domingo, 28 de dezembro de 2014

Pequenas mudanças- Pânico


 Me cobri com o edredom, peguei minha carteira de cigarro, sai do meu quarto e tranquei a porta. O corredor não era muito longo, mas estava muito escuro iluminado apenas por uma lâmpada fraca que para meu azar e medo piscava repetidamente.

 Fui em direção a escadaria, decidi que queria ir na “área de lazer” do prédio, que, na verdade, era uma caixa de areia gigante com brinquedos infantis quebrados e enferrujados, quem encostasse nos brinquedos, com certeza iria pegar tétano. Fui descendo lentamente para não fazer muito barulho e para não tropeçar nos degraus, afinal estava tudo terrivelmente escuro, e estavam me dando uma sensação de pânico e claustrofobia que eu nem sabia que tinha, as únicas coisas que eu escutava eram meus passos  no escuro.

 Ou era...

 Logo comecei a escutar outra coisa, bem atrás de mim, na minha nuca, suavemente escutava uma outra respiração que não era a minha, logo não só escutava como também sentia um ar úmido e quente.

 O pânico aumentou, eu travei nos degraus, minhas pernas queriam correr, chegar no térreo, gritar... o pânico não deixava. Escutei uma voz grave, alta e masculina vindo do alto das escadas... Ele  falava lentamente.


-Raaanaaaa... Ranaaaaaaaa...

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo...

Eu te olho nas fotos e lembro da sua voz lenta e rouca. Você era tão calmo, tão sereno. Seu abraço era de extrema junção, eu me sentia seriamente apertada nele. Não era algo que eu deveria reclamar. É só pra me lembrar que eu nunca mais vou ver alguém assim, tão intenso e perfeito. A vida tem me tirado muita riqueza e uma delas foi você. Eu quero um dia olhar pra tudo e saber que há um porquê, uma justificativa, por enquanto eu não entendo. Como posso compreender e me conformar? Não tem como. Eu sou muito pequena diante de tudo isso de todas essas coisas. Ouro, prata, não significam nada. O que eu perco de verdade são riquezas que a minha alma trás e você era uma delas.


























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Todo o ser humano é um estranho ímpar.

Para dominar o coração de um poeta se faz necessário um laço, uma corda que se possa dar 1000 nós e uma língua que caiba todos os sentimentos. Dentro de um coração difícil de ser totalmente dominado há ventos que sopram sofrimento e tempestades de felicidades instantâneas e rápidas. Uma chuva de perfeccionismo que nos consome, persegue e nos contamina. É doentio esse coração, mas é um labirinto também, porque a partir do momento que você entra, sempre há o risco de se perder, e quando isso acontece ou você tenta incessantemente encontrar a saída, ou tenta nunca mais se encontrar. Não é impossível nos entender, mas para isso, é necessário se perder também. Se jogue nos sentimentos que mudam e se brigam por serem contrários. Esteja em qualquer lugar pensando em textos e capítulos, e mais que isso, viva essas palavras, dê sua vida a elas, mas não é qualquer vida, é uma vida independente de tudo. Entregue-se a essa depressão de pensar testando, imaginar saboreando e se vingue de suas ideias. Se misture as suas músicas, faça com que elas sejam o ar que você respira e pire. Saia da casinha e entre em outras. Enlouqueça completamente e no final, escreva um texto sobre tudo que você viveu. Faça rima, jogos hipnotizantes e não se esqueça jamais de fazer as palavras dançarem no seu ritmo. Isso é ser poeta.




















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domingo, 21 de dezembro de 2014

Pequenas mudanças- Mais pesadelos


 Dona Lurdes apareceu com um prato quente de sopa e uma cartela de remédios, falou que podia ficar com todos, agradeci e comecei a comer . Ter os gatos me encarando, me deixou em uma situação muito “chata”, tive vontade de levantar e ir comer em casa, mais seria muita falta de respeito.

 Assim que terminei de comer, o gato que estava embaixo da mesa subiu em cima da mesma, me olhou, e quando eu menos esperava, pulou na minha cara deixando  um arranhão , instantaneamente coloquei  a mão no rosto e soltei um “ai “ alto, a velha imediatamente apareceu com uma cara assustada. Meu rosto ardia bastante, assim que  afastei minha mãos vi um pouco de sangue.

-Criança vocês esta bem? Perdoe meu gato, não estamos acostumados com visitas.

 Minha vontade naquele momento era de matar o gato, mas isso não ia cair bem.

- Tudo bem dona Lurdes eu lhe entendo, já estou de saída. Obrigado pelos remédios e a sopa. Amanhã prometo que lhe pago.

 Sai do apartamento com a mão no rosto, e logo entrei no meu, fui direto para o banheiro para ver o tamanho do arranhão.  Era consideravelmente grande, pegava desde a minha orelha até metade da minha bochecha . Lavei o rosto ( ardeu bastante por sinal ) e logo tomei o remédio e fui me deitar.

 Tive sonhos estranhos novamente, com os gatos da dona Lurdes, com Erick , com a droga do bilhete que eu ainda não havia descoberto de quem era, acordei suando. Minha cama estava úmida, minha roupa molhada e estava frio! Legal mais fatores que iriam piorar minha gripe,  eu estava torcendo para que o remédio da velha fosse potente.

 Levantei fui tomar mais um banho, assim que sai troquei as roupas de cama, e percebi que estava sem sono, fiquei sentada na cama olhando a parede vazia, os minutos não passavam, era uma hora da manhã, eu devia estar dormindo.

 Uma pessoa sensata iria deitar e continuar a tentar dormir , mas eu cheguei a conclusão que sou uma pessoa com parafusos a menos,  eu decidi andar pelo prédio.

 Uma pessoa sensata iria deitar e continuar a tentar dormir , mas eu cheguei a conclusão que sou uma pessoa com parafusos a menos,  eu decidi andar pelo prédio.

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Ultraviolence

Esse amor doente, sem nexo, que me prende, me amarra, não me leva pra frente e não me faz voltar. É um sentimento doentio que me maltrata, faz doer e me deixa manchas roxas. O único que ri na nossa relação são seus olhos, sedentos de prazer por me ver suplicar, pedir. São só eles que riem. E os meus choram quando eu tento fugir, me ausentar e você pede pra que eu fique, que me ama, adora e precisa de mim nos teus dias mais insanos. E eu fico, cedo e tudo volta a ser o que você quer, do jeito que você manda. É assim que funciona com a gente. Isso me suga tanto, me faz tão mal.














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Go away.

Apagadas uma a uma, as nossas fotos não são só fotos, são objetos que guardam nossas lembranças. Agora elas estão em uma lata de lixo, bem guardadas. Foi bom enquanto você esteve aqui, mas se não me fez melhor, por favor, vá embora. Eu me vejo, eu vejo nós, que seguimos por um outro caminho. Talvez em outra dimensão tenha sido diferente, mas a que sinto agora, não aconteceu do jeito que eu imaginava, e talvez eu não fosse quem você esperava. O que ficou aqui é uma mulher bem resolvida e feliz, porque o peso que eu carregava, por no fundo saber que nós éramos muito pra você, estava pesado demais. Quero que vá, não olhe, não me abrace, nem deseje coisas boas. Pegue seus votos de ternura e dó e vá embora. Leve eles consigo pra dentro de ti. Agora eu me sinto leve, a pesar de ainda estar um pouco vazia sem o pedaço que era você, mas ainda me sinto bem e pretendo ter essa sensação por muito tempo. Não vou mais cair no sorriso bonito e no olhar fácil demais. O que eu quero nem eu sei, eu sei que eu quero querer e no momento, o que desejo é viver longe de você. Por favor, vá.


















