Amor de outono
segunda-feira, 29 de maio de 2017
domingo, 28 de dezembro de 2014
Pequenas mudanças- Pânico
Me cobri com o edredom, peguei minha carteira de cigarro, sai do meu quarto e tranquei a porta. O corredor não era muito longo, mas estava muito escuro iluminado apenas por uma lâmpada fraca que para meu azar e medo piscava repetidamente.
Fui em direção a
escadaria, decidi que queria ir na “área de lazer” do prédio, que, na verdade,
era uma caixa de areia gigante com brinquedos infantis quebrados e
enferrujados, quem encostasse nos brinquedos, com certeza iria pegar tétano.
Fui descendo lentamente para não fazer muito barulho e para não tropeçar nos
degraus, afinal estava tudo terrivelmente escuro, e estavam me dando uma
sensação de pânico e claustrofobia que eu nem sabia que tinha, as únicas coisas
que eu escutava eram meus passos no
escuro.
Ou era...
Logo comecei a
escutar outra coisa, bem atrás de mim, na minha nuca, suavemente escutava uma
outra respiração que não era a minha, logo não só escutava como também sentia
um ar úmido e quente.
O pânico aumentou, eu
travei nos degraus, minhas pernas queriam correr, chegar no térreo, gritar... o
pânico não deixava. Escutei uma voz grave, alta e masculina vindo do alto das
escadas... Ele falava lentamente.
-Raaanaaaa... Ranaaaaaaaa...
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo...
Eu te olho nas fotos e lembro da sua voz lenta e rouca. Você era tão calmo, tão sereno. Seu abraço era de extrema junção, eu me sentia seriamente apertada nele. Não era algo que eu deveria reclamar. É só pra me lembrar que eu nunca mais vou ver alguém assim, tão intenso e perfeito. A vida tem me tirado muita riqueza e uma delas foi você. Eu quero um dia olhar pra tudo e saber que há um porquê, uma justificativa, por enquanto eu não entendo. Como posso compreender e me conformar? Não tem como. Eu sou muito pequena diante de tudo isso de todas essas coisas. Ouro, prata, não significam nada. O que eu perco de verdade são riquezas que a minha alma trás e você era uma delas.
Este conteúdo faz parte da propriedade intelectual dos autores do amandashh. Não copie sem fazer a devida referência. Obrigada pela compreensão.
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Todo o ser humano é um estranho ímpar.
Para dominar o coração de um poeta se faz necessário um laço, uma corda que se possa dar 1000 nós e uma língua que caiba todos os sentimentos. Dentro de um coração difícil de ser totalmente dominado há ventos que sopram sofrimento e tempestades de felicidades instantâneas e rápidas. Uma chuva de perfeccionismo que nos consome, persegue e nos contamina. É doentio esse coração, mas é um labirinto também, porque a partir do momento que você entra, sempre há o risco de se perder, e quando isso acontece ou você tenta incessantemente encontrar a saída, ou tenta nunca mais se encontrar. Não é impossível nos entender, mas para isso, é necessário se perder também. Se jogue nos sentimentos que mudam e se brigam por serem contrários. Esteja em qualquer lugar pensando em textos e capítulos, e mais que isso, viva essas palavras, dê sua vida a elas, mas não é qualquer vida, é uma vida independente de tudo. Entregue-se a essa depressão de pensar testando, imaginar saboreando e se vingue de suas ideias. Se misture as suas músicas, faça com que elas sejam o ar que você respira e pire. Saia da casinha e entre em outras. Enlouqueça completamente e no final, escreva um texto sobre tudo que você viveu. Faça rima, jogos hipnotizantes e não se esqueça jamais de fazer as palavras dançarem no seu ritmo. Isso é ser poeta.
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domingo, 21 de dezembro de 2014
Pequenas mudanças- Mais pesadelos
Dona Lurdes apareceu
com um prato quente de sopa e uma cartela de remédios, falou que podia ficar
com todos, agradeci e comecei a comer . Ter os gatos me encarando, me deixou em
uma situação muito “chata”, tive vontade de levantar e ir comer em casa, mais
seria muita falta de respeito.
Assim que terminei de
comer, o gato que estava embaixo da mesa subiu em cima da mesma, me olhou, e
quando eu menos esperava, pulou na minha cara deixando um arranhão , instantaneamente coloquei a mão no rosto e soltei um “ai “ alto, a
velha imediatamente apareceu com uma cara assustada. Meu rosto ardia bastante,
assim que afastei minha mãos vi um pouco
de sangue.
-Criança vocês esta bem? Perdoe meu gato, não estamos
acostumados com visitas.
Minha vontade naquele
momento era de matar o gato, mas isso não ia cair bem.
- Tudo bem dona Lurdes eu lhe entendo, já estou de saída.
Obrigado pelos remédios e a sopa. Amanhã prometo que lhe pago.
Sai do apartamento
com a mão no rosto, e logo entrei no meu, fui direto para o banheiro para ver o
tamanho do arranhão. Era consideravelmente
grande, pegava desde a minha orelha até metade da minha bochecha . Lavei o
rosto ( ardeu bastante por sinal ) e logo tomei o remédio e fui me deitar.
Tive sonhos estranhos
novamente, com os gatos da dona Lurdes, com Erick , com a droga do bilhete que
eu ainda não havia descoberto de quem era, acordei suando. Minha cama estava úmida,
minha roupa molhada e estava frio! Legal mais fatores que iriam piorar minha
gripe, eu estava torcendo para que o
remédio da velha fosse potente.
Levantei fui tomar
mais um banho, assim que sai troquei as roupas de cama, e percebi que estava
sem sono, fiquei sentada na cama olhando a parede vazia, os minutos não
passavam, era uma hora da manhã, eu devia estar dormindo.
Uma pessoa sensata iria deitar e continuar a tentar dormir , mas eu cheguei a conclusão que sou uma pessoa com parafusos a menos, eu decidi andar pelo prédio.
Uma pessoa sensata
iria deitar e continuar a tentar dormir , mas eu cheguei a conclusão que sou
uma pessoa com parafusos a menos, eu
decidi andar pelo prédio.

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