Para dominar o coração de um poeta se faz necessário um laço, uma corda que se possa dar 1000 nós e uma língua que caiba todos os sentimentos. Dentro de um coração difícil de ser totalmente dominado há ventos que sopram sofrimento e tempestades de felicidades instantâneas e rápidas. Uma chuva de perfeccionismo que nos consome, persegue e nos contamina. É doentio esse coração, mas é um labirinto também, porque a partir do momento que você entra, sempre há o risco de se perder, e quando isso acontece ou você tenta incessantemente encontrar a saída, ou tenta nunca mais se encontrar. Não é impossível nos entender, mas para isso, é necessário se perder também. Se jogue nos sentimentos que mudam e se brigam por serem contrários. Esteja em qualquer lugar pensando em textos e capítulos, e mais que isso, viva essas palavras, dê sua vida a elas, mas não é qualquer vida, é uma vida independente de tudo. Entregue-se a essa depressão de pensar testando, imaginar saboreando e se vingue de suas ideias. Se misture as suas músicas, faça com que elas sejam o ar que você respira e pire. Saia da casinha e entre em outras. Enlouqueça completamente e no final, escreva um texto sobre tudo que você viveu. Faça rima, jogos hipnotizantes e não se esqueça jamais de fazer as palavras dançarem no seu ritmo. Isso é ser poeta.
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