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sábado, 13 de dezembro de 2014

Pequenas mudanças- Sou um gênio



 Cheguei em casa toda molhada e com frio, fui direto para o banho quente, parecia que minha pele tinha congelando . Logo que sai do banho, senti meu estomago doer de fome, e comecei a espirar. Eu havia esquecido de passar no mercadinho da esquina e com certeza estava ficando gripada, e não tinha nenhum remédio comigo.

- Sou um gênio.

 Decidi que iria falar com a vizinha dos gatos mal humorados.

 Lá estava eu batendo na porta da velha, ela abriu uma fresta para ver quem estava incomodando  aquela hora da noite. Ela me olhou  feio e falou em uma voz rouca.

- Oque você quer criança?!

-Eu apenas queria algo pra comer, e algum remédio pra gripe , esqueci de passar no mercadinho da esquina e a essa hora já esta fechado.

 Ela fechou a fresta de uma forma brusca. Suspirei, é claro que ela não iria me dar , ela nem me conhecia.

 Assim que dei os primeiros passos para voltar para o meu quarto , escutei barulhos dos trincos da porta, e a velha abrindo-a. Continuava com a cara mal humorada.

- Venha criança entre, sobrou um pouco de sopa.

- Perdão nem sei o seu nome... Senhora??

-Lurdes.

 Ela me respondeu deforma ríspida. Estava mais pra Bruxa do 71 com os seus gatos, capiroto, Belzebu, Lilith e Satanás. Mas continuei com a forma mais civilizada que eu conhecia, e que o reformatório havia me deixado lembrar.

-Obrigado senhora Lurdes! Prometo que lhe pago amanhã!


 Entrei timidamente no apartamento, ela me convidou para sentar na mesa da salinha minúscula, vi um gato em cima do armário me encarando de forma estranha, logo embaixo da mesa tinha outro da mesma forma. Ok, isso estava ficando desconfortável, dei uma olhada na sala  e vi mais três gatos me olhando de forma insistente. Tinha algo errado. E era comigo.
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domingo, 7 de dezembro de 2014

Pequenas mudanças- Perturbações...


 Olhei para o rapaz com mais atenção, de cima a baixo,  forçando a minha memória buscar algo familiar. Aqueles olhos azuis , eu conhecia de algum lugar, cara alto de ombros largos e pele clara, e muito mal humorado por sinal, me olhava da mesma forma.

- Rã ?!

Como ele sabia esse meu apelido horrível? Só eu sei como eu odeio ser chamada de “parente do sapo".  Ele mudou a expressão para algo parecido como surpresa, logo deu um leve sorriso. Aquele sorriso o denunciou . Sussurrei .

- Erick?

-Sim!

Eu o conheci quando ainda era criança, brincávamos no parque ao lado do nosso prédio, eu morava com meus pais...  Até que... De repente via expressão de Erick mudar, ficou sério , com ar frio.

- Apenas quero um isqueiro...

 Lembro que ele também foi para um reformatório, um pouco mais distante que o meu, mas saio antes de lá por dois motivos: primeiro, ele era 3 anos mais velho que eu e segundo ele não havia cometido um crime, seus pai morrerão no mesmo acidente que os meus.

Alias acidente que eu causei. Agora da pra entender o porque ele ficou sério de repente. Fiquei sem reação, não tinha muito oque fazer, afinal anos já haviam se passado, pedir desculpas não ia adiantar, a culpa também não era exatamente minha,  estava na cara que ele foi mais uma vitima da mídia.  Então apenas peguei o isqueiro, entreguei pra ele, ele rapidamente me pagou e saiu da loja.       


Aquele acontecimento me perturbou o resto da tarde inteira, não consegui terminar de limpar a loja, acabei ficando terrivelmente incomodada, todos os acontecimentos voltaram na minha cabeça em forma de tsunami. Quando acabou meu expediente, me despedi do Sr. William e fui para casa. Assim que coloquei meu nariz pra fora senti até minha alma congelar, tinha 30 cm de neve na rua. Mais um dia que  eu ia chegar ensopada em casa, e com uma provável gripe.

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sábado, 22 de novembro de 2014

Quando falamos de amor,nunca é tarde.

Eu vi o nosso amor sumir,
nossos carinhos irem ralo abaixo.
Tudo poderia ter sido diferente,
perfeito, incrível.
Mas você jogou fora, brincou, me esnobou,
Agora eu estou ocupada,
não me ligue e não me deixe recados.
















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domingo, 16 de novembro de 2014

O sol é para as flores o que os sorrisos são para a humanidade.

Você era tão frágil, que eu te peguei com todo o cuidado. Te apoiei no meu colo e você sorriu. Eu juro que foi o sorriso mais lindo que eu já vi. Você se sentiu em casa, em paz, seguro, eu tenho certeza. Quente, cheio de cuidados, frágil. Você foi o melhor presente que eu ganhei na minha vida e não há nada que irá trocar isso. Quando eu conheci o amor da minha vida, e eu sabia que seria ela, o sorriso dela era lindo, mas não tanto quanto o seu. Digno de uma pureza, de uma delicadeza. Nada no mundo irá nos separar, nada sentimental, material ou de qualquer natureza. A gente será a gente, sempre.




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I couldn't have prepared myself for this fall.

Naquele momento eu descobri que os anjos choram. No seu ultimo esforço, na sua entrega, nos aparelhos apitando e eu, sem reação alguma, vendo você indo embora. A maior fraqueza do ser humano se revela no sofrimento próprio e isso ficou óbvio naquele instante. A vida se partia e os anjos choravam. Eu olhei pela janela e chovia fininho, devagar, sem pressa, assim como você foi embora. Os médicos, falaram, disseram, e nada eu podia ouvir. Já não tinha reação e o meu choro foi levado aos céus pelas mãos de seres celestiais. Eu não pedia cura, nem previsões, eu queria silêncio. Na ida pra casa, os carros andavam rápido demais pro meu pensamento e a encharcada, exausta, eu me entreguei aos lençóis. Lembro do seu sorriso, da sua luta diária, de tudo que me fazia existir. Agora acabou. Eu fico feliz que a sua dor foi embora, mas fico triste que o preço seja muito alto. Entretanto, no meu sofrimento, agora, sei que quem leva minhas lágrimas para serem a cura da minha dor não são mais anjos que eu desconheço identidades, e sim você. Leve, leve, com suas asas brancas e estatura de mais de 3 metros, leve meu sofrimento para quem possa curar e se livrar disso. Anjos choram...




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sábado, 15 de novembro de 2014

Há duas épocas na vida, infância e velhice, em que a felicidade está numa caixa de bombons.

Um dia eu me dei conta que esse dragão que me assolava, assombrava era um grande monstro que morava na minha memória dos piores momentos que vivi longe de quem poderia, de alguma forma, me proteger. Atualmente os traumas da infância marcada à fogo por alguém que não sabe o valor dela me assombra. O ser humano e o ser desumano. Até onde a imaginação nefasta pode chegar e o quanto a infância está protegida desse germe.






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Quando o amor é verdadeiro ele não mente, não engana, não faz chorar, não trai, ele só quer amar.

