Dona Lurdes apareceu
com um prato quente de sopa e uma cartela de remédios, falou que podia ficar
com todos, agradeci e comecei a comer . Ter os gatos me encarando, me deixou em
uma situação muito “chata”, tive vontade de levantar e ir comer em casa, mais
seria muita falta de respeito.
Assim que terminei de
comer, o gato que estava embaixo da mesa subiu em cima da mesma, me olhou, e
quando eu menos esperava, pulou na minha cara deixando um arranhão , instantaneamente coloquei a mão no rosto e soltei um “ai “ alto, a
velha imediatamente apareceu com uma cara assustada. Meu rosto ardia bastante,
assim que afastei minha mãos vi um pouco
de sangue.
-Criança vocês esta bem? Perdoe meu gato, não estamos
acostumados com visitas.
Minha vontade naquele
momento era de matar o gato, mas isso não ia cair bem.
- Tudo bem dona Lurdes eu lhe entendo, já estou de saída.
Obrigado pelos remédios e a sopa. Amanhã prometo que lhe pago.
Sai do apartamento
com a mão no rosto, e logo entrei no meu, fui direto para o banheiro para ver o
tamanho do arranhão. Era consideravelmente
grande, pegava desde a minha orelha até metade da minha bochecha . Lavei o
rosto ( ardeu bastante por sinal ) e logo tomei o remédio e fui me deitar.
Tive sonhos estranhos
novamente, com os gatos da dona Lurdes, com Erick , com a droga do bilhete que
eu ainda não havia descoberto de quem era, acordei suando. Minha cama estava úmida,
minha roupa molhada e estava frio! Legal mais fatores que iriam piorar minha
gripe, eu estava torcendo para que o
remédio da velha fosse potente.
Levantei fui tomar
mais um banho, assim que sai troquei as roupas de cama, e percebi que estava
sem sono, fiquei sentada na cama olhando a parede vazia, os minutos não
passavam, era uma hora da manhã, eu devia estar dormindo.
Uma pessoa sensata iria deitar e continuar a tentar dormir , mas eu cheguei a conclusão que sou uma pessoa com parafusos a menos, eu decidi andar pelo prédio.
Uma pessoa sensata
iria deitar e continuar a tentar dormir , mas eu cheguei a conclusão que sou
uma pessoa com parafusos a menos, eu
decidi andar pelo prédio.

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