sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Ninguém está livre de dizer tolices; o imperdoável é dizê-las solenemente.

Como trair uma vida,
como estar no local errado,
no momento exato.
O sangue que corre nas veias doentias.
Uma vida devastada,
um desmatamento contínuo e obscuro.
Eu queria trocar de lugar,
queria poder ser mais.
Queria ser mágica, poderosa,
milagreira.
Mas o que eu só posso fazer é pensar positivamente.
Torcer para que o corpo não traia a mente.
Querer que os dias passem devagar
e rápido.
Controlar todas as palavras,
gravar todos os momentos.
Ser perfeita quando possível,
ou não.
Ser espiritualmente e mentalmente correta,
não me deixar levar por instintos e vontades meramente
humanas.
Quero fazer tuas vontades,
contar contigo,
e estar 100% do tempo em contato contigo,
porque eu sei que vai acabar.
O relógio está trabalhando rápido,
e sem dó.
A minha liberdade está sendo oprimida ao mesmo tempo que a sua vida vai-se indo.
Eu sinto você escorrendo entre meus dedos,
e não há nada que eu possa fazer.
A vida é injusta
e a morte é tortuosa.
Você sabe que ela está ali,
faminta,
mas nunca sabe quando vai acabar realmente.
E quando acabar?
Como vou entender?
A vida não cura,
quem cura é o tempo.
E esse passa rápido demais.
Principalmente quando estamos errados
e insistimos em não nos desculpar.





















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