Sinto falta daquele friozinho na barriga,
de não saber o que vai acontecer.
De fazer mil planos,
e no momento,
se jogar em situações diferentes.
Saudades do ar condicionado frio,
dos avisos intermináveis do comandante.
Da diferença de pressão,
dor de cabeça.
Saudades de imprevistos.
Uma certa vontade de querer sair,
me desprender do monstro que nos cerca:
O cotidiano.
Esquecer de compromissos do trabalho,
e lembrar que há coisas mais importantes do que planilhas.
Olhar pro céu azul,
pra chuva estragando tudo,
e do vento deixando tudo bucólico.
Aquela sensação de friozinho,
deixando a vida mais refrescante.
E na volta,
aquele gostinho de quero mais,
aquela sensação de renovação e
o mais importante,
a verdadeira prova de que aquela viagem aconteceu,
porque hoje,
já não somos os mesmos que arrumamos as malas.
Nem os mesmos quando revemos fotos.
Somos renovação contínua de um ser que cresce
visitando seus semelhantes.
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