Sozinha naquilo que eu chamo de mundo,
meu quarto parece enorme daqui...
Longe dos problemas, da vida.
Tudo passa em câmera lenta agora.
Se de nada adianta chorar,
então guardo toda a tristeza e rancor pra mim.
Sim sim, só fazem mal a mim.
Mas o que posso fazer?
Se não posso jogar fora, como um lixo,
se não posso reciclar transformando em alegria
aquilo que me faz mal,
então deixo aqui mesmo.
E vou digerindo aos poucos.
Assim como um prato pesado
que vai devagar descendo,
a nostalgia vai passando.
Vai saindo do meu corpo,
e passando pra minha alma.
E assim como uma caixa de entrada,
ali fica.
E mesmo que encha, e fique transbordando,
nada poderá ser feito.
E daí a lógica me pergunta
se não seria mais fácil acabar com a rais disso.
Não.
Quando só você vê o erro e as outras pessoas acham ele certo,
é mais fácil você fingir o mesmo,
do que viver sozinha sendo o erro.
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