domingo, 21 de setembro de 2014

Mesmo sem querer fala em verso, quem fala a partir da emoção.

Uma alça.
Eu não estou pronta, falo.
Sim, nós estamos.
A gente se entrega,
e cai profundamente.
Não nos negamos,
não olhamos.
Nem reparamos se alguém, além de nós,
nos olhava.
Eu tremo,
ele teme.
Não, fique onde está,
eu sei.
Não vou te machucar,
eu quero te ver feliz.
Hoje em diante esse será meu compromisso mais fiel.
Não tema,
venha a sua natureza.
Você é meio aculto,
e eu, reta demais.
A gente se completa, se entende.
Um relacionamento não é só feito de flores,
é também das frutas, terra, pássaros.
O amor precisa de sustentação
e isso não vai faltar.
E eu não me arrependo.
Então, me vejo feliz,
inteira, mesmo faltando um pedaço.


























Este conteúdo faz parte da propriedade intelectual dos autores do amandashh. Não copie sem fazer a devida referência. Obrigada pela compreensão.

A poesia é o transbordamento espontâneo de sentimentos intensos: tem a sua origem na emoção recordada num estado de tranquilidade.

Eu subo um degrau e depois o outro.
Com os olhos imersos em lágrimas
e os lábios abrem o mais belo sorriso.
O que é afinal a sensação de realização de um sonho?
O seu auto encontro.
Algo que faz de você pura e essencial.
Não há barreiras para os sonhos realmente sonhados.
Esses que são parte de um ser,
que já nasceram em um lugar reservado,
só esperando esse momento,
o grande momento da realização.
A vida se mostrou bastante bondosa comigo,
porque ela sabe que grandes obstáculos estão por vir.
Todos emocionados,
o brilho invade o recinto e eu adentro sem medo.
Um passo chama o outro
e assim eu deixo o passado
e construo um futuro.
É um dia de alegria,
nada pode ser mais abençoado.
Eu me sinto leve,
feliz e realizada.
Eu o abraço com todas as minhas forças
e seu que ali é meu lugar a partir de hoje.
Esse é o lugar que eu escolhi viver.
Daqui eu vou ver nosso amor se reproduzir e virar felicidades diárias.
Cada dificuldade será então,
mais um motivo para estarmos juntos.





















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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

É necessário ter o caos cá dentro para gerar uma estrela.

Ele era feio, asqueroso e cheirava mal.
Seus dentes amarelados denunciavam a completa noção de higiene.
Roupas rasgadas e sujas.
Quando eu o vi, ele estava colhendo algum tipo de planta.
Em suas vestimentas havia sangue.











 



Eu tive medo e pensei em gritar,
mas não conhecendo a criatura, nem tendo visto nada parecido até então,
resolvi ficar quieta e pensar em algo rápido.
Por incrível que pareça,
a criatura me olhou, percebendo talvez minha magreza,
desprezou-me e tornou a colher sei lá o que.
Soltei o ar preso em meus pulmões e fui embora.
Eu queria ter tirado foto, filmado ou qualquer outra forma de provar a existência de um animal tão diferente.
Quando tornava meu caminho normal, sem atalhos ou outras passagens,
ouvi passos,
borburinhos,
folhas secas,
respiração, umidade, cheiro ruim.

















A tal criatura me agarrou,
me levou junto de si.
Eu me revirei em gritos desesperados,
os mais altos possíveis,
tentei correr,
chorar,
providências divinas,
tudo em vão.
Já sem esperanças de um final amigável,
o tão monstro me largou.
Me jogou, melhor dizendo.
E eu tentei correr,
mas meus olhos foram invadidos por uma visão digna de filmes.
Uma linda visão.
Quando eu olho, então, para a toca do bicho,
vejo uma linda e rosada criança.
Uma criança, um bebê.
E ele não é um monstro verde e asqueroso,
é lindo.
Absolutamente lindo.
























Eu o pego, sem tirar os olhos da criatura com medo que ela me avance.
Mas não, ele me deixa pegar a criança e levá-la comigo.
Eu caminho calmamente para longe do monstro,
mas nem preciso tomar tantas providências.
Ele se afasta de mim também.
Sem entender nada,
eu tento ver se está tudo bem com o bebê, pois não há barulhos normais.
Ele está em um sono profundo e gostoso.
Seu cheiro de criança me deixa tão viva,
tão feliz.
Há vida então.
Mesmo sendo um lugar remoto,
com seres vivos estranhos,
há beleza e leveza.
Ainda há esperança.



