O que me move é o vento.
Mas não o vento a favor.
O meu instrumento desafia a gravidade.
Desafia a vida terrestre.
O meu instrumento usufrui de um espaço desejado.
O meu objeto usa o espaço vazio para estar na liberdade.
Ele fica submerso na velocidade, no ilimitado senso de liberdade.
Esse é meu habitat natural,
é a minha casa.
Onde eu considero minha paz.
Onde eu encontro meu eu.
Onde meu ego de alimenta de alegria,
usufrui do dom que o Criador me deu.
Eu olho por cima,
eu olho de cima.
Eu estou por cima.
Sem minhas asas sou incompleto.
Sem as minhas asas me sinto inseguro.
Não encontro destino para meu coração aviador.
Desbravador dos ventos que atormentam.
Aventureiro do espaço descoberto.
Eu sou um piloto.

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