domingo, 29 de dezembro de 2013

Sentimentos são a essência viva da alma.

Um dia eu disse que te amo,
admiti o que já estava em mim a muito tempo.
Posso somente te afirmar um fato:
Se alguém já usou essas mesmas palavras para afirmar esse sentimento por ti,
esse alguém não te amou mais que eu.
Não é possível viver algo tão intenso e tão perfeito,
se não for forte.
Há uma fortaleza em volta de nós.
Nada nem ninguém pode nos invadir.
Somos protegidos pela nossa verdade,
por nossa fé.
Eu sei que quando chegamos perto,
a energia, o ambiente,
tudo flui naturalmente,
como se para sempre aquilo tivesse que acontecer.
Como se só faltava nós nos olhar para acontecer.
Já estava marcado,
pronto.
E agora é só viver,
só ser.
E se tudo isso for uma ilusão,
se nada for verdade,
se até você for de mentira,
já não valerá a pena estar aqui.


Tudo desmorona no final.

Em um dia qualquer, você me deixou.
Me abandonou, me deixou sozinha e foi atrás de outros sonhos,
de outras coisas que não me incluíam.
Simplesmente foi.
A chuva caindo, o tempo fechando.
Isso não é um choro somente,
é uma tentativa de uma alma para se curar,
se reafirmar,
redescobrir.
Está tudo tão confuso.
Talvez eu te amo,
talvez não.
É tudo tão recente,
tão novo.
Estar à sós comigo mesma nunca foi normal.
Tudo incluía você.
Você sempre estava lá.
De corpo,
talvez não de espirito.
Carinhos, brincadeiras, nossos segredos.
Agora tudo faz parte de um passado,
são fotos,
é mais um casal que se desmanchou.
Em milhares de relacionamentos que começam e terminam todos os dias,
o nosso foi o premiado para terminar,
para ser destruído hoje.
Seria mais um dia perfeito de nós dois,
mas virou o dia do final,
o dia em que tudo acabou.


quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Melhor do que todos os presentes por baixo da árvore de natal é a presença de uma família feliz.

O natal transmite um sentimento de compaixão, solidariedade e respeito, mas quando pensamos em nessa  data, o que vem a mente é uma mesa com uma linda ave assada, uma salada gigante e acompanhamentos. Para mim, muito mais que presentes, janta e sorrisos, o natal é um tempo de reflexão. Talvez deveríamos pensar: Estamos bem, mas é o mundo? É ao nosso redor? O que eu posso fazer para mudar? A corrupção nos irrita? Então comecemos parando de furar filas. A fome mundial é demais? Então paremos de desperdiçar comida. Pequeníssimas ações no dia-a-dia mudam todo um sistema. O que falta para o mundo ser diferente amanhã é o seu hoje. O natal também é um momento de orar, de unir positividade para aqueles esquecidos que hoje, talvez, estão acompanhando um adoentado com câncer em fase final no hospital. Conspirar para o universo escolher o que é melhor: Viver ou renascer. Pedir por aqueles que não tem família, ou que estão com a família em pedaços, pelo perdão, pela vida. Nosso tempo é tão pouco... Uma escolha hoje, pode nos traçar um destino cruel ou glorioso. Tudo depende do que queremos e o quanto estamos dispostos a lutar. Há também outros fatores que interferem e esses, normalmente, não são controlados por nós. São controlados por uma força muito maior, muito mais intensa: O ciclo da vida. Nascer, viver, reproduzir e morrer. Existem outros verbos que podem ser conjugados nesse meio de caminho. Depende da sua criatividade, da sua capacidade e inteligência querer ir ou ficar.


Sei como voltar: As cores do meu outono desenham caminhos.

Quem me dera voltar,
refazer,
não permanecer e dizer não.
Fazer escolhas diferentes,
traçar outros caminhos,
novas suposições.
Aquele frio na barriga não valeu de nada.
Fiquei ansiosa e errei do jeito que achei que seria.
Agora entendo,
agora já decorei a regra do jogo.
Quero voltar e poder ser mais eu,
ser mais.
Seguir caminhos diferentes que me levam a destinos surpreendentes.
Poder pensar mais alto,
seguir outros caminhos.
Aprender que ser gente grande se começa de pequeno,
responsabilidade não é uma característica:
É uma habilidade.
Pra conseguir tem que ralar,
tem que querer fazer mais.
Eu fiz as escolhas erradas na hora certa.
Voltar seria a glória para a culpa diária dessa minha ansiedade,
infelicidade e fracassos.
O sucesso não é um passo,
mas sim toda uma caminhada.
Conseguir voltar ao ponto inicial,
voltar na minha vez de jogar os dados seria perfeito.
Seria ideal.


domingo, 8 de dezembro de 2013

O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada.

