quarta-feira, 23 de julho de 2014

Te prometo que isso nunca mais vai acontecer.

Você me xinga, me ofende.
Mas eu sei que essas marcas são queimaduras,
são cicatrizes muito profundas.
Nem o tempo, nem a vida é capaz de curar.
Depois do jantar,
você virou a mesa.
Me mostrou a sua face mais obscura,
eu tremi na base,
e a minha verdadeira vontade é te abraçar,
te dar um ombro pra chorar.
Mas eu não chego perto,
porque esse seu jeito violento me assusta,
e por vezes, eu fujo.
E quando eu volto,
é muito pior do que se eu tivesse ficado.
Eu grito,
eu te agrido moralmente,
e você devolve em pancadas que doem mais do que qualquer coisa.
Nem que eu fique toda roxa, eu vou te abandonar.
São machucados superficiais,
são feridas que curam,
diferente das suas,
que nunca irão secar,
porque eu sei que a cada vez que você me agride,
mais uma vez a sua mente entra em conflito com quem você é,
de verdade.
Eu sei que aí dentro quem habita
é um homem sentimental,
querido,
e quem me agride é alguém perdido,
nefasto.
Eu preciso de você,
tanto quanto você precisa de mim,
e essa situação
é um reflexo de uma relação
complicada, conflitante,
e cheia de sentimentos obscuros.

























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