sexta-feira, 11 de julho de 2014

Pequenas mudanças

 Part 1  

Lá estava eu, sentada na janela fumando um cigarro lentamente, pensando em uma coisa qualquer em um quarto alugado. Sai do colégio reformatório a uns dois dias. Encontrei esse muquifo, uma cama, uma bancada com algumas gavetas que mal fecham, bom, esta ótimo pra seis peças  de roupa q eu trouxe do reformatório , paredes rebocadas que fedem a mofo e uma janela enferrujada, também pagando cem reais o aluguel ja estou querendo demais.
 Esse outono estava com um clima nojento, os dias bons estavam custosos a aparecer , sempre garoando, e lembrar que eu tinha que sair para achar um emprego já me deixava com náuseas. Terminei meu cigarro  e fui colocar uma roupa mais limpa. Sai do quarto ja dou de cara com uma vizinha velha de cara desconfiada , logo atrás dela uns quatro gatos miando de forma insistente com a mesma cara da velha, ou será que a velha tem a cara dos gatos? Bom, não sei e pouco importa.

Part 2

Fui andando pelas ruas, procurando achar qualquer anuncio, as garoa gélida molhava meu rosto suavemente, me lembrava os dias terríveis do reformatório, olhei brevemente para o lado e vi um pequeno anuncio, " precisa-se de balconista ", perfeito, desde que me dessem dinheiro para pagar o aluguel daquele lixo que a partir de agora chamo de "lar",  e comprar um salgado a qualquer hora para forrar o  estomago, estava ótimo.     
 Abri a porta do estabelecimento, no mesmo momento me invadiu um cheiro de incenso, olho em volta um lugarzinho simpático com cara de pouco frequêntado, uma lojinha de cacarecos imprestáveis,  um senhor com cara de ter por volta de setenta anos veio me atender um uma voz baixa e melódica, com um leve sorriso .
- Posso lhe ajudar menina?
 Ele me olhava docemente, fazia anos  que não me olhavam daquela forma, me deixou até um pouco desconfortável.
- Hãm... Eu vim por causa do anuncio, ainda esta contratando?
- Ah! Claro menina, venha comigo .
 Ele me guiou até o fundo da loja, me levou até um pequeno hãm... Chamarei de escritório mas não chega nem aos pés disso. Lá me ofereceu um café que recusei.
- Então menina, qual seu nome?

~Bru~


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Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam.

Te ver ali branco,
estável.
A pessoa mais ativa que eu conhecia,
completamente parada.
Sempre disperso,
ocupado,
cheio de coisa pra fazer,
"reclamão".
Agora, parado.
Eu pedia, o médico mandou.
Você não ouviu.
Agora finalmente, você parou.
Infelizmente, não pode mais me ouvir.
Mas se pudesse, eu diria algo como,
"viu?"
Talvez você precisasse disso,
você já estava preparado,
só nós que não estávamos.
O que faltava era coragem para admitir.
Ter a certeza de que já havia o bastante,
o nível máximo já havia sido ultrapassado.
A vida chegava em um nível escandalosamente corrido,
e nós nunca tivemos perna para alcançar isso.
Eu preciso aceitar,
me conformar,
é isso que dizem.
Mas é difícil.
Eu queria te dizer tanta coisa,
te explicar tantas besteiras feitas,
mas me falta boca,
voz.
Eu precisaria ser um anjo para que você me ouvisse.
























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Para ser príncipe basta ser homem. Para ser encantado basta ter atitude.

Meu príncipe encantado,
o que eu vejo em você é a mesma magia que há nos contos de fada.
A perfeição, a destreza.
A vida maravilhosa que me espera ao seu lado,
são essas coisas que eu vejo quando só te olho.
Me sinto como uma dama dos anos 50,
algo que eu acho muito lindo,
as moças, esperando seus amores,
e mesmo diante da guerra, das batalhas,
tristezas e as vezes,
mortes,
apesar de tudo,
sempre havia uma esperança,
que era real,
estava lá.
É assim que me sinto.
As dificuldades recebem outro nome no meu dicionário:
Superações.
São provações da vida,
são provas para saber se estamos devidamente prontos para sentir um amor,
uma paixão tão verdadeira e
tão forte, quanto a nossa própria vida.




























