Uma a uma elas vão caindo. Talvez não conseguintes, mas vão indo. Embora, para ficar. Elas vão e vão. É interessante, pois ao mesmo tempo, a dor permanece. Mesmo que as lágrimas saiam pelo meu olho, eu sinto como se o ardor só aumentasse. Como se a tristeza não desaparecesse, mas ela fica "mastigada". Parece que ela vai sendo despedaçada em pequenos cubos que eu consigo, talvez, digerir de alguma forma. E por mais que eu tente digeri-las para as mandar embora, elas ficam. Elas escorrem sobre minha boca, meu seio. Elas parecem querer voltar para o coração, porque, pode parecer loucura, mas sinto que elas vieram mesmo é de lá. Ou talvez elas queiram chegar ao meu pé, para mostrar que são mais fortes do que parecem e que por mais que eu tente esquecer o porque do nascer delas, elas jamais me farão esquecer. Cada uma leva algo diferente, uma fatia do meu sentimento. E lá vão elas, posso as ver... E de repente, como se eu não esperasse, me sinto melhor. Como se eu me recuperasse. Aquela sensação, talvez, de alma renovada. Será que elas possuem realmente este poder? Já não sei. Me sinto como se a tristeza fosse banida do meu ser. Ah, talvez as lágrimas sirvam para mostrar que a tristeza que está lá dentro, já não precise permanecer lá. O que era ruim já passou. E que a solução, está a minha frente. Eu só preciso chorar para poder ver.
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