Eu aqui, perdida em meus pensamentos. Perdida na rotina. Perdida na minha existência. Na nossa intensa mistura. Tomo mais um gole daquele líquido que me aquece nesse inverno. Enquanto não tenho você por perto, me resta me aquecer e pensar em você, assim parece que a distância diminui. Aquele sorriso maroto surge na minha face tão naturalmente, que então sei que meu coração encontrou um jeito de estar perto do seu. Como eu poderia sobreviver longe do que me eleva, se é você que faz tudo isso acontecer? Mais um gole. É assim que contemplo as fagulhas de uma fogueira que se compara ao nosso relacionamento. Devagar, então, a caneca torna-se vazia, mas ainda tenho sede. Eu sempre tenho a esperança que você irá aparecer como mágica em minha frente, mas não é tão fácil assim. O relógio parece trabalhar contra meus sentimentos. Quanto mais fico ansiosa por você, mais parece que o tempo não passa. O que me aquece não é mais sua pele, nem seu olhar. É só uma simples lareira, que parece ter pena de mim, porque estou sozinha e ela ainda se sente completa pela presença do calor. Já perdi a noção do tempo. Adormeço. Você chega. E meu coração se sente em casa, finalmente.
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