domingo, 18 de agosto de 2013

Lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e sofrer novamente.

Eu olho aquele vermelho vivo,
aquela cor que vibra.
Os estalos são ouvidos a longas distâncias.
Eu fui até lá,
fui até onde achei que não teria mais coragem de chegar pra queimar nosso passado.
A fogueira é disforme,
e o fogo que me aquece
é o mesmo que faz minhas lágrimas evaporarem.
Eu cresci,
eu vivi,
eu cheguei muito longe,
mas acho que minhas raízes ainda estão fincadas.
Acho que é hora de deixar pra trás o que nunca me levou pra frente.
Hoje posso ver de cima,
hoje posso ver detalhes que não via antes,
pelo simples fato de que você não está mais aqui.
Está tão longe que não exerce nenhuma força sobre mim.
A vida ficou mais leve,
ficou mais fácil de ser eu.
Agora eu saio,
eu vou embora.
Sozinha,
sabendo que você não estará jamais comigo novamente.
Feliz por ser apenas eu.
Feliz por ter tornado esse peso parte da minha história,
mas não da minha vida.


Fim do recomeço.

Mais uma lágrima é refletida no espelho sujo.
Mais uma lágrima é testemunha da minha tristeza,
do meu coração partido.
Se eu pudesse controlar o universo,
eu o faria conspirar a nosso favor.
Se eu pudesse te fazer pensar, eu te faria entender.
Te faria querer ser algo que eu não pude ser.
Te faria querer ser mais.
Eu não ouvia a minha própria voz.
As palavras foram saindo cortando nossas almas como navalha.
As palavras podem ter doído mais que os objetos jogados.
Foi intenso, rápido,
e doloroso.
Te perder foi algo realmente forte.
Achei que não pudesse suportar,
mas até agora eu ando conseguindo bem.
Eu saio pela porta, eu vou onde minha alma pede por paz.
Eu vou onde meu coração precisa repousar.
Eu vou até o mar,
eu vou até a lua se for preciso.
Eu preciso ficar longe de tudo que trás lembranças,
eu preciso ficar longe de mim. 
O apelo físico feito pelo meu corpo pelo seu peito,
por suas mãos,
é cada vez mais ensurdecedor. 
Eu posso não aguentar,
eu posso superar.


O homem é o único ser que se sente só e que procura um outro.

Eu sei que é amor por que todos os dias, o medo de te perder aflora em todos os meus sentidos.
Eu sei que é amor, porque contigo, minha respiração normaliza.
Eu sei que é amor, porque eu me sinto segura, eu não tenho medo do mundo, quando eu estou com você.
Eu sei que é amor, porque quando olhos nos teus olhos, você me diz tudo que eu preciso saber sobre confiança.
Eu sinto uma força explodindo dentro de mim toda vez que sei que vou estar perto de você,
e sinto essa mesma força me derrubando quando ficamos longe um do outro com algum sentimento negativo.
Eu me sinto fraca, me sinto impedida de ser eu quando brigamos.
Mesmo que pouco, mas quando nossa relação se desgasta por qualquer motivo, me sinto culpada.
Mas quando nós nos perdoamos, quando voltamos a nos falar tudo fica tão bom, tão suave.
Antes ficava pesado, um sentimento difícil de carregar.
Mas depois, fica fácil de entender porque nos damos tão bem, porque somos assim.
Eu nunca quero te perder por um erro bobo ou qualquer outro motivo forte o bastante para me fazer ficar longe dessa paz que eu sinto perto da gente.
Eu te amo e quero sentir isso até quando eu puder.
Até quando nós quisermos.
Até quando a vida permitir.


domingo, 11 de agosto de 2013

Encontrei a minha alegria na tua alegria.

Com aqueles olhos cheios de ternura,
olhos profundamente verdes.
Sei quando está bravo,
Sei quando está feliz.
Sei quando está triste.
Independente do momento sei o que você quer,
e melhor,
como você quer.
Se te irrito,
se causo risos,
é porque quero você alegre sempre.


Não há outro inferno para o homem além da estupidez ou da maldade dos seus semelhantes.

Eu não sei como as outras pessoas se comportam diante disso, mas eu sinto um tipo de "vergonha alheia" quando presencio um discurso de uma pessoa com a mente fechada. Me sinto mal, com uma súbita vontade de estudar, de pesquisar e crescer, pois temo ser assim. Eu tento, todos os dias, a todo momento, lutar contra qualquer tipo de comodismo. Acho uma infelicidade o ser humano que sobrevive e não vive, no significado total do termo. Como pode-se entender alguém que não quer crescer, que não quer ser diferente dos outros. Como conviver com alguém que se contenta com o normal, com o igual. Como ser um escravo da moda, das mentes vazias, como poder ser feliz dessa forma. Talvez ou com certeza, eu seja egoísta o bastante para não conseguir compreender esse lado, esse outro tipo de tentativa de vivência. Somente existir, somente ser, estar. Aquela pessoa que não cobra o mais, o maior. Acho que como somos seres humanos, providos de racionalidade, devemos sempre ser hoje mais do que fomos ontem. Não precisa necessariamente ser radical ou, ir contra o que chamamos de sistema. Precisamos ser mais a cada pensamento. Precisamos querer ser além do que nosso horizonte cerebral enxerga. Devemos ser melhor do que nós mesmos.

