quinta-feira, 13 de junho de 2013

Chocolate quente.

Eu aqui, perdida em meus pensamentos. Perdida na rotina. Perdida na minha existência. Na nossa intensa mistura. Tomo mais um gole daquele líquido que me aquece nesse inverno. Enquanto não tenho você por perto, me resta me aquecer e pensar em você, assim parece que a distância diminui. Aquele sorriso maroto surge na minha face tão naturalmente, que então sei que meu coração encontrou um jeito de estar perto do seu. Como eu poderia sobreviver longe do que me eleva, se é você que faz tudo isso acontecer? Mais um gole. É assim que contemplo as fagulhas de uma fogueira que se compara ao nosso relacionamento. Devagar, então, a caneca torna-se vazia, mas ainda tenho sede. Eu sempre tenho a esperança que você irá aparecer como mágica em minha frente, mas não é tão fácil assim. O relógio parece trabalhar contra meus sentimentos. Quanto mais fico ansiosa por você, mais parece que o tempo não passa. O que me aquece não é mais sua pele, nem seu olhar. É só uma simples lareira, que parece ter pena de mim, porque estou sozinha e ela ainda se sente completa pela presença do calor. Já perdi a noção do tempo. Adormeço. Você chega. E meu coração se sente em casa, finalmente.

Tempo ao tempo.

O tempo é cruel, em todas as formas. Ele passa, ele fica, não para. Enquanto ele passa, há transformações positivas, negativas. Transformações inesperadas, coisas inimagináveis. Quando começamos a ter noção da vida e de seus riscos e sentimentos, nos damos conta de que sempre imaginamos uma vida perfeita. Uma vida onde não há imperfeições, decepções e que o amor e o sentimento bom reinam. No entanto, conforme a vida se desembaraça e as coisas vão mudando, nos damos conta de que, jamais será assim e que na verdade, não há como planejar. E por incrível que pareça, não há porque imaginar. Tudo irá nos surpreender. Será muito raro um momento ocorrer como queremos, simplesmente porque há a participações de outros seres e outras expectativas, imaginações e vontades. Se fosse um universo isolado, talvez, quem sabe, nossa vontade pessoal prevalecesse. Mas como sabemos, não é assim. Mas não podemos classificar o tempo simplesmente como algo ruim e que vai nos levar ao fundo do poço. Não, isso já não é verdade. O tempo que passamos, as experiências que nos cercam, com toda certeza, são maravilhosas a sua maneira. Se algo ocorreu e fez mal, é porque virá outra coisa que fará bem. O tempo é equilibrado, mas você tem que enxergar. Tem que querer ver. Não há como ser feliz se não aceitar que a vida segue seu rumo, o tempo não para e nossas escolhas geram outras escolhas. É assim que o tempo passa e é assim que nós vivemos.