O sol tá indo dormir e eu ainda to aqui, pensando em você, mesmo que isso não valha uma hora de do meu trabalho. Eu sei que você tá com outro e tal, mas é que você ainda faz parte de mim. A minha vida sem você ainda não faz sentido. As ligações ainda estão aqui, não adianta só bloquear meio mundo no facebook. Eu me sinto perdido e sem rumo exato, e isso é realmente muito confuso porque minha faculdade, meus amigos e tudo está lá fora, mas eu ainda não me sinto preparado para enfrentar críticas, sugestões e reclamações. A unica coisa que me faz querer ir lá fora é ver se você está realmente feliz. Será que você encontrou nesse outro amor o que eu te dava, ou um tanto melhor? Se penso em um sorriso, é o seu. Se penso em ir em algum lugar, a sua companhia é a melhor. Eu me sinto vazio, estranhamente inquieto. Nem a lua, nem a noite são capazes de me alegrar e me impressionar. Os momentos com você sempre tinham sabor de novidade e alegria. Será que um dia vou superar? Faz uma semana, eu acho, mas você ainda está aqui e esqueceu um par de sandálias. No meu quarto, seu cheiro está. Eu não estranho essas lágrimas, tenho que segurar, tenho que superar. Mas não é assim, fácil. Foi muito mais fácil me apaixonar, me aproximar e convidar você para dividir comigo os melhores momentos da sua vida. Durou muito, mas acabou cedo demais. Eu ainda não me vejo sem você. No meu celular seu número ainda é o favorito, o mais ligado e as mensagens não foram excluídas. Um dia você chegou e disse tudo que tinha pra dizer e me deserdou. Eu me sinto sozinho, excluído e sem vontade de viver. Não é drama não, é só o que meu coração que está gelado, sente agora. Nessa tarde de sol, anoitecendo e com o sol se despedindo eu choro o ultimo choro, eu te dou o ultimo gosto amargo da tristeza. De hoje em diante será somente eu, cortei raízes e refiz ligações. Quem sabe agora, a vida pode ser mais doce.




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Esperei tanto no amor que acabei amando a espera.

Um dia eu tava caminhando e não pude deixar de ver. Você colocava os cabelos para trás da orelha, e pude ver no perfil do seu rosto duas lágrimas descendo vagarosamente. Em sua mão estava uma aliança dourada. Um olhar de incompreensão, de insatisfação. Você parecia não entender, minha imaginação já arremeteu para uma história de amor interrompida por um engano ou uma perda. Mas ali estava eu, com medo, com vontade, te querendo sem te conhecer. Queria te dar um abraço apertado, te dizer que tudo iria ficar bem e que seus cabelos vermelhos são absolutamente lindos. Suas sardas pintadas à mão e seus braços finos e delicados. Você é perfeita aos meus olhos e merece as palavras mais doces, mais delicadas para te fazer abrir um sorriso imensurável.



















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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

O coração nunca envelhece.

Esse é o meu garoto,
ele é pequeno em relação ao mundo,
mas pra mim ele é enorme,
por que me faz pensar coisas grandes.
Ao seu lado eu planejo,
voo,
sonho acordada.
Ele também é mau, quando me ensina a ser boa.
Eu me sinto completa, interessante e extremamente livre ao seu lado.
A vida é mais leve,
o caminho parece ser maior, sabe?!
É como se a estrada tivesse mais possibilidades com ele.
Antes eu não me enxergava,
mas quando o conheci percebi a grandiosidade que eu era.
Não é por que eu sou fraca, ou algo assim,
ele só me deu os olhos que eu não tinha.
A gente tem manias parecidas
e cacoetes bem insanos.
Mas é uma coisa a nossa mistura,
a gente fica no ponto bem rápido.
E se um dia a gente não der mais certo,
se a gente descobrir que não éramos tanto assim,
eu vou ficar triste, sim vou ficar.
Mas também vou leva-lo pra sempre, em um lugar especial.
Garoto, você ganhou uma suíte presidencial no meu coração!





















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A nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda.

Tantas possibilidades e milhões de caminhos a seguir.
Quando a gente tem muita chance, acaba não tendo de fato, nenhuma.
É hora de parar, fazer um check up, rever conceitos.
Está em tempo de abastecer psicologicamente.
Quando a batalha chama, ela não espera, não alivia.
Se quer respirar, esse é momento.
Aproveita enquanto está calor,
as pessoas riem e estão felizes,
porque quando a tempestade chegar, e você estiver no olho do furacão,
nem o espírito mais puro, nem a fé mais indiscutível podem te tirar de lá.
Só há uma coisa que te ajuda no momento de sofrimento:
A tua força.
O teu foco,
a tua cabeça no lugar.
Na hora no fogo não há amigos que curem,
não há amor que segure.
É pesado e árduo de carregar.
Raridade são pessoas que estão sofrendo e sabem.
O normal é passar pelas provações sem perceber,
não porque são fortes,
mas porque são tão fracas, tão hipócritas, que não conhecem a si mesmas.
Então elas adoecem, morrem,
porque não suportaram o peso de serem quem elas eram,
não conseguem se dar conta de que por você , aqui na terra,
só você mesmo.
O tempo do colo já passou.
Agora é fogo, vento, dor. Mas não precisa ser sempre assim,
no entanto,
quando for,
eu desejo que você tenha bagagem psicológica para se manter forte.
Como já diziam, "a vida não é um mar de rosas",
mas ela também não é uma floresta de espinhos.
Você é o seu escudo.
























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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Bela noite !



Eis que a noite mostra seu brilho, 
e mostra o quanto o meu é insignificante.

Eis que a noite toca sua musica, 
e manda seu recado, 
e assim minhas palavras somem,
 pois minha voz só emite sons que nada importam.

Eis que a noite emite sua beleza,
 e me humilha com suas combinações de estrelas coloridas e sua Lua.

Eis que vejo que nada importa para noite, 
que é tão independente e de nada necessita, 
pois já tem tudo que precisa  

~Bru~





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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

É tão difícil ficar sem você. O teu amor é gostoso demais.

Eu sinto falta da sua pele imperfeita,
oleosa e com cheiro característico absolutamente atraente.
Eu sinto uma saudadinha das suas reclamações,
no seu olhar bravo e sisudo.
Quando você fala "ok", no sentido de: Chega você é chata demais não aguento chega de falar.
Basicamente isso que você pensa quando eu começo a notar cada centímetro da sua bagunça.
Mas sabe o que é mais louco?
Eu amo tudo isso.
E eu sinto saudade.
Eu só não sinto saudade de briguinhas idiotas,
porque nos brigamos ontem.
Então, por agora, essa vontade tá saciada.
Quando você sorri
e me fala planos presentes,
futuros.
O nome dos nossos futuros gatos! Melhor assunto sempre, rende risadas.
Eu sinto saudade do seu andar pesado
e da impaciência enquanto eu me arrumo durante horas.
Mas também amo seu olhar de "uoooooow" que você me dá dos pés a cabeça quando eu to pronta.
Gosto quando você olha com olhos melosos,
olhar apaixonado,
doce de mel.
Eu amo quando você me chama
e eu sempre estou pronta.
Não tenho tempo ruim.
Eu te amo em cada detalhe,
cada cor,
cada fio.
Não há nada em você que não se encaixe em mim.
Até nossa pele combina.
O que não combina é essa saudade que eu to sentindo agora.
Volta logo, OK?!

Te amo.

 



















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O ciumento passa a vida a procurar um segredo, cuja descoberta lhe destruiria a felicidade.

