Meu duro coração é capaz sim, de amar.
E muito.
Minhas mãos capazes de oferecer carinho.
Minha mente de formular as palavras mais belas em uma ordem inesquecível,
para quem ouve, fala, vê, observa.
Mas há algo em mim que eu não consigo mudar,
nem a base de ferro quente,
muito menos no sofrimento.
São aspectos, comportamentos intrínsecos da minha personalidade,
e que eu simplesmente não os vejo.
Eles são meu ponto cego.
Sei que está lá,
mas não consigo ver.
Não é falta de atenção,
nem carinho.
Sou eu.
E se um dia eu conseguir mudar isso,
ainda não serei quem eu gostaria de ser,
simplesmente porque sou eu.
E talvez eu só veja o que eu fui
a partir do momento que eu não for mais.
Preciso parar de me importar,
de me despedaçar em frente a coisas que eu acho que me fazem mal,
mas na verdade é um grande nicho,
cheio de nada.
Eu sou um fundo falso,
tenho coisas guardadas que só eu sei o lugar
e como achar.
Não é ciume,
é vontade de ser,
estar, participar.
Inveja que causa uma vontade de destruir
e a razão que vem pra me grudar ao chão
e me lembrar que só eu sendo eu,
que posso ser melhor.
Cada um tem seu espaço,
sua casa.
E a partir do momento que você passa a visitar outros espaços,
fazer parte de outros lares,
a sua alma se despedaça.
Porque, na maioria das vezes,
você encontra algo que estava escondido,
perdido.
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