segunda-feira, 7 de julho de 2014

Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.

Somos milhares,
aos montes,
andando, correndo,
atrasados.
Estamos mortos, cansados.
Estilosos, feitos zumbis,
andamos pelas cidades a procura de nós mesmos.
Estamos programados,
severamente escravizados.
Queremos ser algo que não somos,
sem dar o sangue necessário.
Toda mudança exige um preço.
Algumas almas são preciosas.
Queremos sair dessa formação de zumbis,
mas ao mesmo tempo,
decidimos que é melhor assim.
Estamos nos multiplicando,
por bairros, cidades, estados e países.
Somos todos,
somos um só.
Alguém ali no meio disse que isso é pra ser bom,
que devemos ser melhores.
Mas como,
se quem nos programou nos ensinou a continuar, imitar e seguir,
e não a pensar, calcular friamente?
Quem nos criou,
quis que a ignorância reinasse.
Porque é muito mais fácil gritar com quem já está morto,
já que eles só escutam.
Os vivos querem ser melhores,
viver conscientemente,
ser pessoas e fazerem aquilo que amam
da melhor maneira possível.
O que se vê
é a devastação.
Haverá sangue,
haverá tristeza,
mas o sol vai nascer,
não importe o tempo que demore.




















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