Eu sei,
não me culpe.
Nem me olhe com esse olhar de procura,
eu não tenho respostas.
Eu não sou dona da verdade, OK?
Sim, sou ciumenta e não gosto de admitir.
As vezes, as pessoas passam dos limites.
Mas veja bem.
Foi uma situação.
Uma.
Eu não quero repetir,
mas não posso mentir.
Talvez ocorra, talvez não.
Eu não sou perfeita,
então não espere qualquer coisa desse nível.
Eu sou a completa imperfeita, cheia de pontos e contra pontos.
Sou feliz assim, sabia?!
Desculpa se eu não te completo totalmente.
Você é um fofo e tal,
mas eu não posso corresponder isso.
Sou tão teimosa e tansa quanto essa porta aqui.
Não me adianta pedir desculpas
e talvez isso te machuque mais.
Você é um anjo e eu morro de medo de alguma perdida me dar um perdido
e eu me perder de novo longe de você.
Confuso né...
Pois é.
Quando ela te olhou e disse aquelas coisas
eu não pude me controlar.
Eu seeeeeei
eu fiz errado.
Eu fiz sim.
Mas já fiz, acabou,
é isso, não é?


















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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Pesadelo causa o maior dos alívios quando acordamos.

O seu corpinho todo branco,
sua visão deslocada, sem se mexer.
Meu coração pula e de repente, tenho a impressão que ele parou.
Tento escutar sua respiração.
Nada.
Sua vida saiu feito um sopro,
que antes era luz,
e agora,
escuridão.
Você tão tão parado.
Eu não consigo fazer nada.
Estátua.
Simplesmente olho e as lágrimas não vem,
nem um grito,
nada.
Eu quero me beliscar,
deve ser um pesadelo.
Ninguém pode sofrer assim
a dor consome meu corpo.
Eu ligo para um serviço de emergência.
Me falam as palavras que eu não quero ouvir.
Afogamento,
sono,
dormir,
culpa.
Minha cabeça gira e tudo fica preto.
Um barulho vindo do infinito me desperta.
Era o despertador, afinal.
Alívio e um abraço.
























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Overdose de você.

Eu não entendo como alguém pode ser feliz mesmo estando
longe de tudo o que te faz bem, vicia.
Eu sinto falta dos seus beijos,
dos seus abraços.
Mas tem algo engraçado nisso.
Eu lembro de tudo como se fossem drogas,
uma pequena parcela.
É isso que você é,
uma droga.
Me vicia, me faz mal,
me consome e depois me deixa no final do poço.
Quando eu já me reconstruí,
você volta com toda sua carga,
e delírios.
Já não sei mais como me ver longe desse mar
que me afoga,
me maltrata e me faz mal.
Mas eu gosto...
Eu gosto que você me faça correr,
perder o fôlego
e quando eu já estou bem cansada,
você sacia minha sede com uma colher de chá.
Você não sabe o que é amor,
nem tem noção,
nossa vida boémia é o que me perde.
Nesse mar bravo,
não há quem se salve.
E mesmo se alguém jogar uma corda,
eu peço pra morrer,
peço pra me perder.
Eu não quero me achar,
não quero me preocupar com isso.
O meu espírito é livre
e o seu é a minha ancoragem.
Eu sei que te tenho quando eu quero,
e você sabe que eu sou sua.
Não tem mistérios na nossa relação,
é um degradando o outro.
Assim como as drogas fazem,
ao final. 




















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domingo, 21 de setembro de 2014

Mesmo sem querer fala em verso, quem fala a partir da emoção.

Uma alça.
Eu não estou pronta, falo.
Sim, nós estamos.
A gente se entrega,
e cai profundamente.
Não nos negamos,
não olhamos.
Nem reparamos se alguém, além de nós,
nos olhava.
Eu tremo,
ele teme.
Não, fique onde está,
eu sei.
Não vou te machucar,
eu quero te ver feliz.
Hoje em diante esse será meu compromisso mais fiel.
Não tema,
venha a sua natureza.
Você é meio aculto,
e eu, reta demais.
A gente se completa, se entende.
Um relacionamento não é só feito de flores,
é também das frutas, terra, pássaros.
O amor precisa de sustentação
e isso não vai faltar.
E eu não me arrependo.
Então, me vejo feliz,
inteira, mesmo faltando um pedaço.


























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A poesia é o transbordamento espontâneo de sentimentos intensos: tem a sua origem na emoção recordada num estado de tranquilidade.

Eu subo um degrau e depois o outro.
Com os olhos imersos em lágrimas
e os lábios abrem o mais belo sorriso.
O que é afinal a sensação de realização de um sonho?
O seu auto encontro.
Algo que faz de você pura e essencial.
Não há barreiras para os sonhos realmente sonhados.
Esses que são parte de um ser,
que já nasceram em um lugar reservado,
só esperando esse momento,
o grande momento da realização.
A vida se mostrou bastante bondosa comigo,
porque ela sabe que grandes obstáculos estão por vir.
Todos emocionados,
o brilho invade o recinto e eu adentro sem medo.
Um passo chama o outro
e assim eu deixo o passado
e construo um futuro.
É um dia de alegria,
nada pode ser mais abençoado.
Eu me sinto leve,
feliz e realizada.
Eu o abraço com todas as minhas forças
e seu que ali é meu lugar a partir de hoje.
Esse é o lugar que eu escolhi viver.
Daqui eu vou ver nosso amor se reproduzir e virar felicidades diárias.
Cada dificuldade será então,
mais um motivo para estarmos juntos.





















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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

É necessário ter o caos cá dentro para gerar uma estrela.

Ele era feio, asqueroso e cheirava mal.
Seus dentes amarelados denunciavam a completa noção de higiene.
Roupas rasgadas e sujas.
Quando eu o vi, ele estava colhendo algum tipo de planta.
Em suas vestimentas havia sangue.











 



Eu tive medo e pensei em gritar,
mas não conhecendo a criatura, nem tendo visto nada parecido até então,
resolvi ficar quieta e pensar em algo rápido.
Por incrível que pareça,
a criatura me olhou, percebendo talvez minha magreza,
desprezou-me e tornou a colher sei lá o que.
Soltei o ar preso em meus pulmões e fui embora.
Eu queria ter tirado foto, filmado ou qualquer outra forma de provar a existência de um animal tão diferente.
Quando tornava meu caminho normal, sem atalhos ou outras passagens,
ouvi passos,
borburinhos,
folhas secas,
respiração, umidade, cheiro ruim.

















A tal criatura me agarrou,
me levou junto de si.
Eu me revirei em gritos desesperados,
os mais altos possíveis,
tentei correr,
chorar,
providências divinas,
tudo em vão.
Já sem esperanças de um final amigável,
o tão monstro me largou.
Me jogou, melhor dizendo.
E eu tentei correr,
mas meus olhos foram invadidos por uma visão digna de filmes.
Uma linda visão.
Quando eu olho, então, para a toca do bicho,
vejo uma linda e rosada criança.
Uma criança, um bebê.
E ele não é um monstro verde e asqueroso,
é lindo.
Absolutamente lindo.
























Eu o pego, sem tirar os olhos da criatura com medo que ela me avance.
Mas não, ele me deixa pegar a criança e levá-la comigo.
Eu caminho calmamente para longe do monstro,
mas nem preciso tomar tantas providências.
Ele se afasta de mim também.
Sem entender nada,
eu tento ver se está tudo bem com o bebê, pois não há barulhos normais.
Ele está em um sono profundo e gostoso.
Seu cheiro de criança me deixa tão viva,
tão feliz.
Há vida então.
Mesmo sendo um lugar remoto,
com seres vivos estranhos,
há beleza e leveza.
Ainda há esperança.



