quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Temos a arte para não morrer da verdade.

Hoje o sol me acordou com seu brilho,
através das cortinas mofadas,
ele invadiu meu quarto com seu brilho dourado.
Quando abri os olhos,
meus ouvidos captaram automaticamente um barulho de cidade,
correria,
vida.
Parece que isso saiu de mim,
não faz mais sentido.
Correr atrás de algo,
muito fantasioso.
Metas, vendas e salários.
Felicidade momentânea e egoísta.
Algo que faz parte do ser humano,
ter alguma coisa com que se preocupar,
mesmo que isso o afaste dele mesmo.
É engraçado como pensar dessa forma me faz sozinha,
solitária.
Eu me sinto escandalosamente apática,
 a cidade passa,
a vida passa,
e eu fico.
Espero no ponto.
A cortina mofada, os móveis cobertos
são retratos de uma vivência devagar e amedrontada por um sistema que atropela.
Se você não se cuida,
não olha bem,
a vida vem e te leva.
Se estiver pronto ou não,
ela leva.
Quando você se dá conta,
está no meio de um mar aberto sem direção,
sem  uma bússola.
O pior disso é a parte de cair na realidade,
porque se a vida toda é apática
e a realidade é só uma opção.




















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