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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Temos a arte para não morrer da verdade.

Hoje o sol me acordou com seu brilho,
através das cortinas mofadas,
ele invadiu meu quarto com seu brilho dourado.
Quando abri os olhos,
meus ouvidos captaram automaticamente um barulho de cidade,
correria,
vida.
Parece que isso saiu de mim,
não faz mais sentido.
Correr atrás de algo,
muito fantasioso.
Metas, vendas e salários.
Felicidade momentânea e egoísta.
Algo que faz parte do ser humano,
ter alguma coisa com que se preocupar,
mesmo que isso o afaste dele mesmo.
É engraçado como pensar dessa forma me faz sozinha,
solitária.
Eu me sinto escandalosamente apática,
 a cidade passa,
a vida passa,
e eu fico.
Espero no ponto.
A cortina mofada, os móveis cobertos
são retratos de uma vivência devagar e amedrontada por um sistema que atropela.
Se você não se cuida,
não olha bem,
a vida vem e te leva.
Se estiver pronto ou não,
ela leva.
Quando você se dá conta,
está no meio de um mar aberto sem direção,
sem  uma bússola.
O pior disso é a parte de cair na realidade,
porque se a vida toda é apática
e a realidade é só uma opção.




















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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Tenho medo e tédio da monotonia, da mesmice, e da rotina. É fato, sou movida por intensidades.

Hoje o dia amanheceu preto e branco.
Está frio e escuro.
Estou sozinha e descuidada.
Com meus olhos sinceros olho a quem me quer mal,
me olha com olhares de ataque.
Sou uma fera ferida
e me defendo dentro do possível e imaginável.
Nunca soube do que sou realmente capaz de fazer
e agora me sinto com um pedaço a menos.
As cores estão tão longe,
tão superficiais.
Eu me sinto distante de mim mesma.
Quero que eu volte,
não vou sobreviver sem minha essência.
A farda pesada
e a cruz que eu carrego é muito pesada.
Correr para longe é impossível
e eu já não vejo destino possível.
O monstro da inexistência me pegou
e eu não sei sair de dentro dele.
Eu quero mergulhar,
sorrir sem motivos.
Estar presente
e não só permanecer.
A sua vida parece muito boa daqui,
mas quando chego mais perto
vejo que um vazio transbordante ocupa o espaço por inteiro.
Você é mais uma na multidão.
E eu não estou nesta multidão,
não estou em nenhum lugar.
Só tem uma pessoa no mundo que sabe bem o que quero
e essa pessoa sou eu.
Nesta monotonia eu permaneço
e fico até eu achar necessário.
Quando eu cansar eu desabrocho 
 e mostro minhas cores verdadeiras.





















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O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder entusiasmo.

To leve e solta,
longe de padrões.
Eu coloquei  minha melhor meia,
cheia de rosas.
Meus sapatos vermelhos,
saia preta, decote.
Eu quero sair de tudo,
de todos.
Hoje o amor é onipresente
e o que eu quero é me jogar.
A vida é muito curta para chorar, se lamentar.
Então eu decidi:
Hoje vou ser uma daquelas que vai deixar tudo pra trás,
procurar outras pessoas,
me reinventar.
Não gosto mais de pizza
e sou viciada em sushi.
Sem medo,
colocando a vida toda ao seu dispor.
Não precisa vir,
eu te entrego a felicidade instantânea presente em minhas palavras.
A mistura que eu faço ninguém mais faz
e aonde eu chego ninguém mais chegou.
É uma trilha difícil, caminho árduo,
mas o sucesso se faz com pedras e não com luxos.


















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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Brisa leve leva.

