quarta-feira, 17 de julho de 2013

Toca a jangada.

São tantas coisas envolvidas,
tantas sensações diferentes.
Desde o frio de um olhar,
até a dureza de palavras.
Eu queria poder gritar,
mas o volume da minha voz não altera o que você entende.
Eu queria poder fazer as pessoas verem,
mas eu não consigo alterar o foco da sua visão.
Eu não consigo.
Eu não consigo mudar as outras pessoas,
eu não posso abraçar o mundo.
Eu quero que as pessoas vejam o que eu sou,
não o que elas pensam que eu sou.
Eu não sou um número,
não sou um objeto.
Eu sou quem eu sou.
Tenho nome, personalidade.
Queria me fazer entender.
Se eu não posso mudar o que as pessoas querem entender,
então eu vou mudar meu jeito de falar.
Meu jeito de me expressar.
Meu modo de viver.
É tão difícil assim de entender?
Ou simplesmente você não quer entender?
Eu queria ser um entendimento universal.
Eu queria poder ser o que eu quero ser,
do meu jeito,
no meu momento.
Mas não posso.
Minha felicidade depende de que algumas pessoas permitam que eu possa ser feliz.
Se eu não posso alterar o que elas pensam,
como farei o que eu quero?
Farei, assim como uma cobra astuta que engana sua presa,
eu serei a mais precisa de todas.
Falarei o que eu quero falar,
com as suas palavras.
Farei o que quero fazer,
na sua maneira.
Serei breve,
justa e minha luta será valida.


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