O azul reflete nos meus olhos,
a sua grandeza,
sua majestade é perceptível.
O vento salgado que vem da sua direção é ressecado.
Eu vim até aqui pra me encontrar,
me sentir em paz,
em casa.
O que eu procuro,
ninguém pode encontrar por mim.
Ninguém pode me dar.
Eu desejo me sentir bem
permanecendo em mim.
O mesmo vento que trás a tranquilidade,
é aquele que aumenta o caos.
Não consigo encontrar uma saída,
uma distância.
Onde quer que eu vá,
as perguntas sem respostas continuam comigo.
Eu posso sair daqui,
ir a outros lugares,
viajar.
O problema está em mim.
Já perdi a noção de realidade,
do que é verdade, mentira.
Sei que tudo está conspirando contra
e eu não consigo sair desse ciclo.
Esse vai e volta,
estar cansada de participar dessa mentira.
Eu busco paz,
distância.
O grande problema é que os problemas sempre acabam na minha frente,
e eu tenho uma mania de querer olhá-los de lado,
de longe,
de relance.
Olhar e não querer enxergar.
É como se houvesse um nevoeiro,
um peso.
Eu consigo tirar isso,
durante poucos segundos.
O tempo que segue após essa amostra de paz,
é tentando encontrar a receita para permanecer nela.
Sei que não é normal estar feliz todo o tempo,
mas ficar triste e sem domínio sobre o próprio corpo é muito pior.
O que eu sofro não tem nome,
não tem sintomas concretos.
Não há nada que ninguém possa fazer.
A minha mente vive nesse colapso a anos,
e nem eu mesmo consigo enxergar isso.
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