Preciso te dizer que a noite foi ótima.
Eu acordei vendo o mundo mais colorido
e a vida mais "relax".
Eu percebi o café, as torradas e tudo que você deixou.
Não sei porque foi embora,
mas algo me diz que você vai voltar,
antes mesmo que eu possa chorar
e sentir sua falta.
A gente saiu pra jantar,
pra dançar,
eu nem sei.
Quando eu percebi tudo era risos
e prazeres.
A gente tava na minha cama
delirando e falando bobagem.
Comemos pipoca
e fizemos algumas misturas diferentes.
Nem sei quantos cigarros foram.
Todos parecem patéticos andando rapidamente lá em baixo agora.
Eiiih eu tive uma noite incrível!!
Não, eu não gritei isso da janela do meu apartamento,
mas deu vontade....
O sol já está se ponto e o meu dia só começou
eu vou aonde você está,
independente da onde seja,
eu quero de novo.
Estou viciada em bobagens e coisas sem sentido.
O sol dá lugar a uma noite estrelada
e eu vou ao mesmo restaurante
e ao mesmo bar.
Quero que o raio caia duas vezes no mesmo lugar.
Alô reserva pra dois.
Então eu estou lá, palhaço.
Esperando que os Deuses te incitem a vir a mim.
E não é que você vem?
Não me surpreende estar com um vestido parecido com o de ontem
mas dessa vez é vermelho.
Seus cabelos loiros encaracolados dão um ar de mistério
um ar de te quero.
Você chega,
senta,
e com esse sorriso fácil
eu mordo os lábios.
Eu quero, ah eu quero.
Vinho.
Champagne.
Gargalhadas,
comidas exóticas e que eu não vou lembrar o gosto.
Então eu percebo a sua maquiagem.
Um lápis preto delineando os olhos castanhos esverdeados
e o perfume de rosas.
Eu quero te beijar tanto,
eu preciso dizer coisas que vou me arrepender.
Preciso ir além.
A nossa brisa se transforma em tempestade
e a minha linha reta vira curvas.
E que curvas.
Abro os olhos e tem uma rosa ao meu lado.
Ela acabou de desabrochar e tem um odor dos Deus.
Parece ser colhida naquele instante.
Hoje temos ovos e chá.
Eu como com tanta sede, fome.
Eu preciso comprar aquele restaurante,
preciso decorar a marca daquele vinho.
Uma coincidência que aconteceu duas vezes
com os mesmos parâmetros.
Minha insegurança é que você não queira mais jogar.
Mas amor,
quem dá o check aqui sou eu.
E dessa vez, você não me escapa.
Na próxima,
vou armado.
Um anel irei levar e vou te fisgar.



















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domingo, 14 de setembro de 2014

O tempo apenas cicatriza . O Amor que traz a Cura.

O que é ser forte,
ser corajoso,
se não descobrir sua própria essência?
Eu creio que quando descobrimos o quanto somos fortes,
estamos olhando para dentro,
respirando fundo,
se preparando para o choque
e sabemos com a frieza da razão
que vamos aguentar,
por um simples motivo:
Temos que aguentar.
Não há motivos para tirar o corpo
nem chance de ser fraco para desistir.
Sorrir, fingir que está tudo bem
e acertar o ponteiros quando chegar em casa.
Seja lá o que você considere como casa.
Não perder a fé,
a esperança que vamos chegar lá
e que afinal, a vida é uma grande comédia.
Tudo terminará bem,
e se ainda não está tudo bem,
é porque não chegou ao fim.
A vida tem curvas,
retas,
atalhos,
mas em todas elas
há escolhas, certezas, perdas e ganhos.
Por isso,
sempre há de se pensar bem.
Tem hora para ensinar,
tem hora pra aprender.
E nas duas horas
escolhas palavras
ou escolha o silêncio.
As lágrimas sempre são inevitáveis.
Somos soldados da esperança
prontos para o embate.
Não vamos desistir enquanto não houverem corpos caídos.
A nossa luta vai além do seu pensamento,
dos nossos corpos.
A cura que procuro
está na lágrima que não caíra
e no abraço que irei dar. 






















Este conteúdo faz parte da propriedade intelectual dos autores do amandashh. Não copie sem fazer a devida referência. Obrigada pela compreensão.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Todos usamos mascaras e chega uma hora em que não podemos tira-las sem arrancar nossa própria pele.

Das mil,
essa é a face que eu mais gosto,
Sorriso irônico,
alegria nos olhos.
Sã eu estou
e permanecerei até o fim.
Essa é a minha melhor face,
das máscaras que escolhi usar hoje,
essa me pareceu mais simpática.
Se todos usam máscaras mesmo,
o que custa entrar nesse jogo,
onde não há cara nem coroa?
A felicidade está a um passo,
jogue a sua moeda para cima,
faça sorteios e preveja o que está por vir.
A minha ideia é desaparecer desse lugar aqui,
e os seus planos, quais são?
Vento, frio, solidão.
Eu me sinto presa em uma masmorra de pedra,
num subsolo gélido,
triste.
Há um labirinto até a luz,
e eu não to afim de me perder hoje.
Aqui parece tudo tão normal,
tão comum.
Acostumei a ver as coisas com meus próprios olhos,
e acredite,
me espantei com a realidade.
Ela é rápida,
objetiva,
e queima.
Faz-me mal viver na realidade,
Visto minha máscara e volto a festa.
































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