Se você quisesse,
se me permitisse,
eu te mostraria quantas cores tem meu mundo.
Quantas sensações tem meu coração,
e quantas estações tem minha mente.
Eu te olho,
te toco,
te tenho,
mas sei que você não está aqui de verdade.
Você pertence a ninguém,
a nenhum olhar,
nenhum beijo.
Você é seu,
e eu, amargamente,
sua.
Seu gosto de cigarro,
teu corpo azedo de sofrimento,
e eu aqui,
esperando algo que nunca virá.
Posso ser considerada idiota,
esperançosa,
mas já tentei ser de outros
e sei, de todas as formas,
que sou sua.
Não sou do João, nem do Pedro,
Miguel,
sou sua.
Sua.
O que mais me machuca é ouvir isso de você.
Você disse pra mim te abandonar,
te deixar,
te esquecer,
você é um sofredor solitário,
mas a minha natureza é outra.
Sou do tipo de ajuda,
que quer te tornar melhor,
mas acho que o problema é que você
não quer ser melhor.
Porque?
Eu sou razão, quando peço uma explicação.
Sou emoção quando não entendo o que já está escrito
no teu olhar.
O seu pecado mortal,
a tua pele tão proibida
é o que me atrai,
e você do meu pensamento não sai.
Não sei se é o seu cabelo,
seus braços,
seus olhos impiedosos.
Algo me chama,
e eu não exito em responder.
Venha me buscar,
venha me tirar,
venha me acordar desse pesadelo.
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