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O homem que é firme, paciente, simples, natural e tranquilo está perto da virtude.

A beleza natural é absurda,
as folhas,
o jeito que o sol beija as árvores.
As flores se entregam totalmente ao vento.
Elas se deixam levar,
são dele.
As ervas daninhas invadem a paisagem e tomam conta.
São cores, tamanhos, formas, movimentos.
A paisagem é absurdamente linda.
A vontade é de nunca mais sair dali,
de conviver com qualquer regra,
com qualquer imposição,
só pra continuar naquela dança sibilante,
aquela minha mania de sentir os lugares,
de fazer deles,
um pedaço de mim.
É isso que eu fiz com essa paisagem,
a tornei referência na minha procura por lugares com uma inspiração incessável,
uma vida em que quem manda é a natureza.
Nada muda,
tudo é naturalmente programado.
Hora de acordar,
dormir.
Nada estressa.
Levantar com o sol
e descansar com a lua.
Contra ponto viciante e naturalmente instigante.
O que eu desejo pra mim,
é viver num lugar onde as escolhas sejam algo natural,
sem muito drama, estresse.
Eu quero poder deixar o medo
e me tornar parte dessa paisagem.
A paz,
a paixão.
Nada é triste,
é simples, quieto.
O silêncio fala por si.























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Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.

Acende um cigarro,
aquece minha alma.
Coloca fogo nisso,
porque hoje,
eu preciso queimar até a ponta.
Preciso de algo que me faça relaxar.
viajar sem sair do lugar.
Aquela loucura adolescente,
que te faz voar,
aquecer,
esfriar.
Eu fecho os olhos e sinto aquela fumaça densa invadir meu pulmão.
Cada braço,
cada perna,
vai entrando em sintonia com a substância.
O que eu sinto em seguida,
aquela sensação de estar fazendo outra coisa, em outro lugar,
é surreal.
Só quem é forte,
quem é capaz,
pode sentir essas sensações.
Eu preciso esquecer alguém,
e para esquecer,
nada melhor que ocupar a mente com outra coisa.
O vazio vai dando lugar a viagens,
imaginações sem noção.
Não há limite para inspiração.
Ela só acontece quando a loucura bate,
a música toca,
e a vida passa.





















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Seje feliz do jeito que você é, não mude sua rotina pelo o que os outros exigem de você simplesmente viva de acordo com o seu modo de viver.

O seu jogo é muito injusto,
eu não conhecia as regras.
É uma indecisão,
uma mesa farta de conflitos.
Se eu soubesse que acabaria assim,
não teria me arriscado dessa maneira,
me exposto dessa forma.
Mas quando vi,
era tarde demais.
Eu já não sabia até onde eu estava envolvida,
e quando se perde noção do tempo,
da realidade,
é hora de parar, repensar.
Eu me vi no meio de uma "faixa de gaza".
Eu não sabia se a gente se usa,
se você me faz mal,
se nós nos deterioramos juntos.
O que eu sei,
é que isso me faz mal.
Essa vida de duas caras é nociva demais para quem sempre esperou o amor,
e nunca foi atrás dele.
Eu gostaria que você me visse de outro jeito,
de uma maneira mais pura,
mas agora não há porque fazer isso.
O sol já se pôs,
e a garoa está caindo.
Eu fico pensando,
respirando lentamente,
sentindo cada parte, cada célula do meu corpo,
e fazendo uma conta silenciosa:
Até quando eu sou capaz de suportar uma mentira,
que eu mesma inventei.





















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