domingo, 21 de dezembro de 2014

Pequenas mudanças- Mais pesadelos


 Dona Lurdes apareceu com um prato quente de sopa e uma cartela de remédios, falou que podia ficar com todos, agradeci e comecei a comer . Ter os gatos me encarando, me deixou em uma situação muito “chata”, tive vontade de levantar e ir comer em casa, mais seria muita falta de respeito.

 Assim que terminei de comer, o gato que estava embaixo da mesa subiu em cima da mesma, me olhou, e quando eu menos esperava, pulou na minha cara deixando  um arranhão , instantaneamente coloquei  a mão no rosto e soltei um “ai “ alto, a velha imediatamente apareceu com uma cara assustada. Meu rosto ardia bastante, assim que  afastei minha mãos vi um pouco de sangue.

-Criança vocês esta bem? Perdoe meu gato, não estamos acostumados com visitas.

 Minha vontade naquele momento era de matar o gato, mas isso não ia cair bem.

- Tudo bem dona Lurdes eu lhe entendo, já estou de saída. Obrigado pelos remédios e a sopa. Amanhã prometo que lhe pago.

 Sai do apartamento com a mão no rosto, e logo entrei no meu, fui direto para o banheiro para ver o tamanho do arranhão.  Era consideravelmente grande, pegava desde a minha orelha até metade da minha bochecha . Lavei o rosto ( ardeu bastante por sinal ) e logo tomei o remédio e fui me deitar.

 Tive sonhos estranhos novamente, com os gatos da dona Lurdes, com Erick , com a droga do bilhete que eu ainda não havia descoberto de quem era, acordei suando. Minha cama estava úmida, minha roupa molhada e estava frio! Legal mais fatores que iriam piorar minha gripe,  eu estava torcendo para que o remédio da velha fosse potente.

 Levantei fui tomar mais um banho, assim que sai troquei as roupas de cama, e percebi que estava sem sono, fiquei sentada na cama olhando a parede vazia, os minutos não passavam, era uma hora da manhã, eu devia estar dormindo.

 Uma pessoa sensata iria deitar e continuar a tentar dormir , mas eu cheguei a conclusão que sou uma pessoa com parafusos a menos,  eu decidi andar pelo prédio.

 Uma pessoa sensata iria deitar e continuar a tentar dormir , mas eu cheguei a conclusão que sou uma pessoa com parafusos a menos,  eu decidi andar pelo prédio.

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