terça-feira, 1 de julho de 2014

Quando um homem perde a capacidade de escolher, deixa de ser homem.

Não me abandone,
por favor.
Não me deixe,
pelo amor de Deus.
Eram essas minhas frases.
Você, você, você.
Uma enchente de felicidade invadiu minha vida.
Eu era tão feliz,
tão realizada.
Mas daí eu descobri que não era você que me fazia melhor.
Era o status,
todas aquelas pessoas.
Eu me sentia bem,
mas depois eu me descobri.
Fui ingênua, eu sei.
Quando eu vi,
quando acordei de um sono profundo,
vi que o que realmente importava na minha história era eu.
Agora, se você quiser participar,
será coadjuvante.
Será aquele que não está em todos os episódios,
mas aquele que tem um palco especial,
periodicamente.
Não fique chateado,
nem crie ressentimentos.
Eu só redescobri que a minha vida,
gira em torno de mim mesma.
E que escolhas,
não são só "escolhas".
















Este conteúdo faz parte da propriedade intelectual dos autores do amandashh. Não copie sem fazer a devida referência. Obrigada pela compreensão.

O tempo me faz, o vento desfaz. O ritmo me move, o movimento percorre. É um pulso de adrenalina, é o prazer de ser bailarina.

A cada movimento,
cada passo o meu corpo passa diante dos seus olhos.
Eu sempre te surpreendo com um olhar diferente,
te chamo para perto de mim,
acalmo com uma volta,
te emociono.
O jeito que eu me movo diante de ti,
pareço uma pluma jogada ao vento,
sem direção,
sem certeza,
sem perfeição.
E é isso que me torna tão rara e especial.
Quando olho para os que estão diante de mim,
minha expressão faz o coração dos valentes transbordar,
e dos fracos,
as lágrimas caem.
É algo que não define,
não tem parâmetros.
É leve,
mas aos poucos,
me revelo uma dama,
ou uma fera.
Eu sou a verdadeira arte humana,
a própria ilustração da beleza.
Nas pontas dos pés
eu te mostro que sou forte e consistente.
Com as mãos em movimentos que ilustram o vento,
que demonstram leveza,
sutilezas,
delicadezas.
Coisas, sentimentos raros,
e lapidados durante anos,
no coração de um dançarino.
No grand finale,
sussurro lentamente no pé do seu ouvido,
que a vida da voltas,
que o mundo gira, mas independente de tudo,
bom ou ruim,
o final sempre te faz ver que tudo vale a pena.
Que quem ganha a verdadeira recompensa não é quem passou toda a vivência
cuidando do certo, do errado,
mas quem realmente dançou.
Quem se locomoveu em direção a plateia
não esperando aplausos,
nem vaias,
nem reconhecimento algum.
O grande vencedor da aventura é aquele que se submeteu a todas dores,
a todos prazeres.
Aquele que se jogou de cabeça,
que afrontou a incerteza.






















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