segunda-feira, 14 de julho de 2014

Em que espelho ficou perdida a minha face?

Ontem eu me perdi,
a floresta estava escura, barulhos estranhos me cercavam.
Eu não sabia pra onde correr,
a minha visão estava tampada.
Eu não sabia o que estava fazendo.
Eu corria em círculos,
repetia passos,
retornava os ciclos,
e ali estava eu,
de volta, no mesmo lugar.
Eu não sabia o que fazer.
Sei que me perdi.
Tentei me achar por muito tempo.
Muito antes de alcançar a clareira,
eu senti um alívio,
uma súbita alegria.
Mas eu me recordei que ali não era meu lugar,
não era quente, nem aconchegante.
Eu fugi pela clareira,
e caí num mar de criaturas.
Já sem fôlego,
sem saber a quem pedir, implorar,
eu me acostumei.
Eu entrei no ciclo,
eu girei junto com o todo.
E descobri que o meu lugar não era ali parada,
eu precisava entrar na frequência,
compreender a essência,
e continuar ali,
porque o melhor lugar,
é perto de nós mesmos.




















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