A cada movimento,
cada passo o meu corpo passa diante dos seus olhos.
Eu sempre te surpreendo com um olhar diferente,
te chamo para perto de mim,
acalmo com uma volta,
te emociono.
O jeito que eu me movo diante de ti,
pareço uma pluma jogada ao vento,
sem direção,
sem certeza,
sem perfeição.
E é isso que me torna tão rara e especial.
Quando olho para os que estão diante de mim,
minha expressão faz o coração dos valentes transbordar,
e dos fracos,
as lágrimas caem.
É algo que não define,
não tem parâmetros.
É leve,
mas aos poucos,
me revelo uma dama,
ou uma fera.
Eu sou a verdadeira arte humana,
a própria ilustração da beleza.
Nas pontas dos pés
eu te mostro que sou forte e consistente.
Com as mãos em movimentos que ilustram o vento,
que demonstram leveza,
sutilezas,
delicadezas.
Coisas, sentimentos raros,
e lapidados durante anos,
no coração de um dançarino.
No grand finale,
sussurro lentamente no pé do seu ouvido,
que a vida da voltas,
que o mundo gira, mas independente de tudo,
bom ou ruim,
o final sempre te faz ver que tudo vale a pena.
Que quem ganha a verdadeira recompensa não é quem passou toda a vivência
cuidando do certo, do errado,
mas quem realmente dançou.
Quem se locomoveu em direção a plateia
não esperando aplausos,
nem vaias,
nem reconhecimento algum.
O grande vencedor da aventura é aquele que se submeteu a todas dores,
a todos prazeres.
Aquele que se jogou de cabeça,
que afrontou a incerteza.
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