sexta-feira, 25 de julho de 2014

Pequenas mudanças - Te conheço?

Part 6

Acordei pelas seis da manhã, olhei pela janela, as ruas estavam brancas, fui para o banheiro e olhei a figura ruiva no espelho, estava com olheiras terríveis , e com um arranhão no pescoço, não sei como ele havia parado lá, devo ter me coçado enquanto dormia.  Amarrei o cabelo em um rabo de cavalo alto, me vesti com minhas únicas roupas mais quentes e sai de casa.

 Passei em uma padaria qualquer pra comprar  um pão e um café e fui direto para a loja. Assim que cheguei já havia atrás do balcão  um balde com um desinfetante e um pano , e já vi Sr. William varrendo a loja. Ok, primeiro a limpeza depois atender os clientes.  Logo eu estava tirando pó das prateleiras. Terminamos tudo dentro de uma hora. Ele abriu a loja, e foi para o "escritório ". Fiquei terrivelmente entediada o dia todo. A loja era muito parada, resolvi dar uma olhada nos produtos.

Bom, brinquedos, velas, recipientes, enfeites, talheres, material escolar,  teias de aranha em lugares inalcançáveis, traças por todos os lados, ele precisava de uma faxineira não de uma balconista. Peguei o pano úmido novamente, e comecei a limpar de uma forma descente. Quando estava terminando a décima prateleira ( o pano já estava preto de tanta sujeira) escutei o sininho da loja tocar. Fui correndo atender, era o mesmo rapaz alto do prédio.

 Ele me olhou meio surpreso, garanto que era a mesma cara que eu fazia pra ele. Dei um sorriso forçado pra dar pinta de boa atendente e o cumprimentei.

- Bom dia, posso ajudar?

Ele continuava a me olhar de modo estranho.

- Eu te conheço de algum lugar...

-Sim, acredito que do prédio.


- Não , não... aquela hora eu não percebi porque estava escuro, mas agora... eu te conheço de algum lugar...

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A esperança é o sonho do homem acordado.

Se você quisesse,
se me permitisse,
eu te mostraria quantas cores tem meu mundo.
Quantas sensações tem meu coração,
e quantas estações tem minha mente.
Eu te olho,
te toco,
te tenho,
mas sei que você não está aqui de verdade.
Você pertence a ninguém,
a nenhum olhar,
nenhum beijo.
Você é seu,
e eu, amargamente,
sua.
Seu gosto de cigarro,
teu corpo azedo de sofrimento,
e eu aqui,
esperando algo que nunca virá.
Posso ser considerada idiota,
esperançosa,
mas já tentei ser de outros
e sei, de todas as formas,
que sou sua.
Não sou do João, nem do Pedro,
Miguel,
sou sua.
Sua.
O que mais me machuca é ouvir isso de você.
Você disse pra mim te abandonar,
te deixar,
te esquecer,
você é um sofredor solitário,
mas a minha natureza é outra.
Sou do tipo de ajuda,
que quer te tornar melhor,
mas acho que o problema é que você
não quer ser melhor.
Porque?
Eu sou razão, quando peço uma explicação.
Sou emoção quando não entendo o que já está escrito
no teu olhar.
O seu pecado mortal,
a tua pele tão proibida
é o que me atrai,
e você do meu pensamento não sai.
Não sei se é o seu cabelo,
seus braços,
seus olhos impiedosos.
Algo me chama,
e eu não exito em responder.
Venha me buscar,
venha me tirar,
venha me acordar desse pesadelo.





















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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Coitadas estão desiludidas.

Tem um monstro deitado na minha cama,
ele me falou coisas horríveis ontem a noite,
e eu sonhei com ele a noite toda.
Não tenho culpa se sou apaixonada por homens complicados,
quanto maior a dor,
maior o tesão.
É isso que eu pensei quando te olhei,
sozinho,
fumando um cigarro,
e olhando pra fumaça, como se aquilo tivesse te consumindo.
Quem sabe tivesse mesmo,
sei lá.
Passo a passo, com meu salto vermelho
e me aproximei,
e perguntei se eu poderia participar de todo aquele funeral.
Você me respondeu dizendo toda aquela baboseira do defunto ser a ex.
Eu estava nem aí pra ela,
o que eu queria estava ali, diante dos meus olhos.
Eu sou apaixonada por dor,
eu tenho todas as dores do mundo em mim.
Você me beijou com aquele hálito de cigarro e cerveja.
Eu amei,
porque eu sabia que aquela energia ruim seria canalizada,
pra um lugar que eu conhecia bem.
Aí eu acordei,
e te olho em minha cama,
como chegamos até aqui.
Eu sou a sua monstra agora,
vou acampar na sua mente,
e caçar tudo que for vivo.
Porque eu sou o que você sempre quis,
uma consumidora de dores.























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O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar.

O avião decolou,
a saudade aterrissou.
Eu me sinto só,
eu e o café.
Eu olho pra ele,
e ele me bebe.
A cada gole,
a cada quilômetro,
eu me sinto mais longe do meu porto seguro.
Um mês.
Um mês pode ser pouco,
ou muito, dependendo do tamanho da sua janela.
Eu te espero,
te aguardo,
mesmo sabendo que na verdade,
você está dentro de mim.
Um mês escuro vem
e uma vida de luz me espera,
porque eu sei,
que o maior presente que eu poderia ganhar,
é o teu futuro.





















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Te prometo que isso nunca mais vai acontecer.

Você me xinga, me ofende.
Mas eu sei que essas marcas são queimaduras,
são cicatrizes muito profundas.
Nem o tempo, nem a vida é capaz de curar.
Depois do jantar,
você virou a mesa.
Me mostrou a sua face mais obscura,
eu tremi na base,
e a minha verdadeira vontade é te abraçar,
te dar um ombro pra chorar.
Mas eu não chego perto,
porque esse seu jeito violento me assusta,
e por vezes, eu fujo.
E quando eu volto,
é muito pior do que se eu tivesse ficado.
Eu grito,
eu te agrido moralmente,
e você devolve em pancadas que doem mais do que qualquer coisa.
Nem que eu fique toda roxa, eu vou te abandonar.
São machucados superficiais,
são feridas que curam,
diferente das suas,
que nunca irão secar,
porque eu sei que a cada vez que você me agride,
mais uma vez a sua mente entra em conflito com quem você é,
de verdade.
Eu sei que aí dentro quem habita
é um homem sentimental,
querido,
e quem me agride é alguém perdido,
nefasto.
Eu preciso de você,
tanto quanto você precisa de mim,
e essa situação
é um reflexo de uma relação
complicada, conflitante,
e cheia de sentimentos obscuros.

























