que trás a tranquilidade,
é aquele que aumenta o caos.
Não consigo encontrar uma saída,
uma distância.
Onde quer que eu vá,
as perguntas sem respostas continuam comigo.
Eu posso sair daqui,
ir a outros lugares,
viajar.
O problema está em mim.
Já perdi a noção de realidade,
do que é verdade, mentira.
Sei que tudo está conspirando contra
e eu não consigo sair desse ciclo.
Esse vai e volta,
estar cansada de participar dessa mentira.
Eu busco paz,
distância.
O grande problema é que os problemas sempre acabam na minha frente,
e eu tenho uma mania de querer olhá-los de lado,
de longe,
de relance.
Olhar e não querer enxergar.
É como se houvesse um nevoeiro,
um peso.
Eu consigo tirar isso,
durante poucos segundos.
O tempo que segue após essa amostra de paz,
é tentando encontrar a receita para permanecer nela.
Sei que não é normal estar feliz todo o tempo,
mas ficar triste e sem domínio sobre o próprio corpo é muito pior.
O que eu sofro não tem nome,
não tem sintomas concretos.
Não há nada que ninguém possa fazer.
A minha mente vive nesse colapso a anos,
e nem eu mesmo consigo enxergar isso.
Este conteúdo faz parte da propriedade intelectual dos autores do amandashh. Não copie sem fazer a devida referência. Obrigada pela compreensão.
a sua grandeza,
sua majestade é perceptível.
O vento salgado que vem da sua direção é ressecado.
Eu vim até aqui pra me encontrar,
me sentir em paz,
em casa.
O que eu procuro,
ninguém pode encontrar por mim.
Ninguém pode me dar.
Eu desejo me sentir bem
permanecendo em mim.
O mesmo vento que trás a tranquilidade,
é aquele que aumenta o caos.
Não consigo encontrar uma saída,
uma distância.
Onde quer que eu vá,
as perguntas sem respostas continuam comigo.
Eu posso sair daqui,
ir a outros lugares,
viajar.
O problema está em mim.
Já perdi a noção de realidade,
do que é verdade, mentira.
Sei que tudo está conspirando contra
e eu não consigo sair desse ciclo.
Esse vai e volta,
estar cansada de participar dessa mentira.
Eu busco paz,
distância.
O grande problema é que os problemas sempre acabam na minha frente,
e eu tenho uma mania de querer olhá-los de lado,
de longe,
de relance.
Olhar e não querer enxergar.
É como se houvesse um nevoeiro,
um peso.
Eu consigo tirar isso,
durante poucos segundos.
O tempo que segue após essa amostra de paz,
é tentando encontrar a receita para permanecer nela.
Sei que não é normal estar feliz todo o tempo,
mas ficar triste e sem domínio sobre o próprio corpo é muito pior.
O que eu sofro não tem nome,
não tem sintomas concretos.
Não há nada que ninguém possa fazer.
A minha mente vive nesse colapso a anos,
e nem eu mesmo consigo enxergar isso.
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