Hoje o dia amanheceu preto e branco.
Está frio e escuro.
Estou sozinha e descuidada.
Com meus olhos sinceros olho a quem me quer mal,
me olha com olhares de ataque.
Sou uma fera ferida
e me defendo dentro do possível e imaginável.
Nunca soube do que sou realmente capaz de fazer
e agora me sinto com um pedaço a menos.
As cores estão tão longe,
tão superficiais.
Eu me sinto distante de mim mesma.
Quero que eu volte,
não vou sobreviver sem minha essência.
A farda pesada
e a cruz que eu carrego é muito pesada.
Correr para longe é impossível
e eu já não vejo destino possível.
O monstro da inexistência me pegou
e eu não sei sair de dentro dele.
Eu quero mergulhar,
sorrir sem motivos.
Estar presente
e não só permanecer.
A sua vida parece muito boa daqui,
mas quando chego mais perto
vejo que um vazio transbordante ocupa o espaço por inteiro.
Você é mais uma na multidão.
E eu não estou nesta multidão,
não estou em nenhum lugar.
Só tem uma pessoa no mundo que sabe bem o que quero
e essa pessoa sou eu.
Nesta monotonia eu permaneço
e fico até eu achar necessário.
Quando eu cansar eu desabrocho
e mostro minhas cores verdadeiras.
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