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O que é um autêntico louco?

Junto com as águas desse rio,
eu me transformo.
Não me sinto mais criança,
não me sinto adolescente,
muito menos adulta.
Não sei em que faze eu estou.
Acho que morri e estou no inferno.
Não sei como cheguei aqui,
e ainda não encontrei saída.
As águas me afogam,
a falta de preocupação.
Parece que eu vou morrer sufocada,
é tudo tão certo,
mas ao mesmo tempo,
me sinto cercada de máscaras.
Eu me perdi pelo caminho,
ontem era criança,
hoje sou um ser antagônico,
ambíguo, uma grande mentira.
Eu ainda não me vi no espelho,
não me conheço.
Todos estão contra mim
e a vida virou um grande labirinto.
Mais um vem arrancar um pedaço da minha alma,
o primeiro levou minha inocência.
E o de sempre,
esse ganha meu carinho,
minha atenção,
porque já acostumei.
A vontade de sair correndo é grande,
e depois que tudo acaba,
eu choro.
Vejo cara lágrima cair,
e eu brinco de contar,
até o próximo cliente chegar.
Imagino se eu fosse uma criança ainda,
que pudesse brincar,
mas eu já tenho 11 anos.






















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terça-feira, 22 de julho de 2014

Somente quando encontramos o amor, é que descobrimos o que nos faltava na vida.

Eu não posso suportar
um adeus.
Uma despedida,
sem volta.
Chorar lágrimas que nunca virarão sorrisos,
tristeza que não vê o sol.
Eu preciso do seu abraço,
eu necessito ouvir sua voz,
e se nem por telefone,
nem por qualquer aplicativo,
eu vou precisar ir também.
Eu não tenho forças,
sou fraca o bastante pra não suportar a falta,
dramática o necessário pra sentir que a distância é muita.
Que a volta demora,
e que a vida, embora
pareça feliz,
é eternamente triste,
com a presença de uma alma.
Chorar não te trás de volta,
te ligar não me fará ouvir sua voz,
conquistar outro coração não substitui,
então eu prefiro acabar,
terminar,
curar,
e desistir.





















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Só se deve beber por gosto: beber por desgosto é uma cretinice.

Esse vinho tinto seco
me faz lembrar do seu gosto.
Ele me desce profundo,
devagar,
e seu gosto demora pra ir embora.
Eu sinto como se ele quisesse ficar,
mas precisa ir.
Vontade de tomar uma garrafa,
duas,
de você.
E é difícil resistir.
O seu toque decidido,
forte,
assim como a cor bordô.
O fogo diminui e eu tenho que acender.
Levanto da poltrona cor de marfim
e com pelagem camurça,
me dirijo a lareira e atiço.
Eu atiço,
até você ficar tão perto de mim,
quanto esse vinho,
a quem eu pertenço.






















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Não jogue nada pela janela sem antes saber a razão.

Eu olhei pela janela,
e o que eu vi,
não era nada do que eu queria saber.
Nada era interessante,
era uma rotina incessante,
de coisas desinteressantes.
Eu vi pessoas doentes,
pessoas mal amadas,
e pessoas que mal queriam amar.
Ela se odiavam
e odiavam quem tentava amá-las.
Aquelas pessoas eram infelizes em toda a sua existência,
assim como o bom clichê diz.
Elas dormiam, trabalhavam, comiam.
Foram programadas
e repetem processos,
linhas e linhas de programação,
para atingir uma situação a qual chamam
de "felicidade".
A felicidade não é um ponto,
ela não está,
ela é,
ou não é.
Simples assim.
Pessoas são felizes onde estão,
ou nunca serão.
A vida não é um lindo conto infantil,
onde tudo terminará bem independente de tudo e de todos.
A vida é triste, as vezes.
E as vezes,
ela é feliz.
Eu posso ser feliz catando lixo,
e ser triste tendo o que comer.
É um conjunto.
E essa janela me remete
a pensar sobre essas pessoas que precisam
e buscam incessantemente
uma justificativa para suas felicidades,
sendo que,
ela está ali.
Na frente,
há um passo.
Não é uma caminhada,
é um passo.
Pode estar escondida em um abraço,
em um beijo,
nas páginas de um livro.
Seja feliz,
independente da janela que você olhe.




















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domingo, 20 de julho de 2014

Cada qual tem o seu prazer que o arrasta.

Eu me balanço o máximo que posso,
o suor escorre pelo pescoço.
Eu estou procurando,
estou achando.
Quando te olho,
me sinto seu brinquedo,
seu prêmio.
Eu me sinto fora do radar,
proibida,
ninguém vai entender.
Pergunta se eu to preocupada.
Não, decididamente,
não.
Eu tenho uma arma,
e acreditando ou não,
eu sei atirar.
Puxar o gatilho
é comigo mesmo.
Tá falando com a pessoa certa.
Não tenho medo,
não tenho pudor,
nem temor.
O que eu quero é ser proibida,
ser aquela que vai tirar o gosto de whisky da sua boca.
Aquela que vai te saciar.
E se eu quero?
Muito.
Eu estou procurando,
eu te chamo,
te ligo,
e você nunca tá ocupado.
Eu sou seu doce,
sua metade,
sua mutigostos.
Aquela bala que vai deixar bater.
Então, aqui está
seu prêmio.
Porque você não vem buscar, afinal?























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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Eu procuro por mim, tal qual o artesão procura sua arte escondida nos excessos da matéria bruta de seu mármore.