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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Temos a arte para não morrer da verdade.

Hoje o sol me acordou com seu brilho,
através das cortinas mofadas,
ele invadiu meu quarto com seu brilho dourado.
Quando abri os olhos,
meus ouvidos captaram automaticamente um barulho de cidade,
correria,
vida.
Parece que isso saiu de mim,
não faz mais sentido.
Correr atrás de algo,
muito fantasioso.
Metas, vendas e salários.
Felicidade momentânea e egoísta.
Algo que faz parte do ser humano,
ter alguma coisa com que se preocupar,
mesmo que isso o afaste dele mesmo.
É engraçado como pensar dessa forma me faz sozinha,
solitária.
Eu me sinto escandalosamente apática,
 a cidade passa,
a vida passa,
e eu fico.
Espero no ponto.
A cortina mofada, os móveis cobertos
são retratos de uma vivência devagar e amedrontada por um sistema que atropela.
Se você não se cuida,
não olha bem,
a vida vem e te leva.
Se estiver pronto ou não,
ela leva.
Quando você se dá conta,
está no meio de um mar aberto sem direção,
sem  uma bússola.
O pior disso é a parte de cair na realidade,
porque se a vida toda é apática
e a realidade é só uma opção.




















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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Tenho medo e tédio da monotonia, da mesmice, e da rotina. É fato, sou movida por intensidades.

Hoje o dia amanheceu preto e branco.
Está frio e escuro.
Estou sozinha e descuidada.
Com meus olhos sinceros olho a quem me quer mal,
me olha com olhares de ataque.
Sou uma fera ferida
e me defendo dentro do possível e imaginável.
Nunca soube do que sou realmente capaz de fazer
e agora me sinto com um pedaço a menos.
As cores estão tão longe,
tão superficiais.
Eu me sinto distante de mim mesma.
Quero que eu volte,
não vou sobreviver sem minha essência.
A farda pesada
e a cruz que eu carrego é muito pesada.
Correr para longe é impossível
e eu já não vejo destino possível.
O monstro da inexistência me pegou
e eu não sei sair de dentro dele.
Eu quero mergulhar,
sorrir sem motivos.
Estar presente
e não só permanecer.
A sua vida parece muito boa daqui,
mas quando chego mais perto
vejo que um vazio transbordante ocupa o espaço por inteiro.
Você é mais uma na multidão.
E eu não estou nesta multidão,
não estou em nenhum lugar.
Só tem uma pessoa no mundo que sabe bem o que quero
e essa pessoa sou eu.
Nesta monotonia eu permaneço
e fico até eu achar necessário.
Quando eu cansar eu desabrocho 
 e mostro minhas cores verdadeiras.





















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O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder entusiasmo.

To leve e solta,
longe de padrões.
Eu coloquei  minha melhor meia,
cheia de rosas.
Meus sapatos vermelhos,
saia preta, decote.
Eu quero sair de tudo,
de todos.
Hoje o amor é onipresente
e o que eu quero é me jogar.
A vida é muito curta para chorar, se lamentar.
Então eu decidi:
Hoje vou ser uma daquelas que vai deixar tudo pra trás,
procurar outras pessoas,
me reinventar.
Não gosto mais de pizza
e sou viciada em sushi.
Sem medo,
colocando a vida toda ao seu dispor.
Não precisa vir,
eu te entrego a felicidade instantânea presente em minhas palavras.
A mistura que eu faço ninguém mais faz
e aonde eu chego ninguém mais chegou.
É uma trilha difícil, caminho árduo,
mas o sucesso se faz com pedras e não com luxos.


















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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Brisa leve leva.

Preciso te dizer que a noite foi ótima.
Eu acordei vendo o mundo mais colorido
e a vida mais "relax".
Eu percebi o café, as torradas e tudo que você deixou.
Não sei porque foi embora,
mas algo me diz que você vai voltar,
antes mesmo que eu possa chorar
e sentir sua falta.
A gente saiu pra jantar,
pra dançar,
eu nem sei.
Quando eu percebi tudo era risos
e prazeres.
A gente tava na minha cama
delirando e falando bobagem.
Comemos pipoca
e fizemos algumas misturas diferentes.
Nem sei quantos cigarros foram.
Todos parecem patéticos andando rapidamente lá em baixo agora.
Eiiih eu tive uma noite incrível!!
Não, eu não gritei isso da janela do meu apartamento,
mas deu vontade....
O sol já está se ponto e o meu dia só começou
eu vou aonde você está,
independente da onde seja,
eu quero de novo.
Estou viciada em bobagens e coisas sem sentido.
O sol dá lugar a uma noite estrelada
e eu vou ao mesmo restaurante
e ao mesmo bar.
Quero que o raio caia duas vezes no mesmo lugar.
Alô reserva pra dois.
Então eu estou lá, palhaço.
Esperando que os Deuses te incitem a vir a mim.
E não é que você vem?
Não me surpreende estar com um vestido parecido com o de ontem
mas dessa vez é vermelho.
Seus cabelos loiros encaracolados dão um ar de mistério
um ar de te quero.
Você chega,
senta,
e com esse sorriso fácil
eu mordo os lábios.
Eu quero, ah eu quero.
Vinho.
Champagne.
Gargalhadas,
comidas exóticas e que eu não vou lembrar o gosto.
Então eu percebo a sua maquiagem.
Um lápis preto delineando os olhos castanhos esverdeados
e o perfume de rosas.
Eu quero te beijar tanto,
eu preciso dizer coisas que vou me arrepender.
Preciso ir além.
A nossa brisa se transforma em tempestade
e a minha linha reta vira curvas.
E que curvas.
Abro os olhos e tem uma rosa ao meu lado.
Ela acabou de desabrochar e tem um odor dos Deus.
Parece ser colhida naquele instante.
Hoje temos ovos e chá.
Eu como com tanta sede, fome.
Eu preciso comprar aquele restaurante,
preciso decorar a marca daquele vinho.
Uma coincidência que aconteceu duas vezes
com os mesmos parâmetros.
Minha insegurança é que você não queira mais jogar.
Mas amor,
quem dá o check aqui sou eu.
E dessa vez, você não me escapa.
Na próxima,
vou armado.
Um anel irei levar e vou te fisgar.



















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domingo, 14 de setembro de 2014

O tempo apenas cicatriza . O Amor que traz a Cura.

O que é ser forte,
ser corajoso,
se não descobrir sua própria essência?
Eu creio que quando descobrimos o quanto somos fortes,
estamos olhando para dentro,
respirando fundo,
se preparando para o choque
e sabemos com a frieza da razão
que vamos aguentar,
por um simples motivo:
Temos que aguentar.
Não há motivos para tirar o corpo
nem chance de ser fraco para desistir.
Sorrir, fingir que está tudo bem
e acertar o ponteiros quando chegar em casa.
Seja lá o que você considere como casa.
Não perder a fé,
a esperança que vamos chegar lá
e que afinal, a vida é uma grande comédia.
Tudo terminará bem,
e se ainda não está tudo bem,
é porque não chegou ao fim.
A vida tem curvas,
retas,
atalhos,
mas em todas elas
há escolhas, certezas, perdas e ganhos.
Por isso,
sempre há de se pensar bem.
Tem hora para ensinar,
tem hora pra aprender.
E nas duas horas
escolhas palavras
ou escolha o silêncio.
As lágrimas sempre são inevitáveis.
Somos soldados da esperança
prontos para o embate.
Não vamos desistir enquanto não houverem corpos caídos.
A nossa luta vai além do seu pensamento,
dos nossos corpos.
A cura que procuro
está na lágrima que não caíra
e no abraço que irei dar. 






















