sexta-feira, 20 de junho de 2014

Minha profissão é um paralelo entre razão e sensibilidade. Cada vez que se alinham, fica claro que, o sentido dessa nova identidade foi realizada com sucesso.

Escrever é como ter asas,
é como poder controlar o tempo.
No momento em que uma ideia entra em minha mente,
ela toma conta do meu corpo,
da minha maneira de pensar.
E enquanto eu não expor,
enquanto eu não deixar ela livre,
deixar fluir,
ela não me deixa descansar.
É como um vicio,
é como uma descarga emotiva.
Eu preciso desse gesto para poder continuar vivendo naturalmente.
A minha mente trabalha 24 horas por dia.
As vezes eu acordo no meio da noite,
as vezes acontece no meio da manhã,
e por vezes foi no meio da tarde.
Ela vem, a ideia é mentalizada e então vira uma energia poderosa.
Algo tão forte que eu não consigo controlar.
Fecho os olhos e posso sentir isso aqui, dentro de mim.
Eu só consigo escrever,
colocar para fora todas as minhas fraquezas, alegrias, inseguranças,
em forma de palavras.
A minha inimiga e as vezes, amiga, é a tristeza.
Não posso viciar, se não, entro na onda.
Eu entro tanto na ideia,
eu vivo tanto isso,
que acabo fazendo se tornar realidade, mesmo não sendo.
Eu sou traída, esquecida, ignorada, amada, odiada e incompreendida.
Estou alegre, triste, grávida, perdi meu marido e acabei de casar.
Tenho 10, 14, 22 e 50 anos.
Eu sou todos, dentro de um.
Dentro de mim, habitam muitos personagens e cada um tem uma personalidade unica,
uma voz que grita, que ecoa.
E se eu não gritar por eles,
não sei o que será de mim.




















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