O seu cheiro parece que está tão perto,
mas é só ilusão.
Eu sinto tanto sua falta,
e esse apartamento parece bem maior daqui.
Eu sinto como se isso nunca tivesse acontecido,
me sinto uma noiva virgem
que foi deixada no altar.
Já chorei tudo que tinha pra chorar,
e esse não é mais meu objetivo.
Agora chegou a hora de se desfazer dessa dor,
chega de carência.
Preciso trabalhar, me virar.
Me mudar,
vender coisas,
renovar o guarda roupa,
e principalmente,
me reinventar.
Preciso saber quem sou eu,
até onde eu me perdi em você.
E como eu posso fazer pra me achar.
Encontrar um ponto de partida
para uma busca
onde o ponto final,
sou eu mesma.



















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Pequenas mudanças - As coisas começam a ficar estranhas

part 5

Terminei de subir as escadas, cheguei no meu quarto, fiquei com o olhar do rapaz na cabeça, eu o conhecia de algum lugar ! Ou não podia ser só coisa da minha mente mesmo. O que ele quis dizer com "boa sorte"? E quem sabia meu nome? Ok, eu estava cheia de duvidas.

Como já estava escurecendo, fui me deitar e tentar dormir, peguei varias cobertas pois a noite prometia esfriar. Assim que cai no sono tive sonhos estranhos, que misturavam o bilhete com o rapaz da escadaria. Acordei suando, olhando para os lados, me sentia sendo observada.
 Rapidamente levantei da cama, me cobri e abri a janela, entrou um ar gelado que chegou a doer o meu nariz quando o aspirei, peguei um cigarro  e comecei a fumar pra me acalmar.

Assim que dei a ultima tragada, senti um calafrio subir minha coluna, suspirei e olhei para o breu do meu quarto, apenas os postes da rua iluminavam o cômodo, mais ainda sim era sombrio. Dei uma ultima olhada pra a janela, logo via os primeiros flocos de neve, era a confirmação que o inverno tinha começado. Logo fui dormir e caio em um sono profundo.   



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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Os prazeres do pensamento são remédios contra as feridas do coração.

Seus olhos não saem dos meus,
suas mãos viajam pela minha pele
a procura da mais linda
fonte de felicidade.
Sorrisos surgem,
palavras são audíveis,
mas só nós entendemos.
É você,
eu sei que é você.
Não há mais nada para procurar,
não há o que querer mais.
Eu procurei,
por tanto tempo,
e quando desisti,
você veio atrás de mim,
e então eu descobri,
que muito antes de te achar,
você já me buscava.
É difícil se arriscar,
é complicado confiar.
Mas meu instinto de segurança me alertou,
que em você, eu encontrei meu ponto de apoio,
a minha força,
para me entender.
Nós sofremos separados,
para sermos felizes juntos.
O que eu preciso é de mais um dose,
mas uma tragada.
É viciante,
gostoso
e incrivelmente majestoso.
Eu só sei que te amo,
sem mais.




















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Acidentes são inesperados e indesejáveis, mas fazem parte da vida.

Eu vi os faróis vindo em nossa direção,
joguei o carro para a esquerda,
mas esqueci
que a minha vida inteira estava no banco de trás.
Alice.
Eu ouvi seu ultimo gemido.
Sua ultima dor,
seu ultimo suspiro.
Desde lá,
a minha vida está parada.
Estou tentando buscar explicação para o inexplicável,
e juntar meus poucos pedaços.
Eu não quero perdões,
não quero abraços.
Eu amo essa aflição,
essa dor toda.
Porque é nela que eu sei que Alice está.
Alice permanece comigo nos momentos
mais improváveis.
Em cada correria,
em cada lembrança.
Ela está lá.
Muito mais que no banco de trás,
ela sobreviveu na minha memória.
Eu escuto ela chamar,
entendo seu chorinho de fome.
Mas não há nada que eu possa fazer.
Não tenho braços para alcançá-la.
Eu peço a Deus que me leve pra perto dela.
Mas eu sei
que mais que mãe,
mais que mulher,
eu sou uma exímia
assassina.




















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O que vai sobrar de mim?

O que está sendo violentado aqui é a minha mente.
Eu não tenho controle sobre o meu agressor,
ele me tortura, me condena,
me mata, lentamente.
O que ele quer é me fazer sofrer,
e o que eu quero,
é correr o mais rápido possível daquele lugar.
A sua mão surge como uma cobra venenosa,
enchendo meu corpo com mordidas
de suas presas, que me paralisam.
Não há absolutamente nada que eu possa fazer.
O que poderia ser feito,
já foi.
Nada pode me salvar,
me renascer.
Nada.
Ele me joga em um poço sem fundo.
Eu caio em uma depressão interna
eterna.
Se alguém tem culpa,
isso já não importa.
Com uma arma apontada na minha direção,
eu não tenho escolha.
A luta cansativa e sangrenta,
que me apunhala pelas costas,
me cansou demais.
Eu sei que depois da chuva,
há arco-íris,
mas até lá,
muitos raios ainda irão me partir.
Ele me detona em milhares de micro pedaços,
e eu sei que estou triste.
Penso em todos que me querem bem, todos que tanto me amam,
e eu vejo,
o quanto estou perdida.
Talvez nunca mais me encontre.
Talvez, por uma sorte do destino,
diante de uma clareira,
perceba que há atalhos.
A felicidade não é um prato pronto,
é pedra bruta,
precisa ser trabalhada e
lapidada.



















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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Em que espelho ficou perdida a minha face?

Ontem eu me perdi,
a floresta estava escura, barulhos estranhos me cercavam.
Eu não sabia pra onde correr,
a minha visão estava tampada.
Eu não sabia o que estava fazendo.
Eu corria em círculos,
repetia passos,
retornava os ciclos,
e ali estava eu,
de volta, no mesmo lugar.
Eu não sabia o que fazer.
Sei que me perdi.
Tentei me achar por muito tempo.
Muito antes de alcançar a clareira,
eu senti um alívio,
uma súbita alegria.
Mas eu me recordei que ali não era meu lugar,
não era quente, nem aconchegante.
Eu fugi pela clareira,
e caí num mar de criaturas.
Já sem fôlego,
sem saber a quem pedir, implorar,
eu me acostumei.
Eu entrei no ciclo,
eu girei junto com o todo.
E descobri que o meu lugar não era ali parada,
eu precisava entrar na frequência,
compreender a essência,
e continuar ali,
porque o melhor lugar,
é perto de nós mesmos.




















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Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objetivo?