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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Todos usamos mascaras e chega uma hora em que não podemos tira-las sem arrancar nossa própria pele.

Das mil,
essa é a face que eu mais gosto,
Sorriso irônico,
alegria nos olhos.
Sã eu estou
e permanecerei até o fim.
Essa é a minha melhor face,
das máscaras que escolhi usar hoje,
essa me pareceu mais simpática.
Se todos usam máscaras mesmo,
o que custa entrar nesse jogo,
onde não há cara nem coroa?
A felicidade está a um passo,
jogue a sua moeda para cima,
faça sorteios e preveja o que está por vir.
A minha ideia é desaparecer desse lugar aqui,
e os seus planos, quais são?
Vento, frio, solidão.
Eu me sinto presa em uma masmorra de pedra,
num subsolo gélido,
triste.
Há um labirinto até a luz,
e eu não to afim de me perder hoje.
Aqui parece tudo tão normal,
tão comum.
Acostumei a ver as coisas com meus próprios olhos,
e acredite,
me espantei com a realidade.
Ela é rápida,
objetiva,
e queima.
Faz-me mal viver na realidade,
Visto minha máscara e volto a festa.
































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domingo, 31 de agosto de 2014

A melancolia é a felicidade de se ser triste.

Em cima de um monte,
de uma montanha ninguém pode me ouvir.
O coração já bate devagar.
Eu agradeço as entidades por este momento de desordem
e da paz de uma meditação.
No carro, com uma mão só no volante,
a direita arruma os fios que insistem a escapar do amarrador.
Ninguém a frente,
ninguém atrás.
O acelerador é pressionado por uma mania,
mas não há motivos pra chegar cedo.
Ninguém me espera,
eu mesma estou indo ao meu encontro.
Faço isso todos os dias,
e a cada dia encontro novos motivos.
O ser humano é realmente uma máquina maravilhosa.
As vezes estou perto,
as vezes longe.
A recompensa é sempre a mesma,
uma chegada e um lugar para descansar.
Uma bela paisagem mesmo,
são águas,
eu passo por elas,
e elas passam pelos meus olhos.
São lembranças,
são canções.
Já vejo minha casa de longe,
andei tanto para chegar aqui.
Lá está meu descanso,
minha morada.
Eu me sinto bem, calma.
Tudo vazio.
A fachada com flores coloridas
e a grama verde é testemunha do vento que lhe impõe movimentos
repetitivos.
A natureza é algo a se pensar.
Tudo vai, mas sempre volta.
Quero ser teu pó,
tua seiva.
Retornar à minha essência,
ao momento do sopro.
Estar diante de um dos momentos mais incríveis,
o nascimento da vida,
e o fim da morte.
O ultimo suspiro,
a ultima piscada.
Tudo preto.
Tudo escureceu e eu caminho entre as flores.
Sou o vento que movimenta a grama,
e as ondas que levam e trazem águas.
Não há mais nada aqui,
vou embora.




























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Radiografia cardíaca. | De repente o silencio os pensamentos se misturam.

Seria injusto eu reclamar a alguma instituição divina a falta de alguém perfeito ao meu lado, se eu mesma, não chego nem perto disse. Com a boca muito maior que o mundo e a consciência de si própria menor que capacidade de perceber o próximo, eu me sinto vítima das vivências mundanas. Vejo a vida muito mais no preto e branco que de fato, como ela mesma é. Tenho a incapacidade de perdoar as pessoas por elas serem como são, ou seja, diferente de mim e sou egoísta ao ponto de exigir que tenham as mesmas manias que as minhas. Eu, eu e eu. Vivo em volta do meu umbigo e não sou hipócrita em relação a isso. Ops, lá eu tendo a boca maior que o mundo.

Nunca exigiram que eu fosse perfeita, só que fosse responsável, perdoasse o mundo por suas dores e ajudasse quem quer que fosse. O tempo passou, continua passando e o que penso nesse segundo pode mudar daqui a um minuto, mas o fato é que me considero uma perseguidora da perfeição e sofro de uma ansiedade eterna, um câncer casual. Algo que vive comigo, intrinsecamente. Tenho a incapacidade de ver meus atributos mentais, consigo ver dos outros, mas quando olho no espelho, o que vejo é sempre tão pouco. Não chega nem aos pés do que eu esperava ser com 22 anos. Me sinto um balão vazio, pronto para ser enchido, mas por algum motivo, não vai. Acho lindo essas pessoas que conseguem se ver, mas eu acho que sou cega para minhas qualidades e tenho o olho muito grande para os defeitos.

Sou chata, afrescalhada e detalhista. Pior, perfeccionista. Esse ultimo é o pior deles. Tenho a melhor pessoa do mundo ao meu lado e sempre acho que sou pouco para ele. Quando ele me faz algo bom, automaticamente ativa um algoritmo em meu cérebro me dizendo que sim, há necessidade de retribuir. Tudo tem que ser perfeito, eu prefiro sentir dor. Não faço, não reclamo. Acho que estamos na terra para aprender a sermos duros e que nossos primeiros 30 anos são centrados nisso. O fato de eu não ter uma visão periférica e não admitir viver uma vida prazerosamente, me corrói todos os dias. Eu me sinto vazia, um ralo me sugando, cada gota de mim indo embora e tudo que tenho são sobras de alguém que já foi, não vai mais ser. Já acabou. Tudo que tenho é muito, principalmente para quem sou. Não mereço isso tudo.

Viram? E isso vicia, sabiam? Eu penso nisso e gosto, esse é o pior. Eu não deveria postar esse texto, na verdade.

A vida é cheia de revira-volta, eu sei. Um dia estou mal, no outro pior. O que sinto é como se fosse tão pouco, a ponto de ser nada. Mas quando vejo números, me sino feliz durante alguns minutos, pois sei que foi meu esforço, meu presente.

Se tem algo que me faz feliz, é te ver feliz. Te ver assim, sorrindo, seja quando é por causa de mim ou porque algo fechou, deu certo. Eu quero teu sorriso sorrir na minha alma. Quero que você me deixe a sua marca, quero parar de me exigir perfeição. Estar com você é perfeito e o que estraga isso é essa parte minha, essa minha ignorância sobre eu mesma. Não me acuse, não tente entender. Só esteja, Me abrace e me perdoe por eu ser assim, e possivelmente, morrer assim. Não há explicações, nem justificativas. Eu sou e você me completa. O que eu posso dizer é que sem você,  sou somente eu e a gente brinca de sermos maravilhosos juntos. Nosso abraço é o lugar mais incrível para se permanecer, se eu pudesse nunca sairia. Não fique longe de mim, não me deixe ter crises de abstinência amorosa sincera. Eu te amo, nós nos amamos, e isso é tudo.

Agora a pergunta que não quer calar: Porque eu escrevi tudo isso? Não sei, eu nunca sei porque escrevo. As palavras saem na ordem delas, no momento delas e se um dia eu perder minha inspiração, já não serei mais eu.























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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Ninguém está livre de dizer tolices; o imperdoável é dizê-las solenemente.

