terça-feira, 28 de junho de 2011

A felicidade é uma recompensa para quem não a procura.

Seria muito bom mesmo se pudesse escolher por quem sentir algo...
Se fosse possível escolher por quem se apaixonar.
Pois assim não haveria erros.
Se tivesse como escolher, olharíamos nos olhos...
E se a pessoa correspondesse a nossas expectativas,
era só deixar rolar.
Amar e amar.
E se fosse o contrário,
nós nos desapegaríamos num passo de mágica
e tudo voltaria a ser como era antes de ficar triste,
como antes de olhar nos olhos,
antes de amar,
antes de tudo.
Mas na pura realidade de nossas vidas,
o que acontece não é bem isso.
É como se fosse o contrário.
Quando menos imaginamos,
não precisa ser um olhar,
basta um toque,
um cheiro,
um jeito,
uma palavra.
E pronto.
Lá está um sentimento que tão cedo não irá embora.
E pensamos, dói, nos desgastamos.
Até perceber que não há jeito.
Que é algo perdido.
Que nosso destino, futuro,
não está naquele coração.
E sim em qualquer outro.
E quando temos que realmente abandonar tudo,
temos que dar um basta.
Um chega.
Um tchau.
E esquecer realmente,
alguém que nunca participou realmente de nossas vidas,
as vezes nem sabes que existimos.
Ou sabe.
E nos fechamos.
E esquecemos.
Crendo realmente que seria a ultima vez.
Que não há mais jeito.
Mas não nos damos conta que há milhões de pessoas lá fora,
e que uma delas será perfeita,
encaixará perfeitamente naquele vazio.
Basta esperar o tempo agir
e nos deixarmos livres.
E não procurar.
Só se deixar encontrar.

domingo, 26 de junho de 2011

Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra

Sozinha naquilo que eu chamo de mundo,
meu quarto parece enorme daqui...
Longe dos problemas, da vida.
Tudo passa em câmera lenta agora.
Se de nada adianta chorar,
então guardo toda a tristeza e rancor pra mim.
Sim sim, só fazem mal a mim.
Mas o que posso fazer?
Se não posso jogar fora, como um lixo,
se não posso reciclar transformando em alegria
aquilo que me faz mal,
então deixo aqui mesmo.
E vou digerindo aos poucos.
Assim como um prato pesado
que vai devagar descendo,
a nostalgia vai passando.
Vai saindo do meu corpo,
e passando pra minha alma.
E assim como uma caixa de entrada,
ali fica.
E mesmo que encha, e fique transbordando,
nada poderá ser feito.
E daí a lógica me pergunta
se não seria mais fácil acabar com a rais disso.
Não.
Quando só você vê o erro e as outras pessoas acham ele certo,
é mais fácil você fingir o mesmo,
do que viver sozinha sendo o erro.