Pedir é necessário,
mas agradecer é imprescindível.
Antes de dormir,
na dificuldade,
na fraqueza,
e principalmente,
na vitória.
Não exite,
não tema.
Ele de ouve, por mais distante que estejas,
por mais fraca que a tua voz seja,
quanto mais perto da morte você achar que está,
é nessa hora, que Ele está perto de ti.
Por respeito,
por temor,
pelo sol, pela chuva,
não faltam motivos.
Conta teus problemas,
encare sem medo.
Faça dele a tua espada,
o teu escudo,
e vá a luta.
É lá que Ele te mostra até onde és capaz de aguentar.
e até onde Ele vai por ti.





















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A educação é uma coisa admirável, mas é bom recordar que nada do que vale a pena saber pode ser ensinado.

E do nada, mais um ano passou.
Mais uma vez eu estava no mercado comprando velas,
encomendando bolo, salgadinho.
Preparando mais um festa, e de novo,
presentes, família.
Aquela felicidade e aquela nostalgia de ver parentes distantes
tão perto, quanto se queria todos os dias.
Você cresceu muito rápido.
Eu estava namorando,
juras de amor,
casamento,
responsabilidade.
E do nada,
Deus me deu mais um motivo pra viver.
Depois, mais um.
Mas o primeiro sempre é diferente.
Espirrou, médico.
Tossiu, médico.
O segundo já recebe roupas usadas e chá.
O primeiro é uma aventura,
a partir do segundo,
é uma sequência de passos pré-dispostas no cérebro.
O primeiro ano do primeiro
é impecável.
Já para o segundo,
o churrasco e o bolo.
É tudo uma questão de perspectiva,
aprendizado.
O tempo passa e você percebe que a educação depende
de pequenos momentos.
Não são as grandes surras,
nem as grandes conversas.
Na verdade, para educar,
um exemplo basta.




















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A maioria dos homens vive uma existência de tranquilo desespero.

Hoje eu to leve,
to tranquila.
Sem pesos, sem nenhuma preocupação.
Eu caminho pelos lugares,
o vento sopra meus cabelos,
e eu me sinto renovada.
Não sei se foi a noite de ontem,
se foi a semana,
se foi você.
Eu sei que eu estou muito bem,
e me sinto como uma folha de laranjeira,
que quando está no momento,
o vento bate e a leva.
E ela dança,
sem motivo,
sem música,
ela dança.
E quando chega ao chão,
ela descansa,
porque sabe que seu papel foi cumprido
e que seu show acabou,
e ela dá lugar a uma nova estrela,
pra que a banda continue
e o show não pare.
Jamais.


























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domingo, 13 de julho de 2014

Pequenas mudanças

part 4

 Chegando em casa, tirei minhas roupas ensopadas, e as  joguei dentro da pia do banheiro, coloquei a cabeça debaixo do chuveiro e senti a água morna escorrer pelo meu corpo. Pelo menos a água do lugar era quente.

Ok, agora eu precisava ter algum foco na minha vida, qual, ainda não descobri. Assim que sai do banho escutei alguém bater na porta. Botei a roupa com o corpo úmido, e fui olhar quem era. Ao abri-la  vi apenas um bilhete  no chão, o peguei vi o meu nome escrito em letras de forma, olhei para os lados,  o corredor estava vazio. Sai correndo em direção a escada e desci alguns degraus e nada, quem tivesse entregado este bilhete já tinha fugido. Subi os degraus correndo, pensando em quem podia ter entregado tal bilhete, não fazia sentido, ninguém sabia que eu havia saído do reformatório, quem poderia ser ?!
  
A dois degraus para chegar ao meu andar, esbarrei em um rapaz.

- Ai!!! Desculpa senhor... Moço érrr... Enfim desculpa.

 Olhei para o rapaz, ele me encarava de forma séria, reconheci aquele olhar de algum lugar, ele massageava o próprio braço que eu havia esbarrado. Logo respondeu:

-Ok, não tem problema, só não suba as escadas distraída  e correndo. Você é nova aqui ?

- Hãm... Sim...

-Ok, boa sorte. escolheu um péssimo lugar pra morar.


 Ele voltou a descer as escadas, e antes de sumir do meu campo de visão, deu uma olhada para cima onde eu estava e deu um sorriso debochado. 


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A dor de quem não esquece.

O que vai ser de mim
quando você esquecer tudo?
Quando você não lembrar mais de nada,
família, amigos?
Como vou contar a sua história para você?
Quando penso nisso, minha vontade é ambígua.
Não sei se choro pelo o que virá,
ou se sorrio por ainda ter você integralmente comigo.
Eu vou sentir sua falta.
E isso vai ser muito forte,
porque você ainda vai estar aqui,
mas a sua memória jamais voltará.
As vezes a sua mente falha,
e quando isso acontece,
eu vejo o quão frágil é o ser humano.
Pois, você sempre foi alguém forte,
batalhadora, e agora, está a merce de uma doença sem cura,
que irá lhe deixar usando fraudas.
Os papéis se inverteram,
agora sou eu o avô,
e você, a minha primeira neta.
Também me sinto sem chão,
sem base.
Na hora que o médico anunciou seu diagnóstico,
minha mente flutuou.
Parece tudo um grande pesadelo.
O mais difícil é não se deixar abater
diante de uma família que abandona,
esquece,
prefere fingir que não viu.
Assumir a responsabilidade sobre alguém que não vai dizer
nem ao menos obrigada,
não porque não quer, pois seu o tamanho da sua educação e bons costumes,
mas porque irá esquecer.
Sua mente simplesmente vai me fazer evaporar,
vai ser mais um pedaço,
mais alguns fatos,
que irão sumir.
Hora volta, hora some.
Você não irá só se comportar como uma criança,
como tantos leigos insistem em preconceituar esse mal,
mas irá se esquecer como se faz tarefas simples do dia a dia.
Atividades que antes eram rotina,
cruciais para uma boa vivência,
serão apagadas,
relembradas,
esquecidas.
E no fim,
sobrará eu.
Somente eu.
A sua mente irá terminar o trabalho perverso me esquecendo,
mas eu não vou me abater.
Porque eu cuido de você pelo o que você fez,
pelo o que foi,
pelo o que eu serei.
Um ato de amor,
é isso que eu farei da minha vida.




















