sexta-feira, 25 de julho de 2014

Pequenas mudanças - Te conheço?

Part 6

Acordei pelas seis da manhã, olhei pela janela, as ruas estavam brancas, fui para o banheiro e olhei a figura ruiva no espelho, estava com olheiras terríveis , e com um arranhão no pescoço, não sei como ele havia parado lá, devo ter me coçado enquanto dormia.  Amarrei o cabelo em um rabo de cavalo alto, me vesti com minhas únicas roupas mais quentes e sai de casa.

 Passei em uma padaria qualquer pra comprar  um pão e um café e fui direto para a loja. Assim que cheguei já havia atrás do balcão  um balde com um desinfetante e um pano , e já vi Sr. William varrendo a loja. Ok, primeiro a limpeza depois atender os clientes.  Logo eu estava tirando pó das prateleiras. Terminamos tudo dentro de uma hora. Ele abriu a loja, e foi para o "escritório ". Fiquei terrivelmente entediada o dia todo. A loja era muito parada, resolvi dar uma olhada nos produtos.

Bom, brinquedos, velas, recipientes, enfeites, talheres, material escolar,  teias de aranha em lugares inalcançáveis, traças por todos os lados, ele precisava de uma faxineira não de uma balconista. Peguei o pano úmido novamente, e comecei a limpar de uma forma descente. Quando estava terminando a décima prateleira ( o pano já estava preto de tanta sujeira) escutei o sininho da loja tocar. Fui correndo atender, era o mesmo rapaz alto do prédio.

 Ele me olhou meio surpreso, garanto que era a mesma cara que eu fazia pra ele. Dei um sorriso forçado pra dar pinta de boa atendente e o cumprimentei.

- Bom dia, posso ajudar?

Ele continuava a me olhar de modo estranho.

- Eu te conheço de algum lugar...

-Sim, acredito que do prédio.


- Não , não... aquela hora eu não percebi porque estava escuro, mas agora... eu te conheço de algum lugar...

Este conteúdo faz parte da propriedade intelectual dos autores do amandashh. Não copie sem fazer a devida referência. Obrigada pela compreensão.

A esperança é o sonho do homem acordado.

Se você quisesse,
se me permitisse,
eu te mostraria quantas cores tem meu mundo.
Quantas sensações tem meu coração,
e quantas estações tem minha mente.
Eu te olho,
te toco,
te tenho,
mas sei que você não está aqui de verdade.
Você pertence a ninguém,
a nenhum olhar,
nenhum beijo.
Você é seu,
e eu, amargamente,
sua.
Seu gosto de cigarro,
teu corpo azedo de sofrimento,
e eu aqui,
esperando algo que nunca virá.
Posso ser considerada idiota,
esperançosa,
mas já tentei ser de outros
e sei, de todas as formas,
que sou sua.
Não sou do João, nem do Pedro,
Miguel,
sou sua.
Sua.
O que mais me machuca é ouvir isso de você.
Você disse pra mim te abandonar,
te deixar,
te esquecer,
você é um sofredor solitário,
mas a minha natureza é outra.
Sou do tipo de ajuda,
que quer te tornar melhor,
mas acho que o problema é que você
não quer ser melhor.
Porque?
Eu sou razão, quando peço uma explicação.
Sou emoção quando não entendo o que já está escrito
no teu olhar.
O seu pecado mortal,
a tua pele tão proibida
é o que me atrai,
e você do meu pensamento não sai.
Não sei se é o seu cabelo,
seus braços,
seus olhos impiedosos.
Algo me chama,
e eu não exito em responder.
Venha me buscar,
venha me tirar,
venha me acordar desse pesadelo.





















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