Como trair uma vida,
como estar no local errado,
no momento exato.
O sangue que corre nas veias doentias.
Uma vida devastada,
um desmatamento contínuo e obscuro.
Eu queria trocar de lugar,
queria poder ser mais.
Queria ser mágica, poderosa,
milagreira.
Mas o que eu só posso fazer é pensar positivamente.
Torcer para que o corpo não traia a mente.
Querer que os dias passem devagar
e rápido.
Controlar todas as palavras,
gravar todos os momentos.
Ser perfeita quando possível,
ou não.
Ser espiritualmente e mentalmente correta,
não me deixar levar por instintos e vontades meramente
humanas.
Quero fazer tuas vontades,
contar contigo,
e estar 100% do tempo em contato contigo,
porque eu sei que vai acabar.
O relógio está trabalhando rápido,
e sem dó.
A minha liberdade está sendo oprimida ao mesmo tempo que a sua vida vai-se indo.
Eu sinto você escorrendo entre meus dedos,
e não há nada que eu possa fazer.
A vida é injusta
e a morte é tortuosa.
Você sabe que ela está ali,
faminta,
mas nunca sabe quando vai acabar realmente.
E quando acabar?
Como vou entender?
A vida não cura,
quem cura é o tempo.
E esse passa rápido demais.
Principalmente quando estamos errados
e insistimos em não nos desculpar.





















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Sem idéias, a evolução humana seria inexplicável.

Hoje é um dia especial,
o dia em que a minha vivência vai se realizar.
Estive me preparando para isso a tanto.
Todos empenhados,
preparados,
ansiosos
e esgotados.
A preciosa e estimada alegria inesgotável está aqui,
dentro de mim.
A maquiagem de uma alma vai ser feita
para a preparação de um ritual
detalhadamente preparado,
e muito intenso.
O rito de passagem,
o real crescimento.
Quando se está no fogo não se percebe,
mas quando olhamos para trás e percebemos as dificuldades,
percebemos como foi difícil sair e entrar em outra fase.
Não existe uma vida inerte,
um objetivo sem luta.
O que me move são acontecimentos,
dificuldades e realizações.
A facilidade normalmente vem sozinha,
e a verdadeira alegria é estar acompanhado.


















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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Há livros escritos para evitar espaços vazios na estante.

Em cada um, a beleza de um mistério.
Se quer entender,
se perca.
Se quiser se encontrar,
jamais entre aqui.
Porque aqui é lugar longe,
um labirinto de conhecimento,
e só existe uma chegada:
Si mesmo.
Não há atalhos,
nem outras vias.
Quem escolhe trilhar esse rumo,
não se arrepende,
nunca quer voltar.
Não é estático,
inerte.
É um turbilhão de ideias,
formando uma linha de pensamento.
Nunca tem fim.
É inesquecível
e altamente viciante.
Não se esconda
queira estar aqui e seja você.
Não se cobre,
nem queira chegar primeiro.
No caminho das páginas,
de linha em linha,
as letras formam estradas,
que te levam a outra dimensão,
a um olhar sobre alguém que eu chamo
de eu.


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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Reconstrução pessoal.

Meu duro coração é capaz sim, de amar.
E muito.
Minhas mãos capazes de oferecer carinho.
Minha mente de formular as palavras mais belas em uma ordem inesquecível,
para quem ouve, fala, vê, observa.
Mas há algo em mim que eu não consigo mudar,
nem a base de ferro quente,
muito menos no sofrimento.
São aspectos, comportamentos intrínsecos da minha personalidade,
e que eu simplesmente não os vejo.
Eles são meu ponto cego.
Sei que está lá,
mas não consigo ver.
Não é falta de atenção,
nem carinho.
Sou eu.
E se um dia eu conseguir mudar isso,
ainda não serei quem eu gostaria de ser,
simplesmente porque sou eu.
E talvez eu só veja o que eu fui
a partir do momento que eu não for mais.
Preciso parar de me importar,
de me despedaçar em frente a coisas que eu acho que me fazem mal,
mas na verdade é um grande nicho,
cheio de nada.
Eu sou um fundo falso,
tenho coisas guardadas que só eu sei o lugar
e como achar.
Não é ciume,
é vontade de ser,
estar, participar.
Inveja que causa uma vontade de destruir
e a razão que vem pra me grudar ao chão
e me lembrar que só eu sendo eu,
que posso ser melhor.
Cada um tem seu espaço,
sua casa.
E a partir do momento que você passa a visitar outros espaços,
fazer parte de outros lares,
a sua alma se despedaça.
Porque, na maioria das vezes,
você encontra algo que estava escondido,
perdido.



















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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Eu só pediria licença para lembrar que os alienados são precisamente os que têm uma ideia fixa.

Nos anos 90 sonhamos com uma humanidade feita com robôs,
automáticos,
sem erro,
objetivo.
Sem sentimentos,
sem desejos, secos de alma.
Somente fazem aquilo que são programados e mediante solicitação.
Enfim conseguimos aquilo que ansiamos.
Chegamos a um ponto em que os mais tecnológicos enxergam a vida como nichos,
espaços a serem preenchidos.
Cada vez mais esquecemos em que espaço devíamos estar.
Estamos nos esquecendo,
nossa essência.
O que somos sem celular?
Não, não é critica.
É a realidade nítida, crua, verdadeira e singular.
Sem ambiguidade,
estamos perdidos,
e cada vez mais nos procurando.
Algo que era natural, se tornou uma linha de programação.




























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sábado, 2 de agosto de 2014

Ser grande, é abraçar uma grande causa.

Esse clima pesado,
e todas essas pessoas tristes, infelizes.
A prestação é luto é algo realmente fascinante.
É um adeus, com um sabor de até logo,
e com vontade de ir junto
E, ao mesmo tempo, ninguém entende nada.
Uma vontade louca, natural e humana de saber a justificativa,
um instinto materno e normal.
Não entendemos porque o fim,
porque o ponto final.
Quem decide quem vai, quem fica,
quem sofre e até quando a dor permanecerá.
Em alguns ela é viva,
assim como nosso corpo,
em outros ela é passageira,
e logo vai embora.
Mas a nossa real ânsia é entender porque,
quem é esse ser super poderoso que nos guia da vida,
até a morte.
E porque diabos, não consideramos a morte
uma parte da vida.
Até o ultimo suspiro,
ultima tentativa,
ultima lágrima.
O ultimo luto,
aquele adeus que permanece na memória,
que quase nos leva junto.
É, somos fracos e imaturos,
pra sempre seremos.
A dor é presente,
mas a morte é passado e futuro.
Uma dor futura é perda de tempo.
Um abraço é uma forma eficaz de imortalizar o carinho.




















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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Pequenas mudanças - Te conheço?

Part 6

Acordei pelas seis da manhã, olhei pela janela, as ruas estavam brancas, fui para o banheiro e olhei a figura ruiva no espelho, estava com olheiras terríveis , e com um arranhão no pescoço, não sei como ele havia parado lá, devo ter me coçado enquanto dormia.  Amarrei o cabelo em um rabo de cavalo alto, me vesti com minhas únicas roupas mais quentes e sai de casa.

 Passei em uma padaria qualquer pra comprar  um pão e um café e fui direto para a loja. Assim que cheguei já havia atrás do balcão  um balde com um desinfetante e um pano , e já vi Sr. William varrendo a loja. Ok, primeiro a limpeza depois atender os clientes.  Logo eu estava tirando pó das prateleiras. Terminamos tudo dentro de uma hora. Ele abriu a loja, e foi para o "escritório ". Fiquei terrivelmente entediada o dia todo. A loja era muito parada, resolvi dar uma olhada nos produtos.