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Pequenas mudanças

part 3

 -Rana , Rana Milart.

Ele arregalou os olhos, respirou fundo.

- Então você é a...

 Não deixei ele completar a frase, maldito jornal da cidade que aumenta mil vezes uma noticia que era pra ser tão insignificante.

- É exatamente. Senhor, prometo não causar confusão! Preciso deste emprego, me da uma chance !?

 Ele me olhou da cabeça aos pés, garanto que minha roupa esturricada não estava ajudando muito. Logo ele suspirou, e voltou com expressão  suave.

- Ok menina Rana, vou lhe dar uma semana de teste. Volte amanhã cedo, temos bastante coisas a fazer.
  
Fiquei surpresa, senti um breve sorriso fugir dos meus lábios, mas como ele veio fugiu da minha face. Me levantei, agradeci a chance e logo ja estava indo para "casa" novamente. A garoa já tinha parado, e dado lugar para chuva forte, sim a minha sorte tinha sido momentânea, ahrg ... Como eu odiava esse lugar. 

  
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As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras

É tudo uma questão de valores,
dinheiro, favores.
Os méritos, a inteligência foi deixada de lado.
Não há uma verdade nessa jogada,
a maioria considera um bom negócio,
uma boa proposta.
Se engana quem pensa que há jogo,
que é divertido.
Na verdade,
quem pensa é que está por fora.
Somos uma banda de tolos,
somos os últimos a saber do playback.
O que me deixa mais abismada,
é todo o teatro.
Está tudo virado de cabeça pra baixo.
Nosso maior perigo é a língua,
nossa arma mais poderosa é a verdade.
Todos sabem, mas ninguém pode falar.
Não podemos construir novas sinapses,
se não, os zumbis roubam nosso cérebro.
E há quem diga que eu estou viajando,
falando besteira.
Quem fala besteira é aquele que acredita na grande mentira,
que esconde a maior fraude dos últimos tempos,
os maiores ladrões,
as piores pessoas,
os jogadores mais fortes.
E olha lá, se não é os mesmos jogares,
em uma formação diferente,
pra maquiar toda essa brincadeira.



























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Você é, meu vício sem fim...

Essa é a ultima vez,
já houverão outras ultimas,
mas essa é de verdade
Eu não aguento mais me transformar em alguém que eu não quero ser.
É a ultima tragada,
a ultima fumada,
a ultima cheirada.
O pó branco invade a minha narina e eu sinto um prazer
fora do normal.
Depois vem a dor,
o desespero,
a culpa.
Eu não quero,
não sinto mais.
A pedra queima devagar,
e o baseado vai me fumando.
Eu sinto meu corpo virando cinza
em um ato que eu poderia evitar.
Mas você nunca poderia entender.
É muito mais forte que eu,
não posso segurar,
não consigo não saciar.
Eu me sinto bem,
e depois, péssima.
É a ultima gota,
ultima briga.
Ultimo perdão,
ultima pá de terra,
em cima de um corpo estendido no chão.














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A culpa é dos ciúmes, das brigas, das desconfianças, das mentiras e da falta. O amor não tem culpa.

Eu já estava cansada disso tudo,
tantas discussões,
tantas escolhas,
muitos cuidados e precauções com algo que deveria ser natural.
Acontecer de forma inesperada, de um jeito gostoso.
Assim como um vento norte que bate em meus cabelos
e reduz o estresse a zero,
deveria ser assim.
Natural, sem ensaios,
modificações.
Pra mim, tava muito bom.
Mas você é instável,
livre demais.
quando eu menos esperava,
nós já tínhamos saído do controle.
Eu já não sabia o que esperar, o que querer.
Eu descobri que eu queria que você mudasse,
por mim, pela gente.
Mas ninguém muda.
Somos o que somos.
E a sua essência é maldosa,
o que mais eu poderia esperar?

























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sábado, 12 de julho de 2014

A bravura provém do sangue, a coragem provém do pensamento.

Vendo fotos e lembrando daquele tempo,
em que começamos a nos conhecer.
Nós achávamos que era tudo tão difícil,
que as dificuldades,
os problemas,
eram muito grandes.
Quando eu me deparei realmente com problemas,
com situações onde a vida estava por um fio,
me enxerguei como uma leoa.
Uma verdadeira leoa.
Não pensa só no presente, no futuro,
na segurança,
cuidados.
Eu fui forte,
realmente fiz coisas que eu achei que não teria coragem,
mas há certas situações, em que seu corpo já é treinado,
preparado,
o que falta é o cérebro liberar toda a coragem que existe.
É uma questão de "empurrãozinho".
Então, hoje, eu quero que você me beije.
Porque se há algo que somos,
é vencedores.























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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Pequenas mudanças

 Part 1  

Lá estava eu, sentada na janela fumando um cigarro lentamente, pensando em uma coisa qualquer em um quarto alugado. Sai do colégio reformatório a uns dois dias. Encontrei esse muquifo, uma cama, uma bancada com algumas gavetas que mal fecham, bom, esta ótimo pra seis peças  de roupa q eu trouxe do reformatório , paredes rebocadas que fedem a mofo e uma janela enferrujada, também pagando cem reais o aluguel ja estou querendo demais.
 Esse outono estava com um clima nojento, os dias bons estavam custosos a aparecer , sempre garoando, e lembrar que eu tinha que sair para achar um emprego já me deixava com náuseas. Terminei meu cigarro  e fui colocar uma roupa mais limpa. Sai do quarto ja dou de cara com uma vizinha velha de cara desconfiada , logo atrás dela uns quatro gatos miando de forma insistente com a mesma cara da velha, ou será que a velha tem a cara dos gatos? Bom, não sei e pouco importa.

