sexta-feira, 14 de junho de 2013

Entre te perder e te encontrar.

Sabe como é perder alguém? Aquele sentimento vazio que todos falam e que um dia, todos vão sentir. Algo tão forte, tão ardente, mas ao mesmo tempo, não significa nada. Sabe.... se eu tivesse uma chance de te ver, de falar com você, eu agarraria com as duas mãos. Eu me sinto tão deslocada quando tento chegar perto de você. Me sinto tão longe de mim mesma. Eu quero ficar tão perto de você, das nossas lembranças... Como pode ser tão difícil. Há quem diga que é questão de tempo. Mas quanto tempo? Talvez o necessário. Talvez. Se não adianta chorar porque você não vai voltar, se não adianta tentar falar com você porque parece que você não me ouve, então, o que fazer? Só se conformar que é isso? Não parece muito justo. Não é justo. É tão deprimente. Parece que, como num filme de drama, onde todos ficam tristes e tentam conviver com aquilo, eu estou tentando ser assim. Aliás, todos nós. Eu suplico, eu peço, eu quero, pelo amor pelo criador, eu preciso estar perto de você. Eu preciso saber se você me ouve. Talvez eu esteja enlouquecendo, porque, segundo as outras pessoas, estou lutando por algo que jamais irá mudar. Será mesmo? A minha esperança ainda não morreu. Quando eu te vejo em fotos, você fica tão perto. Tão dentro do meu coração.... Me diga, me mostre, como eu faço para seguir em frente. O que eu deveria fazer. Qual o caminho a percorrer. Falta muito? Eu tenho que saber por quanto tempo vou ficar nessa espera. Eu queria que você me falasse coisas que eu preciso ouvir, coisas que jamais ninguém falou. Eu preciso do seu conforto. Quando você partiu, eu me senti tão impotente. Eu queria, por Deus, fazer algo. Te segurar, de alguma forma, com todas as minhas forças, mas o seu corpo não tinha mais vida e estava gelado. Eu queria gritar, chorar, espernear, igual criança quando quer um doce, mas não adiantaria. A morte é algo muito cruel, pra quem vai e pra quem fica. Ficamos sem rumo, sem saber o que esperar, mesmo sabendo que nada iria chegar. Querendo somente, que o relógio trabalhasse ao contrário. E que, como todos falam, queria ver seu rosto com vida mais um vez. Ouvir sua voz, sentir seu toque.