sexta-feira, 30 de maio de 2014

Cuidado com a tristeza. Ela é um vício.

O seu olhar forte,
suas atitudes cheio de conhecimento.
Cheio de certezas.
Aquele ar de machucado pela vida,
aquele entendimento de coisas que vão além do palco.
Assuntos que estão longe de ser rotina.
Situações que só um adolescente triste e que supera obstáculos sabe dizer.
A vida é feita de momentos,
e alguns deles,
há a necessidade que exista superação.
Nem tudo são rosas.
Ele sabe disso.
É visível sua simplicidade,
sua carga negativa.
Mas quando ele sobe em um palco,
nada pode ser tão forte a ponto de destruir uma proteção natural.
O que quer que ele tenha sofrido ou
tenha vivido,
o palco é sua cura.






















Este conteúdo faz parte da propriedade intelectual dos autores do amandashh. Não copie sem fazer a devida referência. Obrigada pela compreensão.

Sorriso perfeito, coração inocente e um olhar sedutor.

Os seus olhos brilhavam feito diamantes,
iguais aqueles que ele me deu.
Ele parecia querer me devorar
e a sua impaciência me irritava.
A roupa vermelha foi jogada em cima da cama.
Eu o olhei como uma presa olha seu caçador.
Só que eu não estava com o rabo entre as pernas.
Pelo contrário,
uma coragem súbita de enfrentar aquela situação
e ir além.
Atravessar a fita de segurança que alguém pôs ali.
Ele me pediu que vestisse a roupa vermelha.
Talvez fosse um vestido.
Eu pensei.
Eu poderia ir a qualquer lugar da terra para vestir aquela coisa.
Eu poderia me esconder,
eu poderia parecer intimidada,
mas acontece que eu não estava.
Então foi ali mesmo.
Uma a uma a roupa foi caindo e fugindo de mim,
junto com todo meu juízo.
Ao fim, eu estava pronta para vestir e usar a roupa vermelha,
mas aí eu fui surpreendida com o olhar do caçador que acabava de encurralar sua presa.
Ele me pegou com tanta força,
o seu olhar era tão convencedor,
que eu poderia ir a qualquer lugar e fazer qualquer coisa.
Ele desistiu de querer que eu vestisse a roupa vermelha,
porque ele queria me vestir.




















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sexta-feira, 23 de maio de 2014

A persistência é o caminho do êxito.

Não se cobre tanto.
Muitas vezes, esse é o nosso maior erro.
A gente nem imagina, mas todo mundo faz parte do mesmo barco.
Alguns estão conseguindo alçar voo e ir para outros lugares.
No entanto, cada um tem a sua vez.
E o fato de como você se sente olhando no espelho toda manhã
pode mudar tudo.
Não se cobre tanto.
Não se veja negativamente.
A diferença entre os que vão,
e os que não vão,
está aí, também.
Conhecimento e preparação é bom,
mas confiança em si mesmo,
é o melhor.
Poucos tem isso.
Quem vai fazer tudo dar certo ou não,
não é o que está ao seu lado,
mas quem está dentro de você.
Há conceitos,
há maravilhas que permanecem dentro de você,
e muitas vezes,
elas dormem.
E assim como os vulcões,
que por anos adormecem e depois acordam e demonstram toda sua fúria,
assim somos nós:
Somos seres absurdamente encantadores, inteligentes e surpreendentes.
Só precisamos de um empurrão, de um "peteleco",
para podermos mostrar nossa explosão,
nossa hora.
Não se cobre tanto.





















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quarta-feira, 21 de maio de 2014

A ironia é a expressão mais perfeita do pensamento.

Um dia eu olhei no espelho,
e não gostei do que vi.
Não, eu não sou feia.
Só estou envelhecendo rápido demais.
A cada passo, um sonho antigo fica pra trás.
Talvez não fosse importante o bastante para continuar comigo.
Mas e se eu estiver virando mais uma?
Mais uma sardinha dentro do metrô,
mais um cérebro que não pensa,
só executa atividades pré-programadas?!
Eu sinto falta de mim mesma.
Aquela menina que estava comigo a pouco mais de 2 anos atrás.
Tá certo que eu sou muito melhor que antes em muitas coisas
(uma delas é escrever, inclusive - visite nossos arquivos).
Mas e se eu fui contagiada com essa doença terrível, o comodismo?
Não falo somente com a sociedade como um todo,
mas com a minha vida.
Cansei de pensar longe,
se o perto está ao alcance de um passo.
É isso?
Caminhar cansa então.
Eu quero ir além das minhas raízes.
Quero escutar uma música nova e escrever sobre coisas que nunca escrevi.
Quero correr riscos.
Quero me jogar,
e tem que ser de cabeça.
Mas, e o dinheiro?
E a comida?
A minha bolacha não vai durar pra sempre.
Além do que,
a única coisa, e muito boa, que a escrita me deu até hoje foi prazer.
Dizem que a pessoa deve fazer aquilo que lhe dá prazer e dinheiro é uma consequência de um trabalho bem feito.
Em uma pequena escala com poucas pesquisas,
mais visões práticas mesmo (famoso vendo por cima),
1% das pessoas que escrevem bem, (eu falo beeeem, tipo eu assim),
chegam "lá".
Não falo "lá" dinheiro,
falo "lá" com pessoas comentando,
reconhecimento,
e talvez,
um dia,
quem sabe,
dinheiro.
Na verdade, preciso confessar que nunca pensei em ganhar dinheiro escrevendo.
Faço administração em uma boa universidade,
tenho todas as ferramentas para empreender,
mas me falta voar alto.
Me falta, na vida, a mesma coragem que eu tenho quando escrevo um texto novo e posto.
Aquele frio na barriga.
E quando aparece um comentário!
Nossa.
Eu penso "uau".
Uma vez, 2 pessoas comentaram um texto meu.
Fui a loucura.
Não queria nem dormir pra aquele dia não acabar.
Esse é o problema.
Me lambuzei de melado.
Daí já viu...
Até limpar a sujeira.
Enfim...
Pensei em várias coisas,
várias.
Essa semana pediram pra mim escrever sobre sexo.
Pelamor!
Sou daquelas que escreve sobre o príncipe e a princesa que se beijam e ficam felizes para sempre.
Tá certo que uns textos são mais "calientes".
Mas não é meu gênero.
Posso tentar.
Aliás, vou tentar sim.
Mesmo porque, eu mimo meus seguidores e fãs.
Faço o que querem, e é só eles soltarem um "ah".
Eu já to lá pra dá colo e dizer amém.
Há duas coisas que eu não sou boa:
Escrever título e tirar foto,
por isso, sai tudo do tio google.
É a vida.


























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domingo, 18 de maio de 2014

As chances de uma criança se tornar um adulto revoltado é proporcional a violência que ela é exposta ainda pequena.

Já me perguntaram da onde vem a vontade de ser professora.
Eu não sei.
Quero deixar um legado,
quero ser alguém lembrada.
Quero ajudar as pessoas a se tornarem melhores do que são,
mais especificadamente, as crianças.
Aqueles seres ingênuos e que não pertencem a maldade do mundo.
Aquelas crianças que, ao contrário do certo,
sofrem, com pessoas que talvez fossem de sua legítima confiança.
Crianças devem ser puras, inocentes,
e dentro de mim,
há uma força que me diz para cuidar delas.
Para que nunca, as que estejam próximas a mim,
sofram os males que a mais obscura alma humana pode causar.
Talvez eu me decepcione,
porque não é possível abraçar o mundo.
Talvez, ao fim, eu perceba que não consiga proteger todas.
Eu ficarei imensamente triste,
se eu não conseguir,
depois de todo esforço,
inspirar outras pessoas capazes de cuidar desses serem donos de toda a luz.
Eu quero mostrar que é possível um mundo sem maldade,
dentro e fora de uma sala de aula das crianças.
Porque se hoje, algum adulto é mal,
é ruim,
faz o que não deve com as crianças,
é porque algo lhe faltou na infância.






















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terça-feira, 13 de maio de 2014

A felicidade não é uma estação onde chegamos, mas uma maneira de viajar.

Sinto falta daquele friozinho na barriga,
de não saber o que vai acontecer.
De fazer mil planos,
e no momento,
se jogar em situações diferentes.
Saudades do ar condicionado frio,
dos avisos intermináveis do comandante.
Da diferença de pressão,
dor de cabeça.
Saudades de imprevistos.
Uma certa vontade de querer sair,
me desprender do monstro que nos cerca:
O cotidiano.
Esquecer de compromissos do trabalho,
e lembrar que há coisas mais importantes do que planilhas.
Olhar pro céu azul,
pra chuva estragando tudo,
e do vento deixando tudo bucólico.
Aquela sensação de friozinho,
deixando a vida mais refrescante.
E na volta,
aquele gostinho de quero mais,
aquela sensação de renovação e
o mais importante,
a verdadeira prova de que aquela viagem aconteceu,
porque hoje,
já não somos os mesmos que arrumamos as malas.
Nem os mesmos quando revemos fotos.
Somos renovação contínua de um ser que cresce
visitando seus semelhantes.




















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domingo, 11 de maio de 2014

Quero que você saiba que sempre será parte de mim.

Viajar com você sem sair do lugar.
Ir até a nossa casa, ter nossos 3 filhos.
Entender os dilemas adolescente de cada um,
ajudar com tarefas escolares e fazer o café.
Brigar, ter ciumes, viver os problemas diários de um casamento.
Ir longe, até lá onde nós queremos chegar.
Ser realizados com a benção de um trabalho prazeroso,
ser o orgulho para as crianças de habitam dentro de nós.
Nos amar sem precedentes e ser feliz sem limite.
Nós estamos aqui, agora, e daqui a um passo,
estaremos completando nossa caminhada.
Barbas e cabelos brancos,
no fim, nós vamos reviver o começo e contar, por quantas vezes,
ficamos preocupados com coisas que, bastava esperar pelo final,
que sempre dá tudo certo.
Se a felicidade só depende de nós, estamos no caminho certo.
Passamos por rosas,
mas os espinhos estão ali, escondidos e só quem tem um olhar sensitivo,
pode os perceber.



















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