Part 2

Fui andando pelas ruas, procurando achar qualquer anuncio, as garoa gélida molhava meu rosto suavemente, me lembrava os dias terríveis do reformatório, olhei brevemente para o lado e vi um pequeno anuncio, " precisa-se de balconista ", perfeito, desde que me dessem dinheiro para pagar o aluguel daquele lixo que a partir de agora chamo de "lar",  e comprar um salgado a qualquer hora para forrar o  estomago, estava ótimo.     
 Abri a porta do estabelecimento, no mesmo momento me invadiu um cheiro de incenso, olho em volta um lugarzinho simpático com cara de pouco frequêntado, uma lojinha de cacarecos imprestáveis,  um senhor com cara de ter por volta de setenta anos veio me atender um uma voz baixa e melódica, com um leve sorriso .
- Posso lhe ajudar menina?
 Ele me olhava docemente, fazia anos  que não me olhavam daquela forma, me deixou até um pouco desconfortável.
- Hãm... Eu vim por causa do anuncio, ainda esta contratando?
- Ah! Claro menina, venha comigo .
 Ele me guiou até o fundo da loja, me levou até um pequeno hãm... Chamarei de escritório mas não chega nem aos pés disso. Lá me ofereceu um café que recusei.
- Então menina, qual seu nome?

~Bru~


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Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam.

Te ver ali branco,
estável.
A pessoa mais ativa que eu conhecia,
completamente parada.
Sempre disperso,
ocupado,
cheio de coisa pra fazer,
"reclamão".
Agora, parado.
Eu pedia, o médico mandou.
Você não ouviu.
Agora finalmente, você parou.
Infelizmente, não pode mais me ouvir.
Mas se pudesse, eu diria algo como,
"viu?"
Talvez você precisasse disso,
você já estava preparado,
só nós que não estávamos.
O que faltava era coragem para admitir.
Ter a certeza de que já havia o bastante,
o nível máximo já havia sido ultrapassado.
A vida chegava em um nível escandalosamente corrido,
e nós nunca tivemos perna para alcançar isso.
Eu preciso aceitar,
me conformar,
é isso que dizem.
Mas é difícil.
Eu queria te dizer tanta coisa,
te explicar tantas besteiras feitas,
mas me falta boca,
voz.
Eu precisaria ser um anjo para que você me ouvisse.
























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Para ser príncipe basta ser homem. Para ser encantado basta ter atitude.

Meu príncipe encantado,
o que eu vejo em você é a mesma magia que há nos contos de fada.
A perfeição, a destreza.
A vida maravilhosa que me espera ao seu lado,
são essas coisas que eu vejo quando só te olho.
Me sinto como uma dama dos anos 50,
algo que eu acho muito lindo,
as moças, esperando seus amores,
e mesmo diante da guerra, das batalhas,
tristezas e as vezes,
mortes,
apesar de tudo,
sempre havia uma esperança,
que era real,
estava lá.
É assim que me sinto.
As dificuldades recebem outro nome no meu dicionário:
Superações.
São provações da vida,
são provas para saber se estamos devidamente prontos para sentir um amor,
uma paixão tão verdadeira e
tão forte, quanto a nossa própria vida.




























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O homem que é firme, paciente, simples, natural e tranquilo está perto da virtude.

A beleza natural é absurda,
as folhas,
o jeito que o sol beija as árvores.
As flores se entregam totalmente ao vento.
Elas se deixam levar,
são dele.
As ervas daninhas invadem a paisagem e tomam conta.
São cores, tamanhos, formas, movimentos.
A paisagem é absurdamente linda.
A vontade é de nunca mais sair dali,
de conviver com qualquer regra,
com qualquer imposição,
só pra continuar naquela dança sibilante,
aquela minha mania de sentir os lugares,
de fazer deles,
um pedaço de mim.
É isso que eu fiz com essa paisagem,
a tornei referência na minha procura por lugares com uma inspiração incessável,
uma vida em que quem manda é a natureza.
Nada muda,
tudo é naturalmente programado.
Hora de acordar,
dormir.
Nada estressa.
Levantar com o sol
e descansar com a lua.
Contra ponto viciante e naturalmente instigante.
O que eu desejo pra mim,
é viver num lugar onde as escolhas sejam algo natural,
sem muito drama, estresse.
Eu quero poder deixar o medo
e me tornar parte dessa paisagem.
A paz,
a paixão.
Nada é triste,
é simples, quieto.
O silêncio fala por si.























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Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.

Acende um cigarro,
aquece minha alma.
Coloca fogo nisso,
porque hoje,
eu preciso queimar até a ponta.
Preciso de algo que me faça relaxar.
viajar sem sair do lugar.
Aquela loucura adolescente,
que te faz voar,
aquecer,
esfriar.
Eu fecho os olhos e sinto aquela fumaça densa invadir meu pulmão.
Cada braço,
cada perna,
vai entrando em sintonia com a substância.
O que eu sinto em seguida,
aquela sensação de estar fazendo outra coisa, em outro lugar,
é surreal.
Só quem é forte,
quem é capaz,
pode sentir essas sensações.
Eu preciso esquecer alguém,
e para esquecer,
nada melhor que ocupar a mente com outra coisa.
O vazio vai dando lugar a viagens,
imaginações sem noção.
Não há limite para inspiração.
Ela só acontece quando a loucura bate,
a música toca,
e a vida passa.





















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Seje feliz do jeito que você é, não mude sua rotina pelo o que os outros exigem de você simplesmente viva de acordo com o seu modo de viver.

O seu jogo é muito injusto,
eu não conhecia as regras.
É uma indecisão,
uma mesa farta de conflitos.
Se eu soubesse que acabaria assim,
não teria me arriscado dessa maneira,
me exposto dessa forma.
Mas quando vi,
era tarde demais.
Eu já não sabia até onde eu estava envolvida,
e quando se perde noção do tempo,
da realidade,
é hora de parar, repensar.
Eu me vi no meio de uma "faixa de gaza".
Eu não sabia se a gente se usa,
se você me faz mal,
se nós nos deterioramos juntos.
O que eu sei,
é que isso me faz mal.
Essa vida de duas caras é nociva demais para quem sempre esperou o amor,
e nunca foi atrás dele.
Eu gostaria que você me visse de outro jeito,
de uma maneira mais pura,
mas agora não há porque fazer isso.
O sol já se pôs,
e a garoa está caindo.
Eu fico pensando,
respirando lentamente,
sentindo cada parte, cada célula do meu corpo,
e fazendo uma conta silenciosa:
Até quando eu sou capaz de suportar uma mentira,
que eu mesma inventei.





















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terça-feira, 8 de julho de 2014

O que passou, passou, mas o que passou luzindo, resplandecera para sempre.

