domingo, 4 de setembro de 2011

Ausência física, ausência da voz e do cheiro, das risadas e do piscar de olhos, saudade da amizade que ficará na lembrança e em algumas fotos.

O que eu queria saber é,
o que você é agora além de lembranças.
Eu lembro que quando eu soube que você foi embora,
eu senti que cada pessoa que te amava realmente,
ficou com um pedacinho de você.
Cada um, guarda dentro de seu próprio coração,
uma lembrança que está o mais viva possível.
E, a pesar de você ter morrido,
você nunca deixará de existir.


O homem se perde por incertezas, e se acha pelas dúvidas.

Só saudade, lembranças...
Tentativas inconscientes de esquecimento...
Eu tentei mesmo.
Mas é mais forte que eu...
Por mais que o mal que você me fez passar seja maior do que a felicidade que você me proporcionou,
eu tenho saudade.
Minto pra você, pro mundo.
Mas não pra mim.
Não posso me permitir entrar numa ilusão maior do que a teimosia de achar que um dia você me amará.
E eu me pergunto...
Como posso achar o cara certo,
se o que me faz sentir feliz,
adrenalina,
calor,
saudade,
paz,
é justamente o errado?
E se eu dissesse que o certo pra mim é o errado?
E se... e se...
E se a gente pudesse ficar junto de novo?
E se eu te convidasse pra jantar mais uma vez.
Uma única vez, a ultima delas?
Não posso.
Não devo.
Por mais que eu queira,
e que isso esteja quase saindo do meu controle,
não posso querer,
mesmo já desejando...
Não posso seder a uma ilusão de tal tamanho.
Uma ilusão cheia de duvidas,
de "porques"...
Cheia de lágrimas.
Mas que me faz ser eu...
E por mais que seja estranho,
eu me sinto bem chorando por você...
Acho que é pelo fato de que chorando eu tenho a dúvida de que um dia você irá me amar,
e longe de você,
eu tenho a certeza de que este dia nunca virá.
E para um coração sedento,
a dúvida tem o peso da certeza.