quarta-feira, 3 de julho de 2013

Você me dá licença de ser assim do jeito que sou?

"Não faça assim!
Crie mais responsabilidades!
Você é louca!
Você tem algum problema?!
Burra, anta, idiota."
São coisas que não são capazes de fazer um pulso se cortar.
São capazes de fazer uma alma se partir.
São capazes de fazer uma personalidade ficar calejada.
E você não sabe pra onde correr.
Não há um esconderijo.
A não ser, a solidão.
E ela, por vezes, não parece muito agradável.
Elogios que ajudam a maltratar.
Coisas que deveriam ser vistos com outros olhos,
são vistos com medo.
Um animal indefeso.
Uma pessoa em uma jaula circular,
onde não há valas, cantos.
Não há onde se esconder.
Então, há um gestalt.
O que parecia luz é só a escuridão se completando.
Todos certos, estou errada, devo mudar.
Eu corro, o mais rápido possível.
Mas eu sou fugitiva de um ser impossível de escapar: Eu mesma.
E quando fugimos de nós mesmos, nós sofremos.
Dói muito.
Uma bola de neve.
Primeiro, foge-se.
Depois, descobre-se que há uma outra pessoa ocupando seu lugar.
Vira um labirinto.
Você já não sabe pra onde correr.
Se vai pra frente, está indo no sentido contrário.
E quando acha que está tudo errado,
é porque você já não reconhece o certo.

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