Meus cabelos balançam suavemente ao sabor do vento.
Estou em uma grande sacada que dá em um grande campo,
onde o verde da grama se compara com a intensidade do azul do mar.
Infinito, forte, incessante.
Eu olho para aquele infinito,
pura admiração.
O sorriso que brota em meus lábios não está ligado a imensidão,
nem a paz do vento.
Mas sim a noite anterior.
O que as estrelas testemunharam foi lindo.
Elas jamais esquecerão que um casal se amou como se o mundo fosse acabar.
Nossos lençóis era a imensidão do mar.
Nossa luminária era o grande astro luminoso,
o qual eu me referia a queijo na infância.
Mas hoje sei que a lua é feita de luz, massa,
e sonhos.
Muitos sonhos.
Me sinto liberta a olhar sua grandeza lustral nesta noite solitária.
Na sacada.
Pessoas dançam, conversam e satisfazem-se no interior da residência.
Eu estou aqui,
querendo somente que aqueles olhos verdes me penetrassem novamente.
Não foi a bebida,
não foi o vento,
nem as pessoas.
Foi você,
foi nossa energia.
Foi a sua ousadia.
Foi somente o nosso querer.
Foi o que fez a lua e eu dormimos felizes.
Um dever cumprido,
uma promessa feita.
É hora de ir.
É hora de voltar.
É hora de fingir não querer.

Nenhum comentário:
Postar um comentário