sábado, 13 de agosto de 2011

Eu moro em mim mesmo. Não faz mal que o quarto seja pequeno. É bom, assim tenho menos lugares para perder as minhas coisas.

Na imensidão do meu quarto,
eu posso tudo...
Ser quem eu quiser,
ir pra onde eu quiser...
Não preciso fingir que to legal,
ou que adoro a ultima moda.
Só ser eu...
A pessoa que eu mais admiro..
Aquela que consegue ser milhares de pessoas ao mesmo tempo,
que tenta agradar a todos,
que se decepciona consigo,
que tenta até gostar de si mesma,
mas quando se olha no espelho
só vê um punhado de desilusão com depressão.
E por incrível que pareça,
anda, pensa e tem braços.
Vou pra praia,
volto,
subo a serra.
Só dentro no meu mundo.
Daquele que eu não minto,
em que eu fujo de todos.
Fico sozinha e parada,
cheia de pessoas,
em todos os lugares.
Só dentro no meu quarto.
Não tem nada que me empeça de voar aqui.
Eu vou longe,
muito longe.
Perto de quem eu amo,
e mato quem eu odeio.
Nem a inveja me atinge aqui.
Nada nada...
Totalmente isolada,
em um outro mundo em que minhas verdadeiras vontades ditam as regras.
Eu caso,
tenho filhos,
me separo.
E sou feliz para sempre.
Em poucas horas,
dentro do meu quarto.
Invento amores,
que perduram,
ou acabam em horas.
Eu faço o impossível aqui dentro.
Também escrevo, as vezes.
Mas o que realmente me atinge,
é o mundo lá fora.
E é só abrir a porta pra minha nostalgia acabar,
e eu ter que pegar minha bolsa com máscaras,
e sair por aí,
feliz assim.

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