Eu fui ficando cada vez menor,
e a casa crescendo,
em volta de mim.
Os móveis foram diminuindo,
a vida ficou espaçosa demais,
e eu não sei mais o que fazer para ocupar meu tempo.
Eu esqueci de mim,
e quando vocês foram embora,
eu me perdi.
Rompi com a realidade
e esqueci completamente como é viver logicamente.
Ter um emprego,
trabalhar, comer.
Manter uma vida saudável,
estar atualizada com as notícias.
Eu comecei a viver algo paralelo,
algo que nem eu mesma sei o nome.
Fiquei tão desnorteada,
creio que perdi minha bussola.
E hoje,
eu quero muito me encontrar.
Quero estar de novo,
aqui.
Eu sinto falta de mim mesma,
e acho que, para me achar,
eu preciso vasculhar minha vida,
até saber o exato momento em que me perdi.
Quando me olho no espelho,
não lembro mais o que era para estar ali.
Vejo alguém,
mas não a conheço.
A mulher que inunda minha visão é magra demais,
triste demais.
Preciso achar o brilho que você levou.



















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O amor só encontra o seu significado no momento da separação.

Quando nos conhecemos,
éramos apenas garotos.
Não sabíamos o que era destino,
e muito menos o que ele nos reservava.
Eu me joguei naquilo que eu chamava de amor,
e quando me encontrei,
os seus olhos me cobriam com a luz mais pura possível.
A primeira lágrima caiu,
feito chuva fina,
em um mar de sorrisos.
A gente só queria ser feliz,
só queríamos estar ali.
O futuro, o passado.
Nada era imperfeito.
O que realmente importava era sorrir,
todos os dias,
com o teu riso.
Nós éramos o que queríamos ser:
As vezes médicos,
advogados,
pobres coitados.
Éramos felizes,
e tão somente,
na beleza da essência da alegria,
nós éramos unicamente felizes.
O que poderia,
a vida, fazer para destruir o que o destino demorou tanto para esculpir.
Fatos ocorreram, a vida passou, nossas mentes se abriram, e nós descobrimos,
que ser felizes o quanto bastasse,
não era o bastante.
Por que, estávamos presos a uma realidade.
Nós precisamos romper essa ideia,
precisamos ir além.
E para ir,
algo pode ficar.
E nós ficamos,
e cada um seguiu seu destino.
























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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.

Somos milhares,
aos montes,
andando, correndo,
atrasados.
Estamos mortos, cansados.
Estilosos, feitos zumbis,
andamos pelas cidades a procura de nós mesmos.
Estamos programados,
severamente escravizados.
Queremos ser algo que não somos,
sem dar o sangue necessário.
Toda mudança exige um preço.
Algumas almas são preciosas.
Queremos sair dessa formação de zumbis,
mas ao mesmo tempo,
decidimos que é melhor assim.
Estamos nos multiplicando,
por bairros, cidades, estados e países.
Somos todos,
somos um só.
Alguém ali no meio disse que isso é pra ser bom,
que devemos ser melhores.
Mas como,
se quem nos programou nos ensinou a continuar, imitar e seguir,
e não a pensar, calcular friamente?
Quem nos criou,
quis que a ignorância reinasse.
Porque é muito mais fácil gritar com quem já está morto,
já que eles só escutam.
Os vivos querem ser melhores,
viver conscientemente,
ser pessoas e fazerem aquilo que amam
da melhor maneira possível.
O que se vê
é a devastação.
Haverá sangue,
haverá tristeza,
mas o sol vai nascer,
não importe o tempo que demore.




















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Stay.

O frio da sua voz me faz tremer,
meus lábios ficam roxos.
Conclusões precipitadas estão nos rodeando.
A vontade que eu sinto agora é de correr,
correr tanto.
Até quando eu não conseguir mais,
porque meu peito doerá tanto,
que eu vou passar mal.
Mesmo assim, depois, talvez,
ainda continue a correr.
Aos poucos eu vou vendo tudo preto e branco.
As cores são varridas da minha vida
e o tempo passa mais devagar.
Eu nunca tinha tempo pra mim,
agora percebo que eu existo,
que sou uma pessoa,
assim como tantas outras,
que a vida passou tão rápido,
que nem deu tempo pra acompanhar.
Eu me sinto quieta demais,
triste demais.
Não vá embora, fique aqui comigo.
Escute as gotas caindo.
Nossas roupas vão molhando e nossas almas,
sendo lavadas.
Agora eu entendo tanto.
Consigo perceber os porquês.
Coisas absurdas se tornam normais,
a partir do momento que você também as pratica.
Atos obscenos, criminosos.
Eu entendo porque sempre fui tão rude comigo mesma.
Queria poder me entender mais,
ter alguém pra me dizer o que fazer, quando fazer.
É muita responsabilidade,
pra uma pessoa só,
cuidar da vida de alguém.
São direções, escolhas a tomar.





















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domingo, 6 de julho de 2014

No fim tudo dá certo, e se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim.

O primeiro e o ultimo.
O primeiro natal sem você,
o ultimo aniversário juntos.
Será que naquele momento, passava pela minha mente,
a ideia de estar longe de você?
Provavelmente não.
Eu vejo nossas fotos
e tenho certeza que éramos felizes.
Onde nos perdemos?
Existia algum jeito?
Algum mapa?
Eu me sentia num labirinto, fugindo de algo sem nome,
nem explicação.
Agora me vejo perdida,
procurando a mim mesma.
Quero sentir o chão de novo.
Eu quero me sentir viva,
eu estou lutando muito para me manter mentalmente normal.
É difícil retornar ao antes,
quando se partiu há muito tempo.
Eu vejo as coisas por outro ângulo,
eu me sinto uma vitima do próprio veneno.
E ninguém pode me ajudar,
porque eu não deixo.
Os espaços,
as minhas entradas mentais estão trancada por um orgulho emprestável.
Os comentários são de que eu era uma pessoa feliz,
normal,
e que a partir do momento em que eu me envolvi com você,
virei outra pessoa.
Agora preciso voltar,
preciso ter motivos para voltar.
Eu não quero que isso tudo seja a toa.



























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Quem sempre pensa no depois e nunca no antes, não sabe o significado do presente instante.

