quarta-feira, 21 de maio de 2014

A ironia é a expressão mais perfeita do pensamento.

Um dia eu olhei no espelho,
e não gostei do que vi.
Não, eu não sou feia.
Só estou envelhecendo rápido demais.
A cada passo, um sonho antigo fica pra trás.
Talvez não fosse importante o bastante para continuar comigo.
Mas e se eu estiver virando mais uma?
Mais uma sardinha dentro do metrô,
mais um cérebro que não pensa,
só executa atividades pré-programadas?!
Eu sinto falta de mim mesma.
Aquela menina que estava comigo a pouco mais de 2 anos atrás.
Tá certo que eu sou muito melhor que antes em muitas coisas
(uma delas é escrever, inclusive - visite nossos arquivos).
Mas e se eu fui contagiada com essa doença terrível, o comodismo?
Não falo somente com a sociedade como um todo,
mas com a minha vida.
Cansei de pensar longe,
se o perto está ao alcance de um passo.
É isso?
Caminhar cansa então.
Eu quero ir além das minhas raízes.
Quero escutar uma música nova e escrever sobre coisas que nunca escrevi.
Quero correr riscos.
Quero me jogar,
e tem que ser de cabeça.
Mas, e o dinheiro?
E a comida?
A minha bolacha não vai durar pra sempre.
Além do que,
a única coisa, e muito boa, que a escrita me deu até hoje foi prazer.
Dizem que a pessoa deve fazer aquilo que lhe dá prazer e dinheiro é uma consequência de um trabalho bem feito.
Em uma pequena escala com poucas pesquisas,
mais visões práticas mesmo (famoso vendo por cima),
1% das pessoas que escrevem bem, (eu falo beeeem, tipo eu assim),
chegam "lá".
Não falo "lá" dinheiro,
falo "lá" com pessoas comentando,
reconhecimento,
e talvez,
um dia,
quem sabe,
dinheiro.
Na verdade, preciso confessar que nunca pensei em ganhar dinheiro escrevendo.
Faço administração em uma boa universidade,
tenho todas as ferramentas para empreender,
mas me falta voar alto.
Me falta, na vida, a mesma coragem que eu tenho quando escrevo um texto novo e posto.
Aquele frio na barriga.
E quando aparece um comentário!
Nossa.
Eu penso "uau".
Uma vez, 2 pessoas comentaram um texto meu.
Fui a loucura.
Não queria nem dormir pra aquele dia não acabar.
Esse é o problema.
Me lambuzei de melado.
Daí já viu...
Até limpar a sujeira.
Enfim...
Pensei em várias coisas,
várias.
Essa semana pediram pra mim escrever sobre sexo.
Pelamor!
Sou daquelas que escreve sobre o príncipe e a princesa que se beijam e ficam felizes para sempre.
Tá certo que uns textos são mais "calientes".
Mas não é meu gênero.
Posso tentar.
Aliás, vou tentar sim.
Mesmo porque, eu mimo meus seguidores e fãs.
Faço o que querem, e é só eles soltarem um "ah".
Eu já to lá pra dá colo e dizer amém.
Há duas coisas que eu não sou boa:
Escrever título e tirar foto,
por isso, sai tudo do tio google.
É a vida.


























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