Me cobri com o edredom, peguei minha carteira de cigarro, sai do meu quarto e tranquei a porta. O corredor não era muito longo, mas estava muito escuro iluminado apenas por uma lâmpada fraca que para meu azar e medo piscava repetidamente.
Fui em direção a
escadaria, decidi que queria ir na “área de lazer” do prédio, que, na verdade,
era uma caixa de areia gigante com brinquedos infantis quebrados e
enferrujados, quem encostasse nos brinquedos, com certeza iria pegar tétano.
Fui descendo lentamente para não fazer muito barulho e para não tropeçar nos
degraus, afinal estava tudo terrivelmente escuro, e estavam me dando uma
sensação de pânico e claustrofobia que eu nem sabia que tinha, as únicas coisas
que eu escutava eram meus passos no
escuro.
Ou era...
Logo comecei a
escutar outra coisa, bem atrás de mim, na minha nuca, suavemente escutava uma
outra respiração que não era a minha, logo não só escutava como também sentia
um ar úmido e quente.
O pânico aumentou, eu
travei nos degraus, minhas pernas queriam correr, chegar no térreo, gritar... o
pânico não deixava. Escutei uma voz grave, alta e masculina vindo do alto das
escadas... Ele falava lentamente.
-Raaanaaaa... Ranaaaaaaaa...

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