Nos olhos de cada estava um pouco do vermelho do fogo,
os machimelos estavam assando e aquele cheiro doce invadia nossa noite.
As barracas montadas e um acampamento simples do final de semana.
Claro que eu passei repelente.
E é claro que eu estou lá pra te ver.
Você tocando, cantando,
todos dançando, se encantando.
Cada um no seu infinito,
com sua deusa particular.
Com uma vida a mudar.
Com seus quinze anos de loucuras reais,
e pensamentos cada vez mais longe.
Faculdade,
família,
compromisso.
O que ser, o que fazer.
Ser o que todos querem,
ou ser o querer?
Dúvidas, dívidas.
E talvez um futuro.
Um destino qualquer.


Mas não há uma fórmula mágica que nos faça chegar à força sem que antes tenhamos provado a fraqueza.

Medo que falem alto,
medo que riam de mim,
terror me me agridam.
Psicologicamente,
fisicamente.
Tenho horror em pensar, que podem,
talvez,
me odiar.
Olho para baixo,
pra desviar dos olhares,
dos pedidos,
das psicológicas perseguições.
Olho para baixo para não ceder,
pra fingir que eu posso.
Que eu quero.
Eu queria poder falar,
escutar,
ter condições de negar.
No sibilar de cada palavra,
me desfaço.
Não, não, não.
Talvez. Sim.
Dureza é algo que se conquista,
não se compra.
E é difícil sair de perto de mim.
A insegurança de pensar que jamais vou conseguir,
contra a certeza de que é possível.
Vivendo entre vontades e ideais.
Para alguns fácil,
pra outros,
impossível.



Hey!

Eu aqui, disfarçando,
Tentando parecer neutra.
Enquanto você olha outras, enquanto você tenta outras.
E eu aqui,
tentando fazer parte das outras.
Fazendo o possível para ser quem você gostaria que eu fosse.
Que eu fosse "ela".
Aquela menina que vai sair com você,
que vai fazer você rir,
você vai querer agitar comigo.
Você poderia querer até ir ao cinema,
e mostrar a todos como gosta de mim.
Será que entre eu e "ela" existe uma linha tênue,
ou um profundo abismo?
Só você pode me dizer.
Só você pode me mostrar.
Eu to aqui,
esperando você ver que eu quero uma resposta.
Ou que eu seja a pergunta.
Eu não tenho todo o tempo do mundo,
mas eu espero,
eu aceito,
eu quero.
E faço tudo,
mas no meu mundo particular é que eu cultivo essas ideias.
Porque perto de você,
eu sou olhares,
sou pequenas palavras sem sentido.
Sou eu,
esperando você...


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Liberdade emocional

80, 100 Km/h,
Vou o mais rápido que o motor aguentar,
o mais rápido até as lembranças ficarem em uma distância segura.
Em um lugar que só quem queira irá lembrar.
Os cabelos estão esvoaçantes,
eu já não me preocupo.
Minha preocupação com beleza não passa do sorriso da minha alma.
Eu estou tão bem.
O sorriso maroto que aparece em meus lábios talvez seja das sensações,
ou da música dançante que toca.
Coloco uma mão pra cima,
pra tentar alcançar o céu,
pra sentir o vento,
pra voar,
pra ser.
Acelerar cada vez mais,
esse é meu objetivo mais alucinante.
Lágrimas, choro, tristeza,
são somente acompanhamentos.
Meus pratos principais estão mais emocionantes,
mais contagiantes,
mais felizes,
e menos você.


O meu "nós".

Não que eu seja pura insegurança ou totalmente angustia,
mas parte de mim entra em colapso quando algo que eu faço,
te atinge.
Das coisas mais simples, para as mais complexas.
Se eu te visse chorar por algo que eu tenha feito,
acho que parte de mim morreria.
Algo em mim iria para o inferno.
Me sentiria como a pior pessoa.
E é por isso que eu tento sempre ser a melhor pessoa.
Não quero te ver chorar, não quero te deixar triste.
Só o que eu quero é te ver sorrir.
Mesmo que isso não dependa só de mim,
mas até onde eu puder ir,
eu vou.
Somos dois de um mesmo sentimento.
Cada qual se liga de alguma forma,
e eu contigo sou assim:
Ligada por sensações, doces emoções.
Se algo te aborrece, eu vou até o fim do mundo pra corrigir,
nem que pra isso eu tenha que abraçar o mundo.
E eu ainda acho que não faço muito,
talvez só metade de mim cuide de você.
A outra cuida de nós.