O azul reflete nos meus olhos,
a sua grandeza,
sua majestade é perceptível.
O vento salgado que vem da sua direção é ressecado.
Eu vim até aqui pra me encontrar,
me sentir em paz,
em casa.
O que eu procuro,
ninguém pode encontrar por mim.
Ninguém pode me dar.
Eu desejo me sentir bem
permanecendo em mim.
O mesmo vento que trás a tranquilidade,
é aquele que aumenta o caos.
Não consigo encontrar uma saída,
uma distância.
Onde quer que eu vá,
as perguntas sem respostas continuam comigo.
Eu posso sair daqui,
ir a outros lugares,
viajar.
O problema está em mim.
Já perdi a noção de realidade,
do que é verdade, mentira.
Sei que tudo está conspirando contra
e eu não consigo sair desse ciclo.
Esse vai e volta,
estar cansada de participar dessa mentira.
Eu busco paz,
distância.
O grande problema é que os problemas sempre acabam na minha frente,
e eu tenho uma mania de querer olhá-los de lado,
de longe,
de relance.
Olhar e não querer enxergar.
É como se houvesse um nevoeiro,
um peso.
Eu consigo tirar isso,
durante poucos segundos.
O tempo que segue após essa amostra de paz,
é tentando encontrar a receita para permanecer nela.
Sei que não é normal estar feliz todo o tempo,
mas ficar triste e sem domínio sobre o próprio corpo é muito pior.
O que eu sofro não tem nome,
não tem sintomas concretos.
Não há nada que ninguém possa fazer.
A minha mente vive nesse colapso a anos,
e nem eu mesmo consigo enxergar isso.























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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.

Ei menina,
seque essas lágrimas.
Ponha um sorriso nesse rosto.
Olhe lá fora,
o sol está no brilho dos teus olhos.
Acenda tua luz interna.
Aprenda a cair,
e depois de um tropeço,
levantar.
Não adianta chorar,
só diminui a dor.
O que vai te ajudar mesmo,
é olhar em volta.
Olha quem está por você,
com você.
Olhe bem.
Seu corpo está cansado,
destruído por causa dessa dor interna.
Por isso,
eu te digo,
não vale a pena.
Pensa em ti.
Olha pra frente.
Prepara o teu melhor vestido,
o teu melhor sorriso.
Ouve uma boa música.
Te anima.
A vida não vai esperar você se recuperar.
Ela passa tão rápido.
É bom você arrumar um bom lugar pra acompanhar esse show.
Todos estão sentados,
esperando.
O seu show apenas começou.
As participações,
são só participações.
As pessoas querem te ver.
E quem não quer,
não queira também.
Te desarma.
Acalma.
Respira, reflita.
O que adianta estar assim,
querendo ver todos mortos?
Um dia você vai estar também,
e valeu a pena?
Tem que valer.
Vai atrás daquilo que te completa.
Aquilo que falta,
o conhecimento.
A vida tá passando.
E agora,
sempre lembre daquela menina.
Aquela sensível que mora dentro de você.
Sempre lembre dela.
Porque ela está aí dentro
e um dia,
ela pode precisar de novo.
De um abraço,
de um amigo.
Esteja pronta a ajudar.
A felicidade está dentro de você,
basta você querer sentir.




















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A vida é uma aventura ousada ou nada.

A pouco tempo, fui a uma aventura incrível! Conheci a Ilha de Santa Catarina de cima e fiz um vídeo sobre isso. Espero que gostem!





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terça-feira, 1 de julho de 2014

Quando um homem perde a capacidade de escolher, deixa de ser homem.

Não me abandone,
por favor.
Não me deixe,
pelo amor de Deus.
Eram essas minhas frases.
Você, você, você.
Uma enchente de felicidade invadiu minha vida.
Eu era tão feliz,
tão realizada.
Mas daí eu descobri que não era você que me fazia melhor.
Era o status,
todas aquelas pessoas.
Eu me sentia bem,
mas depois eu me descobri.
Fui ingênua, eu sei.
Quando eu vi,
quando acordei de um sono profundo,
vi que o que realmente importava na minha história era eu.
Agora, se você quiser participar,
será coadjuvante.
Será aquele que não está em todos os episódios,
mas aquele que tem um palco especial,
periodicamente.
Não fique chateado,
nem crie ressentimentos.
Eu só redescobri que a minha vida,
gira em torno de mim mesma.
E que escolhas,
não são só "escolhas".
















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O tempo me faz, o vento desfaz. O ritmo me move, o movimento percorre. É um pulso de adrenalina, é o prazer de ser bailarina.

A cada movimento,
cada passo o meu corpo passa diante dos seus olhos.
Eu sempre te surpreendo com um olhar diferente,
te chamo para perto de mim,
acalmo com uma volta,
te emociono.
O jeito que eu me movo diante de ti,
pareço uma pluma jogada ao vento,
sem direção,
sem certeza,
sem perfeição.
E é isso que me torna tão rara e especial.
Quando olho para os que estão diante de mim,
minha expressão faz o coração dos valentes transbordar,
e dos fracos,
as lágrimas caem.
É algo que não define,
não tem parâmetros.
É leve,
mas aos poucos,
me revelo uma dama,
ou uma fera.
Eu sou a verdadeira arte humana,
a própria ilustração da beleza.
Nas pontas dos pés
eu te mostro que sou forte e consistente.
Com as mãos em movimentos que ilustram o vento,
que demonstram leveza,
sutilezas,
delicadezas.
Coisas, sentimentos raros,
e lapidados durante anos,
no coração de um dançarino.
No grand finale,
sussurro lentamente no pé do seu ouvido,
que a vida da voltas,
que o mundo gira, mas independente de tudo,
bom ou ruim,
o final sempre te faz ver que tudo vale a pena.
Que quem ganha a verdadeira recompensa não é quem passou toda a vivência
cuidando do certo, do errado,
mas quem realmente dançou.
Quem se locomoveu em direção a plateia
não esperando aplausos,
nem vaias,
nem reconhecimento algum.
O grande vencedor da aventura é aquele que se submeteu a todas dores,
a todos prazeres.
Aquele que se jogou de cabeça,
que afrontou a incerteza.






















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