quarta-feira, 23 de julho de 2014

Coitadas estão desiludidas.

Tem um monstro deitado na minha cama,
ele me falou coisas horríveis ontem a noite,
e eu sonhei com ele a noite toda.
Não tenho culpa se sou apaixonada por homens complicados,
quanto maior a dor,
maior o tesão.
É isso que eu pensei quando te olhei,
sozinho,
fumando um cigarro,
e olhando pra fumaça, como se aquilo tivesse te consumindo.
Quem sabe tivesse mesmo,
sei lá.
Passo a passo, com meu salto vermelho
e me aproximei,
e perguntei se eu poderia participar de todo aquele funeral.
Você me respondeu dizendo toda aquela baboseira do defunto ser a ex.
Eu estava nem aí pra ela,
o que eu queria estava ali, diante dos meus olhos.
Eu sou apaixonada por dor,
eu tenho todas as dores do mundo em mim.
Você me beijou com aquele hálito de cigarro e cerveja.
Eu amei,
porque eu sabia que aquela energia ruim seria canalizada,
pra um lugar que eu conhecia bem.
Aí eu acordei,
e te olho em minha cama,
como chegamos até aqui.
Eu sou a sua monstra agora,
vou acampar na sua mente,
e caçar tudo que for vivo.
Porque eu sou o que você sempre quis,
uma consumidora de dores.























Este conteúdo faz parte da propriedade intelectual dos autores do amandashh. Não copie sem fazer a devida referência. Obrigada pela compreensão.

O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar.

O avião decolou,
a saudade aterrissou.
Eu me sinto só,
eu e o café.
Eu olho pra ele,
e ele me bebe.
A cada gole,
a cada quilômetro,
eu me sinto mais longe do meu porto seguro.
Um mês.
Um mês pode ser pouco,
ou muito, dependendo do tamanho da sua janela.
Eu te espero,
te aguardo,
mesmo sabendo que na verdade,
você está dentro de mim.
Um mês escuro vem
e uma vida de luz me espera,
porque eu sei,
que o maior presente que eu poderia ganhar,
é o teu futuro.





















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Te prometo que isso nunca mais vai acontecer.

Você me xinga, me ofende.
Mas eu sei que essas marcas são queimaduras,
são cicatrizes muito profundas.
Nem o tempo, nem a vida é capaz de curar.
Depois do jantar,
você virou a mesa.
Me mostrou a sua face mais obscura,
eu tremi na base,
e a minha verdadeira vontade é te abraçar,
te dar um ombro pra chorar.
Mas eu não chego perto,
porque esse seu jeito violento me assusta,
e por vezes, eu fujo.
E quando eu volto,
é muito pior do que se eu tivesse ficado.
Eu grito,
eu te agrido moralmente,
e você devolve em pancadas que doem mais do que qualquer coisa.
Nem que eu fique toda roxa, eu vou te abandonar.
São machucados superficiais,
são feridas que curam,
diferente das suas,
que nunca irão secar,
porque eu sei que a cada vez que você me agride,
mais uma vez a sua mente entra em conflito com quem você é,
de verdade.
Eu sei que aí dentro quem habita
é um homem sentimental,
querido,
e quem me agride é alguém perdido,
nefasto.
Eu preciso de você,
tanto quanto você precisa de mim,
e essa situação
é um reflexo de uma relação
complicada, conflitante,
e cheia de sentimentos obscuros.

























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O que é um autêntico louco?

Junto com as águas desse rio,
eu me transformo.
Não me sinto mais criança,
não me sinto adolescente,
muito menos adulta.
Não sei em que faze eu estou.
Acho que morri e estou no inferno.
Não sei como cheguei aqui,
e ainda não encontrei saída.
As águas me afogam,
a falta de preocupação.
Parece que eu vou morrer sufocada,
é tudo tão certo,
mas ao mesmo tempo,
me sinto cercada de máscaras.
Eu me perdi pelo caminho,
ontem era criança,
hoje sou um ser antagônico,
ambíguo, uma grande mentira.
Eu ainda não me vi no espelho,
não me conheço.
Todos estão contra mim
e a vida virou um grande labirinto.
Mais um vem arrancar um pedaço da minha alma,
o primeiro levou minha inocência.
E o de sempre,
esse ganha meu carinho,
minha atenção,
porque já acostumei.
A vontade de sair correndo é grande,
e depois que tudo acaba,
eu choro.
Vejo cara lágrima cair,
e eu brinco de contar,
até o próximo cliente chegar.
Imagino se eu fosse uma criança ainda,
que pudesse brincar,
mas eu já tenho 11 anos.






















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