sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A impiedade do tempo.

Por vezes me pego pensando,
raciocinando em frente ao espelho.
O tempo é algo sem piedade.
Passa rápido demais,
faz os acontecimentos ficarem para trás.
E calmamente eles vão sendo esquecidos.
Se tornam uma caixa de foto,
ou lembranças vagas.
E ficam lá.
Cheiros, sensações, sentimentos.
A memória sensorial guarda informações sobre ocasiões importantes,
ou ocasiões que nosso cérebro julgue como importantes.
O tempo passa de uma forma tão devastadora,
que lembramos pequenos fatos de dias avulsos.
Mas não lembramos mais completamente dos fatos,
das horas.
O que eu pensei,
o que eu era,
o que eu gostaria de ser.
Essas informações já não vivem.
Estão longe,
em outra dimensão talvez.
Estão há pelo menos,
10 anos atrás.


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