Bom, brinquedos, velas, recipientes, enfeites, talheres, material escolar,  teias de aranha em lugares inalcançáveis, traças por todos os lados, ele precisava de uma faxineira não de uma balconista. Peguei o pano úmido novamente, e comecei a limpar de uma forma descente. Quando estava terminando a décima prateleira ( o pano já estava preto de tanta sujeira) escutei o sininho da loja tocar. Fui correndo atender, era o mesmo rapaz alto do prédio.

 Ele me olhou meio surpreso, garanto que era a mesma cara que eu fazia pra ele. Dei um sorriso forçado pra dar pinta de boa atendente e o cumprimentei.

- Bom dia, posso ajudar?

Ele continuava a me olhar de modo estranho.

- Eu te conheço de algum lugar...

-Sim, acredito que do prédio.


- Não , não... aquela hora eu não percebi porque estava escuro, mas agora... eu te conheço de algum lugar...

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A esperança é o sonho do homem acordado.

Se você quisesse,
se me permitisse,
eu te mostraria quantas cores tem meu mundo.
Quantas sensações tem meu coração,
e quantas estações tem minha mente.
Eu te olho,
te toco,
te tenho,
mas sei que você não está aqui de verdade.
Você pertence a ninguém,
a nenhum olhar,
nenhum beijo.
Você é seu,
e eu, amargamente,
sua.
Seu gosto de cigarro,
teu corpo azedo de sofrimento,
e eu aqui,
esperando algo que nunca virá.
Posso ser considerada idiota,
esperançosa,
mas já tentei ser de outros
e sei, de todas as formas,
que sou sua.
Não sou do João, nem do Pedro,
Miguel,
sou sua.
Sua.
O que mais me machuca é ouvir isso de você.
Você disse pra mim te abandonar,
te deixar,
te esquecer,
você é um sofredor solitário,
mas a minha natureza é outra.
Sou do tipo de ajuda,
que quer te tornar melhor,
mas acho que o problema é que você
não quer ser melhor.
Porque?
Eu sou razão, quando peço uma explicação.
Sou emoção quando não entendo o que já está escrito
no teu olhar.
O seu pecado mortal,
a tua pele tão proibida
é o que me atrai,
e você do meu pensamento não sai.
Não sei se é o seu cabelo,
seus braços,
seus olhos impiedosos.
Algo me chama,
e eu não exito em responder.
Venha me buscar,
venha me tirar,
venha me acordar desse pesadelo.





















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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Coitadas estão desiludidas.

Tem um monstro deitado na minha cama,
ele me falou coisas horríveis ontem a noite,
e eu sonhei com ele a noite toda.
Não tenho culpa se sou apaixonada por homens complicados,
quanto maior a dor,
maior o tesão.
É isso que eu pensei quando te olhei,
sozinho,
fumando um cigarro,
e olhando pra fumaça, como se aquilo tivesse te consumindo.
Quem sabe tivesse mesmo,
sei lá.
Passo a passo, com meu salto vermelho
e me aproximei,
e perguntei se eu poderia participar de todo aquele funeral.
Você me respondeu dizendo toda aquela baboseira do defunto ser a ex.
Eu estava nem aí pra ela,
o que eu queria estava ali, diante dos meus olhos.
Eu sou apaixonada por dor,
eu tenho todas as dores do mundo em mim.
Você me beijou com aquele hálito de cigarro e cerveja.
Eu amei,
porque eu sabia que aquela energia ruim seria canalizada,
pra um lugar que eu conhecia bem.
Aí eu acordei,
e te olho em minha cama,
como chegamos até aqui.
Eu sou a sua monstra agora,
vou acampar na sua mente,
e caçar tudo que for vivo.
Porque eu sou o que você sempre quis,
uma consumidora de dores.























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O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar.

O avião decolou,
a saudade aterrissou.
Eu me sinto só,
eu e o café.
Eu olho pra ele,
e ele me bebe.
A cada gole,
a cada quilômetro,
eu me sinto mais longe do meu porto seguro.
Um mês.
Um mês pode ser pouco,
ou muito, dependendo do tamanho da sua janela.
Eu te espero,
te aguardo,
mesmo sabendo que na verdade,
você está dentro de mim.
Um mês escuro vem
e uma vida de luz me espera,
porque eu sei,
que o maior presente que eu poderia ganhar,
é o teu futuro.





















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Te prometo que isso nunca mais vai acontecer.

Você me xinga, me ofende.
Mas eu sei que essas marcas são queimaduras,
são cicatrizes muito profundas.
Nem o tempo, nem a vida é capaz de curar.
Depois do jantar,
você virou a mesa.
Me mostrou a sua face mais obscura,
eu tremi na base,
e a minha verdadeira vontade é te abraçar,
te dar um ombro pra chorar.
Mas eu não chego perto,
porque esse seu jeito violento me assusta,
e por vezes, eu fujo.
E quando eu volto,
é muito pior do que se eu tivesse ficado.
Eu grito,
eu te agrido moralmente,
e você devolve em pancadas que doem mais do que qualquer coisa.
Nem que eu fique toda roxa, eu vou te abandonar.
São machucados superficiais,
são feridas que curam,
diferente das suas,
que nunca irão secar,
porque eu sei que a cada vez que você me agride,
mais uma vez a sua mente entra em conflito com quem você é,
de verdade.
Eu sei que aí dentro quem habita
é um homem sentimental,
querido,
e quem me agride é alguém perdido,
nefasto.
Eu preciso de você,
tanto quanto você precisa de mim,
e essa situação
é um reflexo de uma relação
complicada, conflitante,
e cheia de sentimentos obscuros.

























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O que é um autêntico louco?

Junto com as águas desse rio,
eu me transformo.
Não me sinto mais criança,
não me sinto adolescente,
muito menos adulta.
Não sei em que faze eu estou.
Acho que morri e estou no inferno.
Não sei como cheguei aqui,
e ainda não encontrei saída.
As águas me afogam,
a falta de preocupação.
Parece que eu vou morrer sufocada,
é tudo tão certo,
mas ao mesmo tempo,
me sinto cercada de máscaras.
Eu me perdi pelo caminho,
ontem era criança,
hoje sou um ser antagônico,
ambíguo, uma grande mentira.
Eu ainda não me vi no espelho,
não me conheço.
Todos estão contra mim
e a vida virou um grande labirinto.
Mais um vem arrancar um pedaço da minha alma,
o primeiro levou minha inocência.
E o de sempre,
esse ganha meu carinho,
minha atenção,
porque já acostumei.
A vontade de sair correndo é grande,
e depois que tudo acaba,
eu choro.
Vejo cara lágrima cair,
e eu brinco de contar,
até o próximo cliente chegar.
Imagino se eu fosse uma criança ainda,
que pudesse brincar,
mas eu já tenho 11 anos.






















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terça-feira, 22 de julho de 2014

Somente quando encontramos o amor, é que descobrimos o que nos faltava na vida.

Eu não posso suportar
um adeus.
Uma despedida,
sem volta.
Chorar lágrimas que nunca virarão sorrisos,
tristeza que não vê o sol.
Eu preciso do seu abraço,
eu necessito ouvir sua voz,
e se nem por telefone,
nem por qualquer aplicativo,
eu vou precisar ir também.
Eu não tenho forças,
sou fraca o bastante pra não suportar a falta,
dramática o necessário pra sentir que a distância é muita.
Que a volta demora,
e que a vida, embora
pareça feliz,
é eternamente triste,
com a presença de uma alma.
Chorar não te trás de volta,
te ligar não me fará ouvir sua voz,
conquistar outro coração não substitui,
então eu prefiro acabar,
terminar,
curar,
e desistir.





















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