Eu sinto saudades de acordar às 5,
de ver o globo rural e esperar como ninguém,
os desenhos.
Eu posso fazer isso de novo?
Posso,
mas nunca mais vai ter o mesmo gosto.
Será que já tenho uma "crise de idade"?
As pessoas dizem que isso não existe.
As vezes parece que eu não sou nada,
não fui nada.
Sinto-me vazia e perdida em uma ordem errada das coisas.
Eu me sinto como se tivesse 80 anos,
não tivesse tido filhos e estivesse descoberto que tenho uma doença mortal.
Eu amei o suficiente?
Fui aonde queria?
Eu fui eu mesma?
Ou me dediquei demais aos outros?
Eu já li sobre e todos os autores dizem o mesmo:
Não se entregue.
Repele esse tipo de pensamento.
Acredite, eu estou tentando.
Estou tentando ficar longe de mim,
mas ultimamente anda difícil.
Os jardins da minha imaginação não andam mais tão floridos quanto antes,
e isso, por vezes,
me amedronta.
Eu tenho medo de fracassar.
Medo de errar.
Dizem que é "errando que se aprende". Será mesmo?
Esse vai ser meu lema, "tente outra vez"?
E se a vida cansar de mim?
E se meu espaço desaparecer?
Minha função for extinguida?
A final, eu sou quem eu queria ter sido?
Bem, aí vai uma carta ao futuro:
Se algo der errado, pense muito, muito positivo, que tudo se resolve.
Se tiver medo, peça conselhos às estrelas: Elas nunca erram.
Caso chover, tome um banho de chuva. Vai funcionar também.
Chore, sorria. As vezes você vai chorar muito mais que sorrir, mas é normal.
É só um dia com cara de limão.
Esteja pronta para mudanças drásticas,
e as aceite de braços abertos.
Mudanças são necessárias.
É a vida jogando novos dados e mudando um pouco as coisas.
E quando seus pais se forem, principalmente nesse momento:
Pense que cada um tem um legado, uma história.
A promessa deles era te dar a vida e a luz.
Agora é a vez de você brilhar.
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