O luto é destinado aos que amam amar.

Eu gostaria de te dizer que vi seu sofrimento nessa semana.
Os dias passando, a data se aproximando.
Aquela data que retrata o maior dos sofrimentos de um ser humano.
Aquela falta, aquela saudade que arde
e que nada, ninguém irá curar.
É algo que não tem remédio.
Somente o tempo irá amenizar.
Irá deixar cicatrizes.
Você irá passar por isso,
irá voltar a viver,
mas sempre que olhar naquela cicatriz,
sempre que os dias se aproximarem,
você irá lembrar que existe um lugar vazio,
que existe um lugar vago.
Essa falta ninguém irá ocupar.
A vida te ensinará a conviver,
a ser maior que essa falta.
E assim você poderá ser feliz,
mesmo sabendo que um dia foi infeliz.


sábado, 10 de agosto de 2013

Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não leem.

Na minha opinião, que não significa ser a de todos, mas é a minha, um livro não é somente um punhado de páginas com uma história: É algum tipo de portal mágico. Nos leva a conhecer outras pessoas, em outros lugares e viver outras sensações. Livros são feitos para uma realização paralela a realidade mundana. Você deixa sua ansiedade de lado, deixa seus problemas e medos para viver da forma que acha que deveria ser a correta. E depois da ultima página, aquela quimera te expele de uma forma forte para a realidade "correta"; onde fazemos coisas que não gostamos para pessoas que talvez também não gostem de estar ali. Existe seres humanos que não passam por isso e eu os chamo de realizados, são aqueles que já chegaram ao ápice, que são felizes a ponto de achar que livros são uma realidade paralela, e não um portal para chegar a felicidade maior de alguma maneira. Ainda existem outros indivíduos que não conhecem o prazer da leitura, ainda não foram levados para este lado da vida e simplesmente entendem que leitura é algo sem sentido ou ainda uma necessidade passageira, algo que pode ser substituído por uma barra de chocolate. Enfim, as vezes eu me considero uma "defeituosa", pois simplesmente acho que Deus me fez com um dom: Espalhar o prazer da leitura pela face terrestre. Talvez seja isso mesmo ou talvez eu seja mais uma "cdf" da primeira fileira que usa um óculos grande.


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Não poucas vezes esbarramos com o nosso destino pelos caminhos que escolhemos para fugir dele.

Já sem esperanças ou sem querer acreditar mesmo.
Era assim que eu me encontrava.
E quando não temos nada,
é perigoso.
Pois nosso subconsciente pode entender como "qualquer coisa serve".
Tomei cuidado para que a carência não tomasse conta dos meus sentidos,
e então vivi.
Só isso.
Continuei vivendo como se a vida me reservasse uma grande surpresa.
Eu só estava esperando.
Estava aguardando estar devidamente treinada e pronta para encontrar algo que fosse me fazer bem,
e algo que eu pudesse dar valor e reconhecer como algo bom.
Esperei meses,
anos.
Até que aconteceu.
Quando eu menos esperava,
quando talvez,
eu menos quisesse.
Eu te encontrei.
Você me encontrei.
O destino fez seu trabalho juntando quem precisava ser aproximado.
Nós não exitamos de forma nenhuma.
Se nós, meros mortais,
nos encontramos exatamente naquele horário,
naquele lugar,
é porque tinha algo muito maior agindo.
Acreditei que essa força poderosa queria nosso bem.
Me deixei levar.
Deixei acontecer.
E foi da melhor forma possível.
Com a maior das inseguranças.
Com a melhor das paixões.
E se hoje eu sou quem eu sou,
se eu sou realizada da forma que eu estou,
devo isso a você.
Devo isso a nós.


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Decifras.

Ah, o amor.
Muito mais que uma realização na pirâmide de Maslow,
muito mais que uma necessidade reprimida.
Esse sentimento,
essa força,
move montanhas,
ergue e derruba barreiras inimagináveis todos os dias.
Ele está lá fora,
ele está aqui dentro,
querendo fazer parte da nossa vivência humana no planeta terra.
Ele nos impede de viver,
ou nos faz criar asas e ir para lugares distantes.
Não se pode descrevê-lo,
não se pode tocá-lo.
Pode-se ouvi-lo,
pode-se senti-lo.
É forte,
é verdadeiro.
Somente uma alma imaculada consegue chegar a sua forma mais perfeita do amar.
Se há algo difícil de se achar é o amor verdadeiro.
Aquele que dá sem esperar,
aquele que cede sem precedentes.
Aquele que é capaz de acabar com uma guerra,
e começar com outras mil.
Ah, o amor.
Um sentimento perseguido,
destruído,
reconstruído,
moldado.
Ele pode ser emoldurado,
recortado.
Podemos transformá-lo em outros sentimentos.
Nós o queremos,
nós fazemos loucuras por ele,
coisas que até então achávamos errada,
coisas que sempre foram corretas.
O amor é sem dúvidas,
o que move a sociedade atual.
Ou a falta dele.