quarta-feira, 23 de julho de 2014

Coitadas estão desiludidas.

Tem um monstro deitado na minha cama,
ele me falou coisas horríveis ontem a noite,
e eu sonhei com ele a noite toda.
Não tenho culpa se sou apaixonada por homens complicados,
quanto maior a dor,
maior o tesão.
É isso que eu pensei quando te olhei,
sozinho,
fumando um cigarro,
e olhando pra fumaça, como se aquilo tivesse te consumindo.
Quem sabe tivesse mesmo,
sei lá.
Passo a passo, com meu salto vermelho
e me aproximei,
e perguntei se eu poderia participar de todo aquele funeral.
Você me respondeu dizendo toda aquela baboseira do defunto ser a ex.
Eu estava nem aí pra ela,
o que eu queria estava ali, diante dos meus olhos.
Eu sou apaixonada por dor,
eu tenho todas as dores do mundo em mim.
Você me beijou com aquele hálito de cigarro e cerveja.
Eu amei,
porque eu sabia que aquela energia ruim seria canalizada,
pra um lugar que eu conhecia bem.
Aí eu acordei,
e te olho em minha cama,
como chegamos até aqui.
Eu sou a sua monstra agora,
vou acampar na sua mente,
e caçar tudo que for vivo.
Porque eu sou o que você sempre